Irmãos convivendo em união
A união é algo tão fragrante quanto o óleo e tão refrescante quanto o orvalho em Jerusalém
“Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união! É como óleo precioso derramado sobre a cabeça, que desce pela barba, a barba de Arão, até a gola das suas vestes. É como o orvalho do Hermom quando desce sobre os montes de Sião. Ali o Senhor concede a bênção da vida para sempre. (Salmo 133)
A união do povo de Deus sempre foi a vontade divina e o objeto de desejo do povo. Se for pós-exílico, este salmo pode expressar a alegria e a solidariedade dos peregrinos reunidos para a adoração em Jerusalém, com a ruptura da monarquia dividida já tratada.
Os que fazem parte da aliança de Deus já são irmãos, mas é bom e agradável quando, além do relacionamento fraterno, eles convivem em união (v. 1). O prazer da união é agora ilustrado de maneira vívida. É como o óleo consagrado que desce pela barba, a barba de Arão (da cabeça em que foi derramado), e chega à gola das suas vestes, e como o orvalho de Hermom, uma expressão de orvalho intenso (v. 2-3).
O texto não nos diz por que a união do povo de Deus é como o óleo consagrado de Arão e o denso orvalho de Hermom. Alguns escritores enfatizam que ambos são vistos como coisas que descem e que o significado é a influência abrangente da verdadeira concordância fraterna, santificando todo o corpo.
Ao mesmo tempo, uma vez que o óleo aromático fosse usado e que o orvalho era essencial para a fertilidade da árida Palestina, essas analogias, sem dúvida, têm por objetivo também ensinar que a união é algo tão fragrante quanto o óleo e tão refrescante quanto o orvalho em Jerusalém. É ali que o Senhor concede a bênção da vida para sempre (v. 3).
Trecho publicado originalmente em Salmos Favoritos – Inspiração e sabedoria nos Salmos, John Stott (Ultimato).