Not_02_10_14_Campanha_Crianca_EscutaA Rede Mãos Dadas, com o apoio de quatro parceiros institucionais (Editora Ultimato, Compassion, Visão Mundial e Sociedade Bíblica do Brasil) preparou uma novidade para o mês de outubro, o “mês da criança”. Trata-se da Primeira Escuta Nacional Igreja Amiga da Criança.

 

Veja mais sobre a campanha aqui!

  1. “A grande pergunta a ser respondida pelas crianças é: “para você, sua igreja é um ambiente no qual você encontra amizade, acolhimento, orientação e proteção?”. (MÃOS DADAS).

    A pergunta parece-me desfocada.
    Explico-me.

    Em si a pergunta é daquelas que implica em um SIM ou um NÃO. É como perguntar, “você é a favor da saúde? Você a favor da paz?”. Obviedade total.

    A pergunta parece induzir não a criança, mas o adulto que lê, que seus protagonistas querem avançar no papel da igreja, cooptando-a.

    Ora, uma das coisas hoje mais aviltadas é justamente a igreja. Aliás, a palavra em si tornou-se um quase palavrão. ‘Igreja do Edir Macedo’, ‘igreja do Malafaia’, e por aí vai. As vezes a coisa foge e vira, a ‘a igreja de Jesus Cristo’ que ninguém sabe, apenas que a pessoa se refere a algo pastoso, ‘divino’, que ninguém consegue botar a mão.

    Igreja também se tornou símbolo daquilo que não se quer em política, e a mistura do púlpito com a tribuna.

    As vezes a palavra é usada também para servir de pastoral. Por exemplo, a ALIANÇA usa a palavra com frequência neste sentido. Quer dizer, igreja é apenas um chamariz. A começar pelo fato de que a própria ALIANÇA representa o nanismo dentro de uma minoria nanica. É só ver o número de igrejas que fazem parte dela e comparar com as igrejas país afora.

    A abordagem de MÃOS DADAS é inócua e inepta porque as crianças — tenho quatro netos — estão aí apenas a servir de algum projeto e não são elas propriamente o projeto.

    Tenho uma sugestão a MÃOS DADAS.

    Fazer um estudo estatístico (nacional seria o ideal, mas custaria caro demais) das igrejas que realmente se dedicam em seus ‘departamentos infantis’ (seria um levantamento) a educar as crianças do ponto de vista religioso (sim, este aspecto existe, o Richard Dawkins está bombando com a sua crítica contrária a esse assunto, religião, sabiam?) e os resultados (nada de número sobre ‘conversões’) que tais projetos educacionais têm alcançado.

    Aí sim, com tais dados, oferecer o resultado da pesquisa a um conjunto de pastores que poderiam ser selecionados aleatoriamente e mensura-los por um período, por exemplo de 5 anos.

    O resto, me parece, é puro projeto que eu diria, de governo, ainda mais com essa amplitude nacional que vocês querem!

    Desses projetos em que o governo quer acabar com isso ou aquilo para um ano depois ninguém mais ouvir falar ou que fim deu a propaganda.

    • Eduardo, fico feliz com a sua contribuição embora não endorse nossa iniciativa. Você tem razão, nossa pergunta é retórica e tem uma resposta óbvia. Convido-o a fazer o Teste Igreja Amiga para pastores. Estou curiosa para saber sua opinião. Só não vale escrever um livro! Um abraço! Elsie

  2. Não, eu não posso e nem devo fazer o teste. Se por teste você se refere à sugestão que eu lhe dei. Segue uma outra sugestão:

    Conta-se que um ladrão, para escapar da polícia, se meteu dentro de uns corredores de um condomínio para ao final de um deles dar de cara com um muro de 4 metros de altura… e a polícia vindo ao seu encalço!

    Ao lado do muro, sentado, um guarda do condomínio:

    “Tenho uma sugestão para você: afaste-se 10 metros, tome impulso, dê um salto triplo carpado, que o teu corpo impulsionado será inversamente proporcional à altura do muro!”

    O ladrão não entendeu muito bem, mas emendou, “E como é que eu faço isso???”

    “Não sei”, respondeu o guarda, “a sugestão eu te dei, você resolve o problema. Se vira!”

    Eu dei-lhe a sugestão, agora… (rs).

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