Reler as edições mais antigas de Ultimato é mergulhar num mundo diferente daquele em que vivemos hoje.

Aqui estão destacadas quatro matérias, uma de cada edição cujos arquivos estão disponibilizados abaixo.

O que as matérias selecionadas têm em comum é o fato de serem relacionadas à juventude.

No primeiro ano da revista, 1968, na edição de maio, Henry Bacon escreve sobre os jovens que são “conscientes de todas as desigualdades do mundo”. Inicia com uma curta menção às “inquietações nas populações estudantis” em Varsóvia, Paris, Madrid, Berlim, Praga, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília. Ele explica:

“É na juventude que a psicologia do animal humano se expressa em impulsos calorosos de simpatia ou rajadas apaixonadas de sensibilidade ultrajada”.

Encerra sugerindo que os jovens se espelhem “nAquele que nunca se tornou um velho desiludido, antes morreu ainda muito moço – Jesus Cristo, eternamente jovem, sempre apaixonado, sempre descontente enquanto não vir os reinos deste mundo se tornarem no Reino de Nosso Senhor…”

Na edição de maio de 1969 encontramos o testemunho de Benedito de Oliveira. Aos 29 anos, em 1941, foi condenado a 30 anos de reclusão por roubo. Converteu-se na prisão e já em 1950 encontrava-se em liberdade. Professou a fé na Igreja Presbiteriana de Niterói, fez o curso de obreiro em instituto bíblico, tornou-se evangelista e foi um dos iniciadores do Movimento de Assistência aos Encarcerados, fundado em 1955.

Em maio de 1970, Ultimato anunciou uma novação seção com o título “Qual é a sua dúvida?”. Jovens colegiais e universitários enviavam suas perguntas ao escritório da ABU em São Paulo. Ela não foi muito longe… Aparece só em mais quatro edições. Curioso que – depois de 50 anos – as perguntas feitas permaneçam tão atuais:

“Por que é impossível ser cientista e ter fé ao mesmo tempo?”

R. S., de Limeira, SP

Não é impossível. Tanto o cientista como o religioso são homens de fé, variando apenas radicalmente o que cada um deles crê ser importante. Tudo depende do ângulo visual de cada um uma vez que para ambos a fé é a categoria básica de todo conhecimento. No que você tem colocado sua fé? Na ciência como deus ou no Deus da Ciência?

Na edição de maio de 1971 encontramos duas cartas manifestando alegria pelo reavivamento que acontecia nas igrejas dos missivistas. Curiosamente, as duas fazem menção aos jovens:

“Os nossos moços receberam uma grande bênção de Deus. Voltaram [do congresso] avivados e reconsagrados. Nossa igreja está pegando fogo. Foi algo maravilhoso e que está contagiando toda a igreja para mais agressividade, mais união e menos apego às coisas que passam.”

Arlette Barbosa, Jundiaí, SP

“Estou muito contente. A igreja experimenta uma fase de despertamento admirável. A mocidade se revitaliza, está animada e se espiritualizando, o que é melhor. Ausculto uma obra autêntica do Espírito Santo na Igreja.”

Rev. José Duarte Jr., São José dos Campos, SP

Vale a pena ler!

Abaixo você encontra os arquivos completos destas edições.

> Em nome de Cristo rogamos que vos reconcilieis com Deus (1968)

> Por que estais olhando para as alturas? (1969)

> A queda (1970)

> A sobrecarga (1971)

Veja também as edições de março dos anos 1968 a 1971 aqui.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

You may use these HTML tags and attributes:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>