Reunimos opiniões de leitores de Ultimato sobre qual livro que eles mais gostaram de ler em 2015. Confira abaixo e dê a sua dica também (no espaço de comentários deste post):

Igreja_Missionaria_capaIgreja missionária, igreja cuidadora

Sérgio Victalino

113 páginas

Impressão independente
2014
Este livro é um manual que orienta a igreja a lidar com seus missionários antes, durante e depois do campo. Com capítulos curtos e objetivos, ele pode ser colocado em prática sem muito esforço por pastores, líderes e departamento de missões. O grande diferencial desta obra é que ela foi escrita por um pastor com experiência missionária e que tem grata preocupação de pastorear aqueles que servem.

Por Héber Negrão

 

 

 

Bonhoeffer_CapaBonhoeffer – pastor, mártir, profeta, espião

Eric Metaxas

640 páginas

Mundo Cristão

2011

A vida piedosa de um dos maiores heróis que a fé cristã já conheceu. Um homem que queria ser fiel a seu Deus e generoso para com os homens, num mundo escurecido pela maldade. Pagou com sua própria vida para manter íntegro o seu caráter e a sua fé. Reflexão teológica soberba e informação histórica preciosa. Aventura, emoção, devoção e fé escondidas nas páginas desta inspiradora obra biográfica.

Por Cayo César M. Santos

 

 

 

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Espiritualidade emocionalmente saudável

Peter Scazzero

288 páginas

Hagnos | Selo United Press

2013

Ao longo do ano de 2015, este livro tem me acompanhado, desafiado e igualmente enriquecido. Baseia-se na tese de que a espiritualidade madura inclui uma emocionalidade madura. O autor, Peter Scazzero, fala com franqueza sobre sua própria experiência ao longo do exercício pastoral. Sendo um pastor exemplar, uma pessoa pública, viveu interiormente a frustração de ser insatisfeito, amargo e deprimido. Tudo isso somado acabou por desencadear uma crise conjugal. A dor o expôs ao que estava oculto sob a capa do “bom cristão”. Corajosamente encarou a situação e se confrontou com sua própria verdade. O livro dedica a primeira parte a desvendar as falsas motivações, como, por exemplo, “o serviço exaustivo para Deus, sem parar” de forma desenfreada – apenas para sutilmente competir com outras pessoas, mostrar mais santidade, ser referência etc. Os sintomas da espiritualidade doentia colocam um espelho à nossa frente, que nos desilude. Mas não dá para mudar sozinho ou convidar a Deus para nos mudar quando nós mesmos não percebemos a verdade e não enxergamos a parte submersa, o fundo do iceberg. A segunda parte do livro convida-nos a dar passos concretos em direção à saúde emocional, como a reconciliação com a família de origem. O passado nos marcou e carregamos uma bagagem, que para uns pode ser menos pesada do que para outros. A direção mostrada é retroceder para avançar, ou seja, resolver as pendências emocionais com a família de origem e mergulhar numa espiritualidade contemplativa, integrada ao que fazemos no reino de Deus. O autor compara nossa vida com uma nevasca que nos pega desprevenidos e nos deixa desorientados. Deus está nos oferecendo uma corda para impedir que nos percamos. E esta corda revela-se por meio da observância de um antigo tesouro: o Ofício Divino e o Dia do Descanso. Ricamente explicado e biblicamente fundamentado, estes conceitos nos ajudam a desenvolver um ritmo sadio em nossa vida. Como a respiração segue seu ritmo entre inspirar e expirar, a espiritualidade contemplativa se realiza e complementa na ação que dela emerge. Ao final, o autor nos convida a elaborar uma regra de vida pessoal. (A Regra de Vida refere-se à tradição dos pais do deserto e em especial da Regra de São Bento. Esta regra moldou não somente o monasticismo ocidental como também orientou dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo até hoje.) O grande dom oculto de uma regra de vida é seu objetivo: regular toda a nossa vida de tal forma que verdadeiramente refiramos o amor de Cristo acima de tudo.

Por Hedderich Lieselotte

 

 

os-sons-da-fe_capaOs sons da fé

Philip Yancey

264 páginas

Editora Vida

2015

Quando gosto de um autor, gosto de ler todos os seus livros. Aliás, sempre que acho disponível, principalmente na internet, leio todos os seus textos, ouço ou assisto todas as suas entrevistas, leio suas biografias, enfim, procuro compreender seu pensamento para ser edificado e, ao mesmo tempo, evitar fazer análises incompletas e inconsistentes acerca do autor e sua obra – algo comum em uma sociedade de leitores instantâneos que digerem livros como fast-food só para dizer que leram determinado autor ou obra.

Fiz isso com pouco mais de dez autores cristãos ao longo da minha vida e tive o prazer de publicar a maior parte deles: John Stott, John White, Billy Graham, Henri Nouwen, Eugene Peterson, Richard Foster, Dallas Willard, Brennan Manning, Francis Schaeffer, Dietrich Bonhoeffer, James Houston, A. W. Tozer, C. S. Lewis e Russel Shedd. Philip Yancey, por anos um dos editores da Cristianismo Hoje, foi mais um desses.

Os Sons da Fé, livro mais recente de Yancey publicado no Brasil, é uma coletânea de artigos em que o autor aborda, entre outros assuntos, a crise da falta de moralidade e a defesa da indispensabilidade do cristianismo para a sociedade ocidental, a confusão sobre a identidade dos evangélicos de hoje, os perigos que corremos por fazer o bem, as lições que nunca devemos esquecer sobre os campos de concentração, o legado de Francis Schaeffer, a dor da dúvida e a dúvida advinda da dor. A obra é repleta de pontos cruciais de seu pensamento, o que é uma ótima oportunidade para leitores que ainda não o conhecem, bem como para os que leram praticamente tudo o que ele escreveu, como eu.

Alguns acham que Yancey hoje está repetitivo. Eu discordo. Ele é um jornalista e pesquisador. Seus textos são sobre temas atuais, com ótima e criativa argumentação e sempre bem fundamentados. Mas é claro que sua cosmovisão cristã permanece a mesma em todos eles – o que não quer dizer que ele se repete, mas, ao contrário, mostra que ele é firme em suas convicções.

Por Marcos Simas, editor da revista ‘Cristianismo Hoje’, trabalhou na publicação de mais de trezentas obras cristãs em quase 25 anos.

 

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