A intolerância da igreja… com o pecado

SÉRIE REVISTA ULTIMATO
Artigo: “A ira necessária”, de Rubem Amorese, Ultimato 389

Texto básico
1 Coríntios 5. 1-13

Textos de apoio
– Levítico 19. 1, 9-18
– Provérbios 12. 1
– Salmos 50. 16-23
– Mateus 18. 15-20
– 2 Coríntios 2. 5-11
– Hebreus 12. 4-11

Introdução

“Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”, ouvimos frequentemente. E isso é verdade! Ao mesmo tempo, o nosso Pai deseja que seus filhos o imitem. E aí começa o nosso problema, porque temos muita dificuldade para separar “sujeito e pecado” – agimos “alvejando” o erro e também quem o cometeu. E, nesse caso, a ira confunde os “alvos”.

É preciso não esquecer que, obviamente, a prática do pecado traz consequências ao pecador, que variam de acordo com a gravidade de suas ações e/ou palavras. E, junto a esta inevitabilidade das consequências, há também (sempre!) um convite para a abertura de um processo de restauração, que envolve perdão e “disciplina”. Coloquei essa última palavra entre aspas porque ela mexe com o nosso imaginário, e normalmente carrega um sentido negativo de punição ou castigo.

Mas a “disciplina” à qual nos referimos é boa, embora não signifique “indolor” (Hb 12.11). Ela é parte fundamental do processo de restauração, tanto individual como comunitária. E, embora não seja possível (nem desejável) uma padronização forçada, podemos destacar pelo menos duas características que devem estar sempre presentes ao longo deste processo: cultivo da humildade (ausência de orgulho, reconhecimento de nossa finitude) por todos os envolvidos, e anseio pela “salvação” completa (redenção, santidade) daquele que sofre a “disciplina”.

A seriedade do pecado exige de nós uma postura duplamente firme – de “ira contra o pecado” e “amor pelo pecador”. Esperando, finalmente, que a graça de Deus nos conduza a uma vida cristã cada vez mais submissa ao governo de Deus; e sabendo que a “disciplina” é necessária para que esta submissão nos conduza por fim ao caminho da vida, pois como Jesus nos advertiu, metaforicamente: “é melhor perder uma parte do seu corpo do que o corpo inteiro ser atirado no inferno” (Mt 5.29-30).

 

Para ler o estudo bíblico na íntegra, acesse a edição 389 da revista Ultimato.

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