Por intermédio destas, ele nos deu as suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas vocês se tornassem participantes da natureza divina e fugissem da corrupção que há no mundo, causada pela cobiça. — 2 Pedro 1.4
Pedro diz que, por meio do poder da fé, nós participamos da natureza divina e temos comunhão com ela. Que versículo! Não podemos encontrar outro como esse no Novo nem no Antigo Testamento! Entretanto, os não cristãos consideram isso algo insignificante.
Mas o que é mesmo a natureza divina? É a verdade eterna, a justiça, a sabedoria, a vida eterna, a paz, a alegria, a felicidade e qualquer outra coisa que se possa chamar de boa. Aqueles que compartilham da natureza divina recebem tudo isso de tal maneira que vivem eternamente e têm paz, prazer e alegria eternamente. Eles são puros e limpos e têm poder sobre o Maligno, o pecado e a morte. Pedro está dizendo: “Assim como ninguém pode tirar a vida eterna e a verdade de Deus, ninguém pode tirá-las de vocês”. Se alguém fizer algo a você, também o fará a Deus. Se alguém oprimir um cristão, também oprimirá a Deus. A forma como Pedro usa a pequena expressão “natureza divina” significa tudo isso.
É verdadeiramente maravilhoso quando uma pessoa crê. Contudo, Pedro não tencionava que todas essas instruções fossem um fundamento para a fé. Ao contrário, ele ressalta quão boas e ricas posses nós recebemos como resultado da fé. É por isso que Pedro acrescenta que teremos tudo isso se demonstrarmos a nossa fé ao fugir dos desejos maus.
>> Retirado de Somente a Fé [Martinho Lutero]. Editora Ultimato.
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