Covid-19 – Arte para não esquecer
Por Cleverson “Café” Pacheco

 

Cleverson Paes Pacheco, conhecido como Café, tem 35 anos, é de Curitiba, PR, e trabalha com grafite há cerca de vinte anos. Ele participou da seção “Altos papos” da Ultimato, em 2016. Sobre o trabalho com o grafite, Cleverson disse acreditar que esta é uma forma de mostrar como Deus se revela por meio da arte. Além disso, Café encontrou nesse caminho a possibilidade de valorizar a beleza negra e combater o preconceito.

Ultimato convidou Cleverson para participar da série “Covid-19 – Arte para não esquecer” e ele preparou uma pintura com exclusividade. A propósito dela ele escreveu:

“Essa arte para mim como autor e criador, é um lembrete de como o mundo está doente, incapaz de cuidar da Terra da qual ficou responsável como mordomo. A humanidade está doente e agora tenta desesperadamente cuidar da vida dentro de um copo limitado. Um lembrete de que ao limitarmos a vida dos outros seres habitantes da Terra assim como nós, estamos automaticamente limitando nossa própria vida. Enquanto não entendermos que nosso papel enquanto seres humanos é sermos mordomos, cuidadores da Terra e uns dos outros, estamos fadados a uma vida miserável. Desumanizando-nos a cada atrocidade que vemos e ouvimos”.

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