Os pobres de Israel

Os pobres de Israel

Texto básico: Dt 15.1-23

Textos de apoio
2.ª feira – Jr 7.1-15: Caminhos e obras para remendar
3.ª feira – Mc 14.1-9: Nunca deixará de haver pobres
4.ª feira – Êx 22.16-31: Leis claras e precisas
5.ª feira – Rt 2. 1-23: Rute acha espigas e marido
6.ª feira – Dt 24.5-22: A lei da rebusca
Sábado – Dt 15.1-23: O ano do perdão de dívidas

Introdução

A pobreza em Israel estava associada principalmente com a morte do chefe da casa ou com o estrangeiro sem terra, e havia leis muito claras e precisas para remediá-la.

Para entender melhor o que a Bíblia fala, leia e trabalhe com o seu grupo de estudo as questões a seguir. Outras perguntas podem surgir a partir da discussão apresentada. Leia também os textos bíblicos de apoio em diferentes versões. As perguntas ajudam o grupo a relacionar o assunto do estudo com o que a Bíblia diz. E, finalmente, a relacionar a fé cristã com a sua aplicação prática.

Para entender o que a Bíblia fala

1. Quando Jesus, citando Dt 15.11, disse aos discípulos: “Os pobres sempre os tendes convosco” (Mc 14.7), Ele estava sugerindo que não adianta fazer nada a favor da pobreza? Veja Mc 14. 3-8 e Dt 15.11.

2. Quais as pessoas em Israel mais sujeitas à pobreza? Por quê? Havia leis especiais protegendo tais pessoas da aflição e opressão? Abra Êx 22.21-27 e Dt 24.17-22.

3. O que a lei requeria de Israel com referência ao estrangeiro que habitava pra dentro de suas portas? Abra Êx 23.9; Lv 19.33-34; Dt 10.16-22 e 24.17-18.

4. Sem mais nem menos, uma vez em Belém, Rute, a moabita que perdeu o marido, entrou na propriedade de Boaz e colheu para ela e sua sogra as espigas que os segadores não arrancavam. Co que direito fez isso? Consulte Rt 2. 1-7; Lv 19. 9-10 e Dt 24. 19-252.

5. Se o pobre precisasse de dinheiro emprestado, qual a taxa de juros permitida por lei? Verifique Êx 22.25 e Lv 25. 35-38.

6. O que se fazia a favor dos pobres de Israel ao fim de cada sete anos, no chamado ano da remissão? Examine Dt 15.1-6.

Para responder (certo ou errado)

(    ) Jesus dispensou o nardo-da-índia de Maria em favor dos pobres, alegando que “a mim sempre me tendes e aos pobres nem sempre os tendes”.

(    ) A lei dos estrangeiros em Israel foi escrita tendo como base o sofrimento do próprio povo no Egito.

(    ) Os segadores não expulsaram Rute da lavoura do rico patrão porque Boaz se apaixonou por ela.

(    ) Empréstimo ao pobre só se fazia com bons avalistas e com juros altos, para compensar o provável prejuízo.

(    ) Já que no ano da remissão todas as dívidas seriam quitadas, o rico não precisava auxiliar o pobre.

(    ) “O melhor meio de fazer bem aos pobres não é tornar-lhes cômoda a pobreza: é agir de modo tal que que deixem de ser pobres; não é dar-lhes esmolas: é fazer com que possam viver sem esmolas” (Benjamim Franklin)

Conclusão

As Escrituras Sagradas não nos deixam à vontade no que diz respeito à justiça social. Ao contrário, elas criam incômodos problemas de consciência, elas nos azucrinam, elas nos envergonham, elas nos condenam.

De todos os nossos pecados e crimes, a falta de consciência social é o mais coletivo, o menos reconhecido e o causador das maiores tragédias, que vão desde a fome até as guerras.

Em nenhum momento, o evangelho nos dispensa da obrigação de elaborar as leis da justiça social no papel e no modo de viver. O chamado à justiça social está no Decálogo, nas leis secundárias, nos Provérbios, nos profetas, no exemplo de Jesus, no segundo grande mandamento, na instituição do diaconato primitivo e na Epístola de Tiago, o servo do Senhor que não tinha papas na língua.

Aplicação

Para discussão em grupo ou reflexão pessoal, leia: Quem leva a Bíblia a sério obriga-se a levar também a sério a justiça social (revista Ultimato, edição 289)

[Estudo bíblico adaptado e publicado originalmente na edição 140 da revista Ultimato. Autor: Elben M. Lenz, César]

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Um comentário para “Os pobres de Israel”

  1. Gustavo 30 de julho de 2013 at 17:28 #

    O pior é que, se você faz qualquer tipo de discurso de justiça social, logo te taxam de comunista.

    Acho que a igreja evangélica no Brasil vive um momento muito singular: sem querer generalizar, de um lado temos as denominações tradicionais que abarcam os crentes mais da classe média e alta.
    De outro lado, as neopentecostais que agregam as classes mais humildes.

    O foco na justiça social deveria ser primário na atuação da igreja, além da própria atuação de caridade que também caracteriza a Igreja Católica.

    Infelizmente, quem luta por justiça social é rotulado como sendo de esquerda. E sabemos que a maioria da igreja é permeada por princípios e valores considerados de direita.

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