Especial Lausanne 3 — Tive o privilégio de fazer parte das 90 pessoas que compunham a delegação brasileira que participou do Congresso de Evangelismo e Missões Lausanne 3, na Cidade do Cabo, na África do Sul, nos dias 17 a 24 de outubro de 2010.

Estar entre os 4.200 participantes de 198 países diferentes louvando o Senhor Jesus Cristo e ouvindo os desafios de evangelização do mundo hoje, foram presentes de Deus para todos nós. Ver e ouvir sobre as alegrias e dificuldades de muitos povos para levar o evangelho de Cristo inspiraram a todos e desafiaram a prosseguir, pois, por mais tratados de paz que existam, não há paz se não for a Paz de Cristo nos corações das pessoas. A música, os testemunhos, as discussões em grupos após a apresentação dos temas enriqueceram a nossa vida além de conhecermos pessoas de outros países que tinham a mesma chama de fazer Cristo conhecido entre povos e nações.

Algumas marcas que ficaram em meu coração e mente: o testemunho da jovem coreana que, apesar de seus 18 anos e os sofrimentos enfrentados não desiste de Jesus Cristo; a cena de uma judia com um árabe no púlpito, ambos dando testemunho da alegria em ter Cristo no coração; uma mulher como Ruth Padilha ocupando espaço para um capítulo do estudo bíblico; o louvor conduzido de maneira a atingir as mais variadas manifestações de celebração ao Senhor; a plenária 3, na qual Michael Ramsden declara que “não há lugar fechado para o evangelho, mas lugares onde não estamos preparados para entrar…” a necessidade de descobrir quais estratégias para cada lugar e situação reafirmaram a minha visão de fazer missões; os compartilhamentos de experiências pessoais quer com os brasileiros ou outros e muito mais. Foram sete dias de celebração em todos os sentidos.

Para a igreja brasileira entendo que este congresso nos conclamou à unidade do Corpo e à integridade pessoal. A unidade não de regras, mas de compromisso com o Senhor Jesus Cristo. A integridade de caráter independente de qual função tenhamos. Enquanto estivermos interessados em nosso “quadrado” não considerando que somos o corpo de Cristo independente de etiquetas denominacionais, o mundo terá dificuldade em ver o Cristo verdadeiro através de nós. Essas duas pilastras são os desafios para a igreja evangélica brasileira. E que nessa busca Deus seja louvado.

Nancy Gonçalves Dusilek é escritora e palestrante.

Crédito da foto: (c) The Lausanne Movement. Legenda: Ruth Padilla Borst (Costa Rica), no centro, à mesa dos preletores com Ramez Atallah (Egito), na esquerda, e John Piper (Estados Unidos).

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