Conhecemos de cor a oração “Faça-se a tua vontade assim na terra como no céu”. É, nas palavras do autor de Jesus e a Terra, “a conseqüência lógica para ‘venha o teu reino’”.

Bem, mas o que o céu tem a ver com a terra? Ou, mais especificamente, o que Jesus tem a ver com a terra? São perguntas necessárias, simples até, mas que os cristãos não fazem. A afirmação pode parecer pretensiosa. No entanto, se o assunto é a questão ambiental, nossas referências ao Antigo Testamento são inevitáveis: a criação, o jubileu da terra, o mandato cultural, a proclamação ou os gemidos da terra quase sempre nos tornam “prisioneiros” dos primeiros livros da Bíblia.  

As perguntas são muitas. Qual era a atitude de Jesus em relação à terra? O que ele disse sobre o meio ambiente? Há uma ética ambiental “divina” nos Evangelhos? Jesus e a Terra é uma resposta a estas perguntas. Para o bispo anglicano de Liverpool, os prazeres estéticos e culinários são dádivas e não o alvo da nossa existência, e, para fazer a vontade de Deus “na terra assim como é feita no céu”, é necessário desafiar as estruturas injustas e insistir em métodos sustentáveis de produção de alimentos e combustíveis.

Jesus e a Terra é uma novidade preciosa no meio editorial brasileiro. Em dois sentidos. Porque é lançamento e porque é singular, raro.

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