Ufa, não fosse o aviso de Hawking (na BBC) e nós seríamos enganados. O autor do best-seller Uma Breve História do Tempo dispensa apresentações. Mas, por falar em engano, “sinto muito” foram as palavras do cientista britânico na 17ª Conferência sobre Relatividade Geral e Gravitação em Dublin (2006), ao negar as próprias teorias, 30 anos depois, sobre os buracos negros.

Bem, não importa. A cruzada editorial e o mantra ateísta continua. A declaração de Hawking acontece a propósito do lançamento do seu novo livro, The Great Design. Para ele, “A criação espontânea é a razão pela qual existe algo em vez de nada, do porquê do universo existir, do porquê de nós existirmos”. Ah, bom. Não custa lembrar as palavras de Dallas Willard: “A ciência não faz declarações. Os cientistas, sim. E, às vezes, erram”.

  1. Faça as palavras do rabino Jonanthan Sacks, em relação a Stephen Hawking. as minhas: “A ciência desarticula as coisas para ver como funcionam. A religião junta-as para ver o que significam. São dois trabalhos distintos. Até ocupam diferentes hemisférios do cérebro”. Não tenho mais nada a falar.

  2. Deus é tão sábio e misericordioso que todas as criaturas, desde as mais humildes, percebem sua grandiosidade na natureza, no universo e na vida!
    A “inteligência” cegou este cientista que naufragou na própria arrogância.

  3. Achei muito curioso que as declarações de Hawkins acontecem na mesma semana que o mundo está preocupado com as consequências diplomaticas mundiais do protesto de um pastor de uma igrejinha na Florida, EUA, que quis queimar o Alcorão.
    Dois extremos. Hawkins ainda está preocupado em resolver a criação do universo eliminando Deus. Terry Jones está querendo impor Deus no universo (como se ele não fosse o Senhor do universo) e eliminar o mal atacando outras religiões.
    Acho que esses antagonismos tornam a atualidade um momento muito desafiador, dinâmico e interessante de se viver!

  4. Num blog de humor tem uma foto de Hawking
    com o seguinte comentário;
    “Você acreditaria em Deus se estivesse nessa situação?”
    Se Hawking fosse curado de su enfermidade milagrosamente,
    ainda assim não creria em Deus.
    A maioria dos ateus são contra os homens e não contra Deus, propriamente dito.

  5. UFA! DIGO EU…

    Fui à BBC e o título indica que “Stephen Hawking descarta o papel de Deus na criação do Universo” em seu novo livro. O artigo da BBC diz ainda que ocorreu, sim, uma MUDANÇA “… de opinião em relação a uma das obras mais conhecidas de Hawking, Uma Breve História do Tempo,, em que o cientista sugeria que a idéia de UMA CRIAÇÃO DIVINA seria compatível com uma compreensão científica do Universo.”

    Na seqüência, “Se nós descobrirmos uma teoria completa, será o triunfo definitivo da razão humana – pois então nós deveremos conhecer a mente de Deus”, escreveu.

    Essa MUDANÇA aparece no seu mais recente livro, The Great Design, onde Stephen Hawking afirma que a “… física moderna DESCARTA A PARTICIPAÇÃO DE DEUS na origem do Universo e diz que aparentemente o Big Bang foi uma conseqüência natural das leis da física.”

    Então temos a primeira mudança, entre um livro e outro. No primeiro Deus aparece, no segundo Hawking muda tudo e Deus some.

    O articulista menciona, no mesmo parágrafo, uma outra MUDANÇA, e remete o leitor à 17ª Conferência em Dublin (http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:czm9XKN9mO4J:www.msnbc.msn.com/id/5473323/+Stephen+Hawking+dublin+I'm+sorry&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br).

    Stephen Hawking ali expande sua teoria sobre buracos negros, mudando-a. Isto é, objetos não ‘desaparecem’ dentro de um buraco negro sem deixar rastro como ele acreditara antes. Seus pares diziam-lhe que partículas subatômicas podem transformar, mas não desaparecer, contrário ao que pensava Hawking até então e sugerindo que os buracos negros expeliriam o que estivesse contido neles. Assim:

    1. Hawking não mais acredita que os buracos negros oferecem alguma passagem para um outro universo (continua crendo em buracos negros);
    2. Agora se posiciona com colegas que por muito tempo insistiram que qualquer material engolido por um buraco negro simplesmente não desaparece, mas produz outra coisa;
    3. … E pede desculpas à sua audiência: “I’m sorry to disappoint science fiction fans, but if information is preserved, there is no possibility of using black holes to travel to other universes.”

    Volto ao comentarista. Não fomos enganados, meu caro. E nem Hawking nos enganara. Ele foi convencido pelos seus pares, e informou a seus seguidores (NOTAR “science fiction fans”) da mudança.

    Em segundo lugar, o comentarista parece inferir que o pedido de desculpas do físico britânico foi por achar que enganara a sua audiência ao “… negar as próprias teorias, 30 anos depois, sobre os buracos negros.”, como escreveu ele no comentário. Puro chute!

    Senti cheiro no ar — data vênia máxima — que o comentarista desejou subliminarmente dizer que assim como Hawkins acertara (no seu primeiro livro) poderá errar neste segundo (The Great Design); como teria errado na sua teoria sobre a questão das partículas subatômicas nos buracos negros. Non sequitur o comentário postado, a meu ver. Como se diz, ufa!

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