Para entender melhor a Bíblia – a autoridade das Escrituras

PARA ENTENDER MELHOR A BÍBLIA  –  A autoridade das Escrituras

 

INTRODUÇÃO

No seu livro, A Espiritualidade, o Evangelho e a Igreja, o pastor Ricardo Barbosa aponta uma contradição bastante comum no meio evangélico. Diz ele: “Se cremos que a Bíblia é a Palavra de Deus, deveríamos deixar que ela, além de revelar as doutrinas certas, molde nossa cosmovisão, a forma como vemos e interpretamos a realidade. Mas não é isso que acontece. Não tem sido a Bíblia, mas a mídia e a cultura em geral que têm moldado nossa leitura da realidade.
[…] Existe uma forte discrepância entre o que afirmamos crer e a forma como vivemos; não há uma integridade entre o conteúdo e a forma, entre a fé e a realidade.
É claro que crer nas doutrinas certas é fundamental, mas é igualmente fundamental que elas sejam integradas à realidade de nossas vidas e igrejas. Certa vez Jesus advertiu seus discípulos dizendo: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”. Minha impressão é que alguns conhecem as Escrituras, mas não conhecem o poder de Deus; e outros conhecem o poder de Deus, mas não conhecem as Escrituras. Conhecer as Escrituras e o poder de Deus é integrar as verdades bíblicas e a vida de forma que o testemunho de Cristo seja poderosamente afirmado nos atos de misericórdia, compaixão, serviço e proclamação.”

Todos os dias recebemos uma enormidade de mensagens, de procedência e linha doutrinária diferentes. A maior parte das pessoas engole tudo sem o menor cuidado. Daí a confusão reinante e o crescimento assustador não só de novas denominações cristãs, mas também de seitas e heresias.

Claro, não se pode mudar de ideia nem de convicção só porque alguém ensina algo novo. Mas, a cada dia é preciso examinar as Escrituras para ver se tudo o que esse alguém transmite é de fato assim.

I. A autoridade do Antigo Testamento

1.) Para ler e refletir

2° feira – Mt 22.23-33.
– Pare, releia e pense melhor sobre o versículo 29.

3° feira – Lc 4.16-30.
– Encontre o trecho de Isaías citados por Jesus.

4° feira – Lc 24.13-35.
– Observe como o Velho Testamento fala de Jesus.

5° feira – At 8.26-40.
– Veja com seus próprios olhos a passagem de Isaías que o eunuco vinha lendo em seu carro.

6.° feira – At 17.10-15.
– Aprecie aquilo que Lucas chama de nobreza da parte dos bereanos.

Sábado – At 18.24-28.
– Analise o comportamento de Priscila e Áquila com referência a Apolo.

2.) Para conversar e responder:

1. Na primeira metade do primeiro século – no tempo de Jesus e dos apóstolos – já havia um livro que encerrava os oráculos de Deus e seria de norma e consulta?
– Como se chamava este livro? (Veja Mt 22.29, Lc 24.27 e At 17.11.)

2. As Escrituras de então eram um livro só ou uma coleção de livros sagrados?
– Quais são alguns destes livros? (Consulte Mc 12.26;Lc 3.4 e 4.17; Lc 20.42 e At 1.20; At 7.42.)

3. Quem tinha acesso a este material: apenas os escribas e os sacerdotes? (Veja Jo 5.39, At 8.28 e 35, At 17.2 e 11, 18.24 e 28.)

4. Apesar do marido não crente (At 16.1), Eunice teve a felicidade de educar o filho Timóteo nas sagradas letras desde a infância, de acordo com a exigência de Dt 6.7 e 11.19? (Veja 2 Tm 3.14-15 e 1.5.)

5. A palavra Escritura ou Escrituras indica a coleção de livros sagrados de então, de Gênesis a Malaquias, o chamado Velho Testamento, e ocorre mais de 50 vezes no Novo Testamento, especialmente em João, Atos e Romanos. A forma singular é mais comum e significa também uma passagem isolada (Mc 12.10 e 15.28, Lc 4.21, Jo19.24, 28 e 36, Tg 2.8 e 23). A expressão Sagradas Escrituras, parecida com as “sagradas letras” de 2 Tm 3.15, aparece uma única vez (Rm 1.2). O que Jesus afirma a respeito da Escritura em Jo 10.35?

6. Se a divisão da palavra de Deus em capítulos e versículos é coisa do século 13 (exceto o livro de Salmos, como se deduz de At 13.33), a localização de certas frases ou trecho das Escrituras era antigamente tarefa mais fácil ou mais díficil? (Lembre-se ainda de que os livros erm manuscritos, separados em volume e em forma de rolos. Veja Lc 4.17-21).

3. Para concluir. Marque “Certo” ou “errado”

(   ) A maior parte de nossos erros em matéria de fé decorre da falta de conhecimento das Escrituras e do poder de Deus.

(   ) Ao ler a passagem de Is 61.1-2 na sinagoga de Nazaré, Jesus declarou que o Espírito do Senhor estava sobre Ele para “apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus”.

(   ) Na caminhada para Emaús, Jesus citou de cor várias passagens do Pentateuco e dos profetas que falavam sobre Ele, enquanto os dois companheiros de viagem sentiam arder os seus corações.

(   ) O Espírito Santo se aproximou do alto oficial da rainha Candace e perguntou-lhe se estava entendeno o trecho de Is 53.7-8.

(   ) Em Beréia, na Macedônia, várias mulheres gregas de alta posição social puseram-se a examinar as Escrituras após a pregação de Paulo, e creram no Evangelho.

(   ) Apolo, natural de Alexandria, na África, era um homem eloquente e conhecedor das Escrituras, mas autossuficiente e orgulhoso.

 

II. A autoridade do Novo Testamento

1.) Para ler e refletir

2° feira – Mt 3.13-17.
– Não deixe de dar importância à voz que veio dos céus.

3° feira – Jo 12.20-36.
– Veja a repetição da voz vinda da céu.

4° feira – Lc 9.28-36.
– Coloque-se mentalmente no lugar de Pedro, ouça mais uma vez a voz do céu e participe de todos os acontecimentos da Transfiguração.

5° feira – 2 Pe 1.16-21.
– Observe o efeito da Transfiguração sobre Pedro muitos anos depois da ocorrência.

6° feira – 1 Jo 1.1-4.
– Veja a base da certeza de João e da certeza que ele quer passar para diante.

Sábado – At 1.1-5.
– Observe o resultado da acurada investigação de Lucas com referência à resssurreição do Senhor no verso 3.

2.) Para conversar e responder:

1. Há exagero na informação dada no último verso do Evangelho de João ou simplesmente força da expressão e entusiasmo?

2. O trabalho de João na seleção da abundância de fatos envolvendo o Senhor Jesus obedeceu a que critério?
– (Veja Jo 20.30-31. Verifique também o objetivo de João ao escrever a Primeira Carta, em 1 Jo 5.13.)

3. Leia Lc 1.1-4 e responda as seguintes perguntas:
a) Muita gente escreveu sobre os fatos que se deram nos primeiros anos da era cristã?
b) De que maneira preparou Lucas o seu Evangelho?
c) Atrás da acurada investigação de tudo desde a sua origem e da exposição ordenada, qual era o propósito de Lucas?

4. A obra do médico (Cl 4.14) e historiador Lucas tem um segundo tomo? (Veja At 1.1-2.) De que trata?

5. O que João e Pedro falavam e escreviam era resultado de acurada investigação, como no caso de Lucas, ou eles haviam sido testemunhas oculares de tudo que se passou? (Veja 1 Pe 5.1, 2 Pe 1.16-18, Jo 21.24 e 1 Jo 1.1-4.)

6. À luz de 2 Pe 3.16, pode-se afirmar que, quando esta carta foi escrita, as Epístolas de Paulo já eram consideradas parte integrante das Escrituras?

3.) Para concluir. Marque “Certo” ou “errado”

(   ) A palavra de Deus dirigida a Jesus por ocasião do batismo e da Transfiguração – “Este é o meu filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17 e 17.5) – já estava em Is 42.1.

(   ) A voz que se fez ouvir quando Jesus se confessou angustiado, não foi a voz de Deus, e, sim, a  voz de um anjo ou, quando muito, o barulho de um trovão.

(   ) Os fatos extraordinários e sobrenaturais que envolvem a pessoa de Jesus são o produto de fábulas engenhosamente inventadas.

(   ) Lucas entrevistou várias testemunhas oculares, consultou a literatura existente, investigou a indoneidade das informações colhidas, colocou tudo em ordem e produziu o Evangelho que leva o seu nome.

(   ) As Epístolas de Paulo foram escritas de acordo com a sabedoria que lhe foi dada por Deus.

(   ) A palavra Escrituras, usada por Pedro em 2 Pe 3.16, abrange os livros do Velho Testamento e as Epístolas de Paulo.

Autor da Lição: Elben César. Publicado originalmente na edição 111 da revista Ultimato.

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