Por Luciana Falcão

 

Jesus vivia cercado de pessoas e mostrava-se sempre disposto a ouvi-las, ensiná-las, curá-las. Ouvi certa vez que o ministério de Jesus era pessoas e que por isso ele tomava tempo em se colocar próximo a elas e abençoá-las.

No entanto, quando as crianças tentaram se aproximar trazidas por seus responsáveis, não encontraram lugar na agenda dos discípulos. E esse mesmo mal nos sobrevém ainda hoje. Tentamos controlar a agenda de Deus e limitamos suas bênçãos aos nossos preferidos. Os discípulos, embora quisessem muito ver o reino de Deus, não queriam tratar bem o que de melhor havia nesse reino: as crianças (Mc 10.14).

Jesus, muito mais que includente, é amigo das crianças. Indignado com essa atitude repreendeu os autores, valorizou cada pequenino e advertiu os adultos: “das crianças é o reino”. Rompido o cerco, posso imaginar as crianças ao redor de Jesus alegres, sentindo-se amadas, valorizadas e defendidas por ele. Posso vê-las sorrindo ao ouvir suas histórias, sentindo seu toque em suas cabeças e ouvindo sua doce voz. Jesus, ao contrário de muitos, não grita, não ofende, nem se mostra indiferente à presença dos pequeninos. Hoje ao presenciar Jesus com as crianças, fico maravilhada. Eles se entendem perfeitamente. As crianças se integram a ele (e vice-versa) mais do que com palavras simplesmente, com o coração, esse coração puro que precisamos para ver a Deus.

 

Trecho do artigo retirado da Revista Mãos Dadas, Edição 26. Março/2011. Leia na íntegra aqui!

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Luciana Falcão é coordenadora do Projeto Calçada – Brasil, é pastora auxiliar na Igreja Batista das Palmeiras.

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