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Elas querem colo, que mal há nisto?

Por Elsie Gilbert

Há cinco grandes armas que usadas com frequência podem deformar a alma de uma criança. São armas próprias dos adultos num mundo marcado pela lei do poder. Que lei é esta? É a lei segundo a qual o grande, o que tem mais informação e capacidade cognitiva, mais malícia, mais força física, mais recursos e mais experiência, vence, dita as regras, e ao ditá-las se proclama sempre certo!

Há uma outra lei, anunciada pelos profetas, inaugurada por Jesus, e parâmetro de vida daqueles que o seguem. É a lei da pequenez. Esta lei, por ser de difícil aceitação, é muitas vezes desprezada por nós em sua aplicação em relação às crianças, mesmo quando professamos seguir a Jesus que a ensinou. Segundo a lei da pequenez, o maior deve usar seu poder somente quando for necessário e quando este poder resultar em proteção e bem estar para o mais fraco. No reino instaurado por Jesus, o menor é o maior, o senhor se faz servo, os últimos são os primeiros.

Infelizmente, a lei que impera nos ambientes nos quais as crianças crescem é a lei do poder. E começa muito cedo a partir, por exemplo, da admoestação que muitos pais novos recebem: “Não deixa o nenê ficar muito no colo, se não…” Se não o que? Se não o bebê vai invadir o tempo precioso do adulto? Se não os pais serão dominados pelas demandas de um bebê autocentrado? Vejo pais novos bem intencionados que começam a vida familiar já numa atitude de guerra com seus filhos! Que pecado comete o bebê que demonstra com seus choros e resmungos que o ninho nos braços de um ser humano é prazeroso e preferível a um berço?

Não é o fato de termos que colocar o bebê no berço que me entristece mas sim a atitude armada de pais que querem prevenir-se da possibilidade de serem dominados pelo bebê. A verdade é que muitas crianças são recebidas em lares onde já são vistos como ameaças. Que triste!

Todo bebê, em todo o mundo, começa sua vida em condição igual: pequenino e vulnerável. E todo bebê, em todo o mundo, aprende desde muito cedo as regras do poder. Quem convive com criança sabe: é muito difícil mudar as regras deste jogo.

Existem algumas armas nesta luta de poder que quando usadas com frequência na infância têm um potencial tóxico e grandemente danoso para a vida e desenvolvimento da criança.

O segredo que transforma a criança em cúmplice

A promessa que mina a confiança das crianças nos adultos e no mundo

A mentira que afasta a criança das verdades essenciais e as aprisionam num universo de medo

A comparação que define de forma às vezes distorcida a identidade de uma criança

A acusação que fere a alma de uma criança e a instiga a fazer o mal

Nas próximas semanas quero refletir sobre cada uma delas, se possível, com a sua ajuda!

 

Leia também o segundo artigo da série

Primeira arma que as pessoas do bem usam contra a criança: o segredo

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  1. Existe algo mais lindo do que um bebê? Acostumei a me relacionar tanto com o ser humano adulto que tomei um choque ao ser pai do meu primeiro bebê. Tenho 32 anos e sou pai de uma menina de 7 meses, ela é tão indefesa, mas tão obsessiva, só quer saber de ficar no colo… Eu no puco tempo que tenho pra ficar com ela me dedico ao máximo, pois a vida passa, e quero passa-la abraçado ao amor que está ao meu lado.
    Parabéns pelo tema, irei acompanhar de perto esta matéria, obrigado!

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