[500 Anos da Reforma]
Por Martinho Lutero

Quando o seu senhor ouviu o que a sua mulher lhe disse: “Foi assim que o seu escravo me tratou”, ficou indignado. Mandou buscar José e lançou-o na prisão em que eram postos os prisioneiros do rei. [Gênesis 39.19-20]

Perder a sua boa reputação e ser lançado na prisão certamente foi o pior sofrimento pelo qual José passou. Que salário infame ele recebeu por seus anos de serviço fiel! Seu caráter impecável e trabalho duro foram recompensados com punição e com uma reputação arruinada. Nós servimos, ensinamos, aconselhamos, confortamos e fazemos o que Deus nos ordena. Na maior parte das vezes, nossas ações se dirigem a pessoas desmerecedoras que nos retribuem apenas com ódio, inveja e sofrimento. Nossas vidas parecem ser desperdiçadas em sermos bondosos com pessoas que não apreciam a bondade.

Nunca espere que o mundo reconheça ou recompense sua fidelidade e seu trabalho árduo. O que acontece é sempre o oposto, como a vida de José nos mostra. Portanto, certifique-se de que você direciona seu serviço e sua vida para outro lugar. Não espere favor e amabilidade vindos do mundo. O seu favor pode rapidamente se tornar em ira furiosa.

Se você é chamado a ser pastor ou professor, ou se você ocupa qualquer posição, estabeleça este alvo para si: “Eu desempenharei meu trabalho fielmente sem esperar qualquer recompensa das pessoas a quem sirvo. Não vou supor que elas me serão gratas, mas abençoarei outros assim como meu Pai celestial distribui as suas bênçãos. Ele dá dinheiro, talentos, paz e saúde até às pessoas mais ingratas e más. Vou me lembrar do mandamento de Cristo: ‘Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês’ (Mt 5.48)”.

Essas palavras significam que devemos servir às pessoas que são ímpias, indignas e ingratas. Poucas reconhecerão nosso serviço e nos agradecerão. As outras podem até ameaçar as nossas vidas. O exemplo de José nos mostra a recompensa que podemos esperar do mundo, mesmo em frente à maior das amabilidades: ser amarrado e lançado na prisão.

Em 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog publica, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé – Um Ano com Lutero.
  1. As dores do mundo

    Com o tempo a gente aprende
    que nem sempre as coisas acontecem
    como queríamos que elas acontecessem.

    Que por mais que as lágrimas molhem nossos rostos,
    Pessoas sem sentimento as ignoram
    como se as mesmas não tivessem sentimento.

    Talvez a falta de seus sentimentos os leve para o egocentrismo
    e eles não percebem que a tristeza e também um mal comum a todos…

    E quantos ao se depararem com as dores do mundo
    atiram em todo mundo como se todo mundo fosse culpado de suas dores.

    E a dor da incompreensão nos fere tanto como a dor da rejeição,
    só não nos machuca mais do que a dor da solidão.

    Vejo almas mutiladas vidas ressecadas
    no efeito colateral de uma sociedade incongruente
    cada vez menos crente do que seria uma isonomia,
    do que seria uma dignidade
    o que me torna também cada vez mais descrente
    desta mesma sociedade tão doente.

    E dizer que a sociedade é formada por gente como a gente
    que olhando para o próprio umbigo se escondendo em seu abrigo
    deixando a tantos desabrigados.

    Vejo tantos desarraigados, mas demagogicamente adestrados
    a serem instrumentos de projetos sociais,
    que na maioria das vezes jazem apenas com o intuito
    de aliviar uma consciência sobrecarregada
    de todo mal que nós fazemos a nós mesmos…

    Dão um pedaço de pão e dão adeus,
    mas esquecem que os seus sentem fome de um dialogo,
    sentem fome de carinho, ou até mesmo de respeito.

    Porque é tão mais fácil agredir?!…
    Rebater e retrucar abruptamente,
    ignorar um gesto de compreensão acompanhado de perdão?…

    Se amassemos uns aos outros
    amaríamos muito mais a nós mesmo,
    mas como os outros são supérfluos,
    nós dirimimos o direito de sermos mais felizes
    do que poderíamos ser…

    Eu não sei…

    Talvez por sonhar demais,
    talvez por acreditar demais!

    Acreditei tanto errado
    confiei em tanta gente
    nesta gente fui tão crente
    Oh! Meu Deus infelizmente
    não colhi o que plantei…

    Mas jamais vou desistir
    pois se aqui eu não colher
    lá no céu irei viver
    e tudo aquilo que plantei
    a Jesus ofertarei
    lá no céu eu colherei…

    Custe o que custar
    eu vou sempre acreditar
    que nem tudo está perdido
    que as pessoas ainda sabem amar!

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