Um Exemplo Para Não Ser Seguido

Um Exemplo Para Não Ser Seguido

Texto Básico: 1 Coríntios 1.10-13

Leitura:“Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e um só parecer. Meus irmãos, fui informado por alguns da casa de Cloe de que há divisões entre vocês. Com isto quero dizer que algum de vocês afirma: “Eu sou de Paulo; ou “eu sou de Apolo”; ou “Eu sou de Pedro”; ou ainda “Eu sou de Cristo”. Acaso Cristo está dividido?…”. 1 Coríntios 1.10-13

Na igreja de Corinto havia partidarismo e divisões. Estes problemas surgiam basicamente por falta dos indivíduos, daquela comunidade, não terem captado o verdadeiro significado da unidade do Espírito. Será que o mesmo ocorre hoje? Geralmente nós só pensamos em nós mesmos; em nossos projetos pessoais. Escolhemos apenas aqueles parceiros de nossa “panelinha”. São as nossas atitudes que revelam se somos ou não cidadãos do Reino de Deus e membros da família de Deus.

Temos que reconhecer que a igreja de Corinto era muito fervorosa, mas tinha muitos problemas. O partidarismo era apenas um deles. O negócio era tão sério que havia quatro grupos rivais:

  1. Havia o grupo dos fundadores: “eu sou de Paulo”.
  2. Havia o grupo dos intelectuais: “eu sou de Apolo”.
  3. Havia também o grupo dos tradicionais: “eu sou de Pedro”.
  4. E, por último, havia um grupo dos exclusivistas: “eu sou de Cristo”.

Hoje não é diferente! Temos grupos que contendem entre si. Conheço gente que evita dialogar com pessoas que ele julga pertencer a determinado grupo. Aliás, nem querem ser vistos na companhia de alguns deles, para não se comprometer.

O fato é que posturas facciosas, partidárias e divisórias sempre foram danosas à saúde da igreja na história, são um grave pecado. A Bíblia chama estes males de “obras da carne” ou imaturidade espiritual. São coisas de “meninos”, que tem que acabar! Quando nos lançamos em disputas carnais, procurando manter nossas posições egoístas, dividimos o Corpo de Cristo:

Está Cristo dividido?” (1 Co 1.13).

Nossos comportamentos, partidários na igreja, são uma afronta ao mundo e um péssimo testemunho de Cristianismo! Todavia, convém ressaltar que “Paulo exortou os crentes em Corinto a buscarem a unidade entre si, não a uniformidade. A uniformidade ocorre quando as pessoas fazem um esforço consciente para ter aparência, roupa, linguagem, pensamentos parecidos, mas unidade envolve harmonia. Ela existe quando as pessoas compartilham um mesmo propósito e usam os seus diversos talentos para alcançar tal propósito”.

Qual é o nosso desafio? Sair urgentemente de nossas trincheiras partidárias, pois esta postura obstrui os relacionamentos, dissolve os laços fraternos e denigre a imagem da Igreja como família de Deus. Isso demonstra que não entendemos o que é unidade. E, assim, desobedecemos a Palavra de Deus que ordena que preservemos a unidade. O individualismo é nosso principal problema, porque coloca o homem no centro. Esta visão da vida nos faz achar que somos mais importantes do que outros. No fundo, é o individualismo o principal gerador de divisão entre os homens, pois nos impõe os próprios interesses. Assim, não conseguimos enxergar-nos como membros uns dos outros e como parceiros de uma causa maior: o Reino de Deus. O pecado é egoísta. Ele nos impede de ver o que há de bom no outro.

“No Cristianismo ocidental, o individualismo predomina na era moderna e tem o efeito lamentável de tornar a vida cristã antes de tudo uma transação entre a pessoa e Deus, geralmente sem o devido realce ao relacionamento do crente com outros crentes e à responsabilidade dele para com a comunidade da fé que é a igreja”.

I. Ninguém é uma ilha

Nossas igrejas estão cheias de “pessoas-ilhas”, que atribuem a si mesmas posições e privilégios especiais, como se dele todos precisassem e ele não dependesse de ninguém. Se tais pessoas procurassem descobrir as boas coisas existentes naqueles a quem eles desprezam, certamente se espantariam ao constatar que Deus os agraciou também com qualidades específicas e dons para o serviço cristão. De fato somos diferentes no que diz respeito às características individuais, as são elas que tornam nosso serviço especial dentro do conjunto do serviço coletivo.

Num corpo há diferentes membros ativos, mas nem por isso deixa de ser uma unidade. Só na diversidade vemos a importância de cada membro no Corpo. Todos são relevantes para á vida do organismo, mesmo aqueles que soa menores. Portanto, não podemos nos depreciar ou nos sentirmos indignos por não termos um “cargo” ou “posição” que achamos ser importante dentro do Corpo de Cristo, ou seja: a Igreja.

Por causa do desígnio de Deus que deseja que o Corpo de Cristo funcione de forma interdependente, ninguém pode dizer que é mais importante do que o outro no que Deus está fazendo, pois é Ele quem faz. Da mesma forma não podemos dizer que não precisamos desta ou daquela pessoa na igreja, pois cada membro é valioso para o seu funcionamento pleno.

A Igreja como corpo nos ensina a servir com o objetivo de colaborar uns com os outros. Deus estabeleceu o Corpo de Cristo desta maneira para que não haja desavenças dentro da igreja em torno de personalidades, funções ou competências entre os seus membros. O fato de saber que existe uma interdependência, cujo fim é “tecer” nossas vidas com os demais, devemos nos motivar a servir mutuamente.

Só quando dependemos uns dos outros em cada área da vida e ministério é que teremos a liberdade de dar e receber segundo a vontade de Deus. Nenhuma parte do Corpo, portanto, pode manter o crescimento sem a inter-relação com as demais. Da mesma forma, não poderemos nos desenvolver separados de Cristo e sem comunhão com Seu Corpo.

Quando entendermos que Deus nos tem designado para funcionar dentro deste harmonioso ambiente de “serviço” mútuo, se somos mais capazes a servir com os dons concedidos pelo Espírito Santo. Deus nos tem equipado de uma maneira especial para que sirvamos e nos edifiquemos mutuamente no Corpo, dando assim glória ao Pai Eterno.

O contexto de Efésios 4.11 afirma que todo obreiro é um dom concedido à Igreja por Jesus Cristo, com a responsabilidade de continuar a missão começada por Ele na Terra. Portanto, quem serve na casa de Deus, independente de sua função ou posição, deve se conscientizar de que é um dom de Cristo à Igreja.

Aplicação Pessoal

 – De que forma a sua igreja local se assemelha igreja de Corinto?

– Quanto à unidade de sua igreja, em que aspecto você gostaria que Deus intervisse trazendo mudanças no momento?

– Até que ponto essas mudanças depende de você?

 

Autor do Estudo: Josadak Lima

Retirado de UNIDADE – a missão conciliadora da igreja. Publicado com permissão.

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