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Por June Ribeiro

Jesus era, e ainda é, o Mestre por excelência! Seus métodos de ensino nos inspiram ainda hoje. Mas, a eficácia do Seu ensino não se deve apenas ao uso de ferramentas e estratégias poderosas como metáforas e, perguntas.

É nas interações que estabelece com “os alunos” que Jesus mais efetivamente nos inspira e evidencia princípios preciosos do Reino de Deus.

DSC01001Jesus era um professor itinerante. Viajava bastante a pé ou de barco. Vivia apertado entre as multidões, mal tinha tempo para comer  e, às vezes Ele se cansava. Porém, nunca reclamou. Ao contrário, sentia-se feliz em ministrar às pessoas. Seu ministério foi árduo, intenso e de muita responsabilidade. Neste aspecto, pais e  educadores em geral, se identificam com Ele, não é mesmo? Convido-o a continuar esta leitura na expectativa de que se identifique com Ele em sua amizade com as crianças.

Numa destas aulas, provavelmente sob sol forte e intensa demanda das multidões, aconteceu de algumas mães e pais trazerem as suas crianças na esperança de que  Jesus abençoasse seus filhos, pois estavam vendo com seus próprios olhos como era precioso o encontro com o Salvador.

A Bíblia não entra em detalhes, mas ouso imaginar esta turminha e este episódio, pois criança é criança em qualquer tempo e lugar: os mais curiosos vieram correndo na frente, pedindo licença com as mãos, outros chegaram agarrados às compridas túnicas dos pais, alguns no colo, tossindo incomodados com a poeira. O silêncio foi logo interrompido e os adultos franziram as sobrancelhas, como a gente faz na igreja, perguntando no íntimo: estas crianças não tem mãe?

Os diáconos, digo, discípulos de plantão estenderam os braços fazendo uma barreira e quiseram saber:  “O que elas querem aqui? Não há lugar para meninos e meninas, pois o Mestre está muito ocupado! Além disso, elas são muito pequenas, não podem compreender o que ele diz”.

Jesus, porém, percebendo o que estava ocorrendo, repreendeu-os. E nos ensinou, de forma contundente  como ser amigo das crianças:

Primeiramente, criando oportunidades e estratégias para que as crianças se aproximem de Jesus. A pouca idade e a aparente dificuldade de compreensão são obstáculos para nós, não para Ele. Então, deixe aberta a porta para que elas corram até o Salvador!

E, não menos importante, apresentando o Reino de forma concreta e vivencial. Não há indícios de que Jesus tenha pregado para elas, mas o texto deixa claro que Ele se aproximou. Talvez tenha se abaixado, acariciado suas cabeças, trocado abraços. Ele amorosamente as tocou e ninguém saiu igual daquele encontro! Estou bem convencida de que Jesus teve suas vestes carimbadas de mãozinhas e aquecido o Seu gracioso coração.

Mas Jesus também carimbou a vida delas: VOCÊS SÃO MINHAS E VOCÊS TEM MUITO VALOR!

 

June RibeiroRepresentante executiva da Aecep e coordenadora curricular do Colégio Batista Getsêmani

 

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