Salmos 107.17-18; Provérbios 29.6
Certa vez, falando em um centro de recolocação japonês, citei quatro pessoas. Primeiro, um cirurgião disse: “Descobri o reino de Deus na ponta do meu bisturi; ele está nos tecidos. O que é correto moralmente sempre é saudável fisicamente”. Segundo, um importante economista: “O que é correto moralmente sempre é saudável economicamente”. Terceiro, um importante sociólogo: “O que é correto moralmente sempre é saudável sociologicamente”. Quarto, um educador: “O que é correto moralmente sempre é saudável em termos educacionais”. O chefe do centro comentou: “Se o que é correto sempre é saudável, por que o que é saudável também não é o que é certo? Não funciona nos dois sentidos? Concordo completamente. Quer você desça dos padrões de moralidade para os tecidos e as condições de saúde deles, ou suba dos tecidos e as condições de saúde deles para os padrões de moralidade, você terminará no mesmo lugar. Pois a moralidade é uma coisa só, seja escrita em tecidos ou nos Testamentos.
Toda a vida é uma única peça. Não há dualismos nem sistemas de compartimentos. A vida é uma só, e as leis que regem toda a vida têm uma única fonte: Deus. As leis que regem nossa vida física não são diferentes das leis de Deus. São as leis de Deus escritas na carne, no sangue, nos nervos e nos tecidos. As leis econômicas, sociais, educacionais e políticas que regem as relações também não são outras senão as leis de Deus.
O ex-primeiro-ministro britânico William E. Gladstone disse certa vez: “Nada moralmente errado pode ser politicamente correto”.* As leis que governam o correto e o errado são de aplicação universal, e a política não é exceção.
O pastor anglicano Richard Hooker proferiu esta verdade em uma frase incisiva: “A lei […] cujo berço é o seio de Deus, cuja voz é a harmonia do mundo”.** Ele observou que a lei, onde quer que fosse encontrada, quando lei verdadeira, tinha uma única fonte: o seio de Deus. E também observou que o propósito dessa lei é a harmonia do mundo. Ao obedecer a ela, você obedece às próprias leis de seu ser; então, o resultado é a harmonia. O inverso disso é verdade: ao violar essas leis, você viola a si mesmo. O resultado é desarmonia e ruptura.
Ó gracioso Senhor, meu autor e autor das leis que me sustentam, ajuda-me a fazer tua vontade, pois só assim posso fazer a minha vontade. Ajuda-me, então, a não fazer tua vontade de má vontade ou por compulsão, mas sim com alegria e júbilo, como quem encontra o Caminho. Em nome de Jesus. Amém.
Afirmação do dia: A vontade de Deus é a harmonia; minha vontade em oposição à de Deus é discórdia.
* Gladstone pode ter citado Hannah More, Complete works, v. 2. Derby e Jackson, 1857. p. 53.
** HOOKER, Richard. Of the lawes of ecclesiastical politie. Londres: 1636–1639. p. 51.
>> Retirado de O Caminho [Stanley Jones]. Editora Ultimato.

