26 de novembro de 2007

Por Gene Edward Veith

Os livros de Harry Potter talvez sejam o maior sucesso até hoje na história da literatura infantil. Essa série, escrita por uma autora britânica chamada J. K. Rowling, foi traduzida em 35 idioma e lida em 220 países. Chegou ao topo dos campeões de venda em todo o mundo com a marca de quarenta e um milhões de exemplares distribuídos. No Brasil, os livros da série Harry Potter ocupam os três primeiros lugares de venda. Os dois primeiros volumes, por exemplo, atingiram a casa dos 200 mil exemplares vendidos. É a primeira vez que um só autor consegue conquistar tal posição.Os maiores compradores desses livros campeões de venda são, obviamente, as crianças. Muitas delas, segundo consta, ao comprarem um exemplar dessa série, estão lendo pela primeira vez um livro na vida. Pais e mestres afirmam que a série Harry Potter está levando milhares e milhares de jovens aos prazeres da leitura. Os meninos, em especial, que usualmente são mais resistentes à leitura que as meninas, estão desligando a TV e os videogames para dedicar tempo ao suposto bom livro. Os jovens que antes eram condicionados a passar horas e horas em frente à televisão estão se dedicando intensamente à leitura de uma série com nada menos que 700 páginas. Quem vê isso pensa logo em boas notícias. Mas não é bem assim.

Um dos aspectos das histórias de Harry Potter faz com que os pais cristãos se sintam mal. A série fala de uma escola para bruxas. Harry é um pré-adolescente bobo e totalmente infeliz, criado por padrastos que o desprezam. Por fim, ele vai para a Academia Hogwarts [Verrugas de Javali], um internato mágico. Lá aprende a lançar sortilégios e transforma-se num superatleta ao participar, voando, de uma corrida de vassouras, além de desfrutar de aventuras fabulosas.Nestes tempos, quando a verdadeira bruxaria está em voga, com as convenções de Wicca (bruxaria) reconhecidas nos campus universitários da Europa e da América do Norte como mais um ministério legítimo entre estudantes, essa narrações passam a idéia de que a feitiçaria é algo atraente. É verdade que as bruxas que voam montados em vassouras não deixam de ser uma ilustração dos personagens das histórias infantis. Não se tratam, logicamente, das deusas neo-pagãs e dos adoradores da natureza da Wicca. Mas não é por isso que os pais cristãos devem deixar de se preocupar com os seus filhos adolescentes: a leitura da série Harry Potter está a um pequeno passo entre o fascínio pelo personagem desses livros e o envolvimento aberto com o ocultismo.Harry Potter é só um exemplo de como a juventude de hoje está nadando na fantasia. Os videogames, apesar de sua alta tecnologia, freqüentemente retratam âmbitos arcaicos de espadas e feitiçaria. Na TV, envolvem-se com Xena, a princesa guerreira; Buffy, a caça vampiros e Sabrina, a bruxa adolescente, além de programas e novelas que evocam o ocultismo. Os filmes de grande popularidade entre as crianças, os adolescentes e os jovens são freqüentemente fantasias com toques de ficção científica, como por exemplo, a série Guerra nas Estrelas.Na realidade, a fantasia sempre teve participação fundamental no entretenimento infantil, seja de modo maléfico ou sadio. Hoje em dia, portanto, destaca-se mais o seu lado maléfico, infelizmente. A fantasia é um recurso que, se não for bem usado, prejudica, e muito. Se por um lado algumas histórias infantis estão eivada de insinuações feministas, por outro, muitos autores procuram transmitir valores honestos, demasiadamente tradicionais.Alguns dos melhores escritores cristãos, de John Bunyan a C. S. Lewis, têm empregado e defendido o gênero literário da fantasia. O Peregrino, de John Bunyan [publicado pela Editora Mundo Cristão], e as Crônicas de Nárnia [publicados pela editora Martins Fontes], de Lewis, têm ajudado milhares de crianças e seus pais a compreender o evangelho.

O problema não está na fantasia, que nada mais é do que um simples exercício de imaginação. Uma obra que lança mão desse recurso pode moldar a criatividade imaginária do público, tanto para o bem quanto para o mal. O desafio é saber discernir a diferença entre a fantasia boa e a fantasia má, e reconhecer não somente o seu conteúdo, mas também o seu efeito sobre o leitor. O que torna uma fantasia diferente da outra? Como o leitor ou seus pais podem perceber essa diferença? Julgando o seu conteúdo. E isso envolve perspicácia para entender como funciona a fantasia e discernimento para reconhecer seus efeitos.

Fantasia e a realidadeA solução não é simplesmente repudiar as obras de fantasia e favorecer as realistas. Poderíamos argumentar que livros realistas atuais para crianças são mais negativos em seus efeitos do que as fantasias da série Harry Potter. Livros como Heather tem duas mamães, de Leslea Newman e Diana Souza, e O companheiro de quarto do papai, de Michael Willhoite, são tentativas realistas de legitimar a prática homossexual entre crianças de quatro a oito anos.Outras obras desse gênero literário lidam com divórcio, abuso de crianças e sexo. Títulos populares escritos para adolescentes incluem tratamento favorável ao abuso de drogas, fuga de casa, suicídio e relação sexual extraconjugal em todas as suas formas. O mundo realista de hoje é constituído de pais cruéis, rebelião moral e autocomiseração dos adolescentes. A moda do realismo nos livros infantis não passa de um pretexto à doutrinação politicamente correta, à invectiva anti-família e à narrativa eivada de problemas de angústia.O psicólogo cristão William Kirk Kilpatrick demonstra como as histórias infantis podem ajudar as crianças em sua educação moral. Elas aprendem que a virtude é atraente e a iniqüidade, repulsiva. Não assimilam isso pelos preceitos abstratos das histórias, e muito menos pelos exercícios de clarificação de valores ensinados nas escolas, mas ao torcerem por seus heróis virtuosos e imitarem o comportamento deles.Parece que a proposição inversa também é verdadeira. Se algumas histórias tornam a virtude atraente, outras, no entanto, elevam, de igual forma, o vício. Assim como qualquer ferramenta, a literatura também pode ser usada para o bem ou para o mal. Se o propósito é ensinar a criança a não mentir, nada melhor do que o livro O menino que gritava “lobo”!, e outras fábulas de Esopo que, apesar de seus animais falantes, transmitem noções certas de trabalho esforçado (A formiga e a cigarra) e da persistência (A tartaruga e o coelho).Não seria errado dizer que os cristãos primitivos inventaram a fantasia, ou a ficção, por meio de suas atitudes com os mitos. Para eles, os mitos não eram verdadeiros, e os mantinham em seu currículo educacional como meras histórias.

Conforme observa Werner Jaeger, foram os cristãos que, finalmente, ensinaram aos homens a avaliar a poesia por um padrão puramente estético, padrão este que os capacitou a rejeitar a maioria dos ensinos morais e religiosos dos poetas clássicos como falsos e ímpios, mas sem deixar de aceitar os elementos formais da sua obra como sendo instrutivos e esteticamente agradáveis.Os pagãos não acreditavam que as sagas dos seus deuses não passavam de mitos, mas achavam-nas verdadeiras. Aos cristãos, no entanto, seria idolatria acreditar que Ícaro realmente voou tão alto em asas confeccionadas de cera, derretidas, depois, pela carruagem do deus-sol. Uma vez que fique claro que o deus-sol não existe e que essa história nunca aconteceu, ela pode ser apreciada de modo diferente, como uma ilustração do que pode acontecer com a soberba humana.As crianças com forte senso ficcional e sabedoria para distinguir a diferença entre a fantasia e o mundo real estão inoculadas contra a maioria dos efeitos nocivos desse tipo de enredo. Quando, porém, a criança passa a considerar o mundo real como fantasia, aí sim surgem os problemas. Mas se ela compreender a diferença entre ficção e realidade, então as histórias de todos os tipos tornam-se objeto de ensino e recreação.

Os dois tipos de escape: o bom e o mau
A fantasia é acusada de muitas coisas, e uma delas é de ser mero escapismo. No âmbito intelectual e cultural, que reconhece apenas aquilo que pode ser visto, tocado e medido, talvez a fantasia seja um toque necessário e especial. Isto porque será um instrumento que despertará a imaginação das pessoas para a saudade, a beleza, o heroísmo moral e os ideais transcendentes. Ao agir na consciência dessa maneira talvez o ser humano seja acordado para a existência de alguma coisa a mais nesta vida do que apenas um universo estreitamente material de átomos zunindo.Na verdade, as histórias infantis não são tão-somente meros preceitos abstratos; pelo contrário, são atitudes e percepções que penetram profundamente na imaginação e ajudam a formar o caráter.O psicólogo infantil Bruno Bettelheim relata como descobriu a utilidade das histórias infantis no tratamento de crianças marcadas por traumas a abusos. Ele sustenta que as partes assustadoras dessas narrações prevêem os temores que as crianças têm na realidade (como no caso de João e Maria, cujos pais não podiam sustentá-los. As crianças realmente se preocupam com esse tipo de situação!). Em seguida, o autor mostra que, a despeito das provações (perder-se no bosque) e das tentações (não comer a cama feita de doces!), as crianças descobriram, por meio do coração e da ação virtuosa (a bruxa é vencida pela esperteza deles), que poderiam viver felizes para sempre.Embora boa parte da literatura infantil contemporânea procure projetar um mundo doméstico seguro, e insista que as historinhas sejam depuradas de suas partes assustadoras e de seus castigos severos, Bettelheim adota uma posição diferente: Os adultos acham freqüentemente que o castigo cruel de uma pessoa maligna numa história infantil perturba e assusta desnecessariamente as crianças. A verdade é bem contrária a esse conceito e semelhante retribuição deixa a criança sentir confiança de que cada crime receberá seu devido castigo. Muitas vezes, a criança se sente injustiçada pelos adultos e pelo mundo em geral, e parece-lhe que nada é feito para remediar a situação. Baseando-se exclusivamente nessa experiências, deseja que aqueles que trapaceiam e degradam sejam castigados com a máxima severidade. Caso contrário, a criança acha que ninguém leva a sério a idéia de protegê-la; mas quanto mais severo o castigo aplicado àquelas pessoas más, tanto mais segura a criança se sente.O mundo das histórias infantis é um âmbito de ordem moral rigorosa. Quando usadas corretamente, as fantasias podem ajudar a instilar a ordem moral na personalidade da criança.

Fantasiando o mal
Posto que as fantasias podem ter um efeito benéfico ao estimular a imaginação de modo construtivo, não podemos nos esquecer que seus efeitos também podem ser negativos. Se certos contos passam a idéia de que o heroísmo moral é algo atraente, outros, podem levar as pessoas a conceber pensamentos malignos.Alguns pais levantam objeções contra o livro de C. S. Lewis, O leão, a bruxa e o guarda-roupa, simplesmente porque ele contém uma feiticeira. Não levam em conta em consideração o fato de que tal personagem é descrita como uma vilã repulsiva, um símbolo do diabo e suas tentações. Esquecem-se de que o livro é uma poderosa alegoria do evangelho. Acreditam que a obra (por causa da existência de uma bruxa) e seus leitores sejam defensores e participantes do ocultismo. Será que para tais pessoas um panfleto falando contra a bruxaria é uma obra do ocultismo só porque menciona essa palavra: bruxaria?O mesmo acontece com as histórias que contém violência. Pode haver uma trama sem algum tipo de conflito? Não existe história em que todos vivem felizes para sempre. Forçosamente, tem de haver algum tipo de problema, algum obstáculo a ser vencido, algum embate, quer seja externo (os bons contra os maus), quer seja interno (uma decisão do personagem), ou os dois. As fantasias tendem a exteriorizar os estados interiores e/ou a simbolizar as idéias de forma concreta.Assim, o conflito é sempre apresentado como algo externo nas histórias infantis. Ou seja, ele é manifestado através das lutas contra os monstros, nas batalhas e duelos de cavaleiros com armaduras. Tudo isso, portanto, pode ser caracterizado como violência. Mas, sem conflitos, só podem haver descrições insignificantes. Os conflitos imaginativos das histórias ensinam a moralidade e edificam o caráter.Atualmente, são os humanistas liberais que negam a diferença real entre o certo e o errado, e o conflito entre eles. E por isso levantam as objeções mais vociferantes contra a violência nas história infantis. Matar um dragão viola os direitos dos animais; o salvamento de uma princesa nada mais é do que interesse sexual.As fantasias, juntamente com todas as demais formas de literatura, devem ser avaliadas segundo seu significado e efeito. Que tipo de relevância a violência possui? Ela dramatiza o conflito entre o bem e o mal ou glorifica o papel dos fortes que aterrorizam os fracos?Que efeito a violência tem sobre o leitor? Deixa-o menos propenso a lesar as pessoas na vida real? Ou, pelo contrário, desperta os prazeres da crueldade ou do sadismo?O ponto de vista do personagem principal da história é digno de uma análise apurada. As histórias tradicionais quase sempre representam o ponto de vista do mocinho, do homem bom (Nas histórias realistas mais complexas, com algum conflito interno, o personagem talvez não seja tão singelo, e o enredo pode fixar-se apenas em luta moral. As tragédias retratam um personagem nobre cuja derrocada foi provocada por uma falha moral; mas, nas fantasias, os personagens normalmente são mais simples). As histórias contemporâneas dificilmente prendem o leitor ao pondo de vista de um personagem maligno.Nos videogames modernos, destaca-se o jogo do Atirador na Primeira Pessoa. Esse tipo de jogo interativo apresenta a ação através dos olhos de um personagem da história, que é justamente o jogador. O vídeo procura retratar aquilo que o personagem estaria vendo. O jogador é um atirador porque é colocado no papel de um assassino em série que anda a passos largos por uma paisagem virtual, levantando sua arma e alvejando suas vítimas, detonando-as.Alguns desses jogos se acham nos salões de tiro com alta tecnologia, visando alvos humanos. Ao participar desse jogo, o atirador sente a sensação imaginária de ser assassino em série. Aliás, conforme já foi bastante noticiado, os assassinos columbinos gostavam de jogos desse tipo e, posteriormente, encenaram esses jogos na vida real.Dizem que o número de jogadores que literalmente encena esses jogos na vida real é minúsculo. Os cristãos, entretanto, sabem que não são apenas as ações, mas também os pensamentos e imaginações do coração que corrompem moralmente. O próprio Jesus enfatizava que Deus julga os pensamentos da mesma forma que julga as ações. O adultério cometido no coração viola o mandamento de Deus, ainda que jamais seja posto em prática. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo; e qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno (Mt 5.21-22). Ouviste que foi dito aos antigos: Não cometereis adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela (Mt 5.27-28).As nossas fantasias pessoais, tais como as literárias, são de suma importância espiritual. As fantasias pornográficas e as imaginações sobre como machucar as pessoas são extremamente prejudiciais a nós mesmos. Elas corrompem o coração. O caso de Harry Potter

O que, portanto, os cristãos devem pensar do grande sucesso da moda Harry Potter? Entre outros motivos, as crianças se apaixonam por esses livros porque suas mentes estão subnutridas e, empregando a metáfora de Tolkien, suas imaginações estão como que aprisionadas, ansiosas por uma via de escape.As escolas, muitas vezes, trancam as crianças num currículo politicamente correto, esforçando-se zelosamente para inculcar na consciência delas problemas sociais reais e deprimentes. Seus livros-textos são materialistas. Os textos científicos asseveram o sistema naturalista do evolucionismo. Os históricos atacam as últimas sobras dos ideais cristãos. Os literários desenvolvem histórias de problemas e dilemas morais. Não é por nada que as crianças odeiam ler.A popularidade dos livros Harry Potter não está simplesmente no fato de eles serem fantasias (literaturas como esta existem muitas, mas não com tamanha projeção e popularidade). A série fala de escola, de educação. Eis o motivo de seu grande sucesso. Ao lerem a respeito da Academia Verrugas de Javali, as crianças se identificam com o ambiente, e isso lhes dá a sensação de conhecê-la. Ao viajarem na leitura, encontram-se com as panelinhas, as pressões estudantis e, acima de tudo, a luta pela popularidade entre os amigos, algo com que estão bem familiarizadas.A Academia Verrugas de Javali é uma escola diferente, interessante. Não é como as escolas comuns. Ao invés de simplesmente colocar as crianças sentadas em grupos para que compartilhem seus sentimentos, ensina-lhes coisas maravilhosas: tornar-se invisível, mudar a forma dos objetos com vara de condão (vara mágica) e voar!As crianças, especialmente as mais perceptivas, podem identificar-se com Harry Potter que, no início, está preso no mundo de Muggle (âmbito material comum e insípido daqueles que não conseguem enxergar o sobrenatural), marginalizado na escola e desprezado pelos padrastos. O desenrolar da história revela que ele era realmente um mágico desde o começo. Mas na Academia, o menino bobo de óculos alcança popularidade! Os fãs de Harry Potter não estão interessados no enredo fantasioso sobre bruxas, mas em se tornarem populares e bem-sucedidos.O argumento cristão contra Harry Potter é o fato de estar ele em uma escola para feiticeiros. Sabemos que as bruxas não são meras personagens dos enredos fantasiosos. Elas são reais. Sejam elas adoradoras de Satanás ou devotas neo-pagãs de Wicca. Não importa.Os defensores de Harry Potter podem ressaltar que as bruxas da Academia Verrugas de Javali nada têm a ver com Wicca ou com algum tipo de feitiçaria de magia negra. Não são iníquas, de modo nenhum, e muito menos pregam qualquer tipo de religião da natureza, como, por exemplo, a Nova Era. As bruxas aqui envolvidas são tiradas das histórias infantis, com suas vassouras e sortilégios. São bondosas (assim como a bruxa virtuosa no Mágico de Oz). A verdade, para tais defensores, é que Harry está aprendendo a ser um mágico, e não um feiticeiro.Mas isso não importa. Como cristãos, devemos desaprovar esses livros. Nas histórias infantis, as bruxas são tipicamente malignas, o que reforça as nítidas linhas distintivas entre o mal e o bem; ou seja, entre as forças das trevas e as forças da luz. Qualquer coisa que borrar essas linhas é motivo de preocupação.Harry Potter, no entanto, não apaga totalmente essas linhas distintivas. Existe um poder abertamente maligno na pessoa de Valdemort, uma bruxa realmente ímpia contra a qual Harry e seus colegas de escola estão em conflito durante a série inteira. Alguns enxergam desrespeito para com os pais no péssimo relacionamento de Harry e seus padrastos. Os verdadeiros pais desse personagem foram mortos pelo bruxo Valdemort. O amor e a admiração por seus pais são sentimentos importantes no caráter de Harry.Todavia, essa literatura não está à altura de ser ideal. Ela apresenta um perigo nítido e atual da bruxaria. Os pais cristãos têm razão ao orientar seus filhos a evitar essa série. Se a coqueluche Potter já afetou seus filhos, caro leitor, você deve lidar cuidadosamente com a situação.Os pais devem deixar bem claro que os cristãos não são Muggles. Em outras palavras, o cristianismo não é uma cosmovisão bitolada, materialista e enfadonha, tal como satirizada nas novelas Potter e ensinada nas escolas. O cristianismo tem um universo aberto, com espaço para o natural e o sobrenatural, para o corriqueiro e o milagroso. O cristianismo reconhece as verdades invisíveis da bondade e da beleza, e acredita numa batalha genuína entre as forças das trevas e as forças da luz. Os relatos bíblicos sobre como Deus se tornou homem, através de Jesus Cristo, a derrota de Satanás, a expiação pelos nossos pecados, mediante seu sacrifício na cruz, a ressurreição de Cristo compõem a história mais maravilhosa de todas as histórias.A melhor maneira de evitar que as nossas crianças sejam confundidas por Harry Potter e seduzidas pelas fantasias más, o que é muito pior, é colocar à disposição delas a boa literatura, e também a fantasia boa, como por exemplo, o livro O Peregrino, de John Bunyan. Nenhuma literatura, portanto, substitui a Bíblia Sagrada, a poderosa Palavra de Deus.Veja que maravilha: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22.6).

Fonte:

Blog Canção Nova, disponível em http://blog.cancaonova.com/sergiofernandes/2007/11/page/6/, acesso em 01/01/2009.

Última atualização em Ter, 20 de Outubro de 2009 15:17

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Nárnia X Harry Potter: Fantasias boas e más (?)

26 de novembro de 2007


Por Gene Edward Veith

Os livros de Harry Potter talvez sejam o maior sucesso até hoje na história da literatura infantil. Essa série, escrita por uma autora britânica chamada J. K. Rowling, foi traduzida em 35 idioma e lida em 220 países. Chegou ao topo dos campeões de venda em todo o mundo com a marca de quarenta e um milhões de exemplares distribuídos. No Brasil, os livros da série Harry Potter ocupam os três primeiros lugares de venda. Os dois primeiros volumes, por exemplo, atingiram a casa dos 200 mil exemplares vendidos. É a primeira vez que um só autor consegue conquistar tal posição.Os maiores compradores desses livros campeões de venda são, obviamente, as crianças. Muitas delas, segundo consta, ao comprarem um exemplar dessa série, estão lendo pela primeira vez um livro na vida. Pais e mestres afirmam que a série Harry Potter está levando milhares e milhares de jovens aos prazeres da leitura. Os meninos, em especial, que usualmente são mais resistentes à leitura que as meninas, estão desligando a TV e os videogames para dedicar tempo ao suposto bom livro. Os jovens que antes eram condicionados a passar horas e horas em frente à televisão estão se dedicando intensamente à leitura de uma série com nada menos que 700 páginas. Quem vê isso pensa logo em boas notícias. Mas não é bem assim.

Um dos aspectos das histórias de Harry Potter faz com que os pais cristãos se sintam mal. A série fala de uma escola para bruxas. Harry é um pré-adolescente bobo e totalmente infeliz, criado por padrastos que o desprezam. Por fim, ele vai para a Academia Hogwarts [Verrugas de Javali], um internato mágico. Lá aprende a lançar sortilégios e transforma-se num superatleta ao participar, voando, de uma corrida de vassouras, além de desfrutar de aventuras fabulosas.Nestes tempos, quando a verdadeira bruxaria está em voga, com as convenções de Wicca (bruxaria) reconhecidas nos campus universitários da Europa e da América do Norte como mais um ministério legítimo entre estudantes, essa narrações passam a idéia de que a feitiçaria é algo atraente. É verdade que as bruxas que voam montados em vassouras não deixam de ser uma ilustração dos personagens das histórias infantis. Não se tratam, logicamente, das deusas neo-pagãs e dos adoradores da natureza da Wicca. Mas não é por isso que os pais cristãos devem deixar de se preocupar com os seus filhos adolescentes: a leitura da série Harry Potter está a um pequeno passo entre o fascínio pelo personagem desses livros e o envolvimento aberto com o ocultismo.Harry Potter é só um exemplo de como a juventude de hoje está nadando na fantasia. Os videogames, apesar de sua alta tecnologia, freqüentemente retratam âmbitos arcaicos de espadas e feitiçaria. Na TV, envolvem-se com Xena, a princesa guerreira; Buffy, a caça vampiros e Sabrina, a bruxa adolescente, além de programas e novelas que evocam o ocultismo. Os filmes de grande popularidade entre as crianças, os adolescentes e os jovens são freqüentemente fantasias com toques de ficção científica, como por exemplo, a série Guerra nas Estrelas.Na realidade, a fantasia sempre teve participação fundamental no entretenimento infantil, seja de modo maléfico ou sadio. Hoje em dia, portanto, destaca-se mais o seu lado maléfico, infelizmente. A fantasia é um recurso que, se não for bem usado, prejudica, e muito. Se por um lado algumas histórias infantis estão eivada de insinuações feministas, por outro, muitos autores procuram transmitir valores honestos, demasiadamente tradicionais.Alguns dos melhores escritores cristãos, de John Bunyan a C. S. Lewis, têm empregado e defendido o gênero literário da fantasia. O Peregrino, de John Bunyan [publicado pela Editora Mundo Cristão], e as Crônicas de Nárnia [publicados pela editora Martins Fontes], de Lewis, têm ajudado milhares de crianças e seus pais a compreender o evangelho.

O problema não está na fantasia, que nada mais é do que um simples exercício de imaginação. Uma obra que lança mão desse recurso pode moldar a criatividade imaginária do público, tanto para o bem quanto para o mal. O desafio é saber discernir a diferença entre a fantasia boa e a fantasia má, e reconhecer não somente o seu conteúdo, mas também o seu efeito sobre o leitor. O que torna uma fantasia diferente da outra? Como o leitor ou seus pais podem perceber essa diferença? Julgando o seu conteúdo. E isso envolve perspicácia para entender como funciona a fantasia e discernimento para reconhecer seus efeitos.


Fantasia e a realidade

A solução não é simplesmente repudiar as obras de fantasia e favorecer as realistas. Poderíamos argumentar que livros realistas atuais para crianças são mais negativos em seus efeitos do que as fantasias da série Harry Potter. Livros como Heather tem duas mamães, de Leslea Newman e Diana Souza, e O companheiro de quarto do papai, de Michael Willhoite, são tentativas realistas de legitimar a prática homossexual entre crianças de quatro a oito anos.Outras obras desse gênero literário lidam com divórcio, abuso de crianças e sexo. Títulos populares escritos para adolescentes incluem tratamento favorável ao abuso de drogas, fuga de casa, suicídio e relação sexual extraconjugal em todas as suas formas. O mundo realista de hoje é constituído de pais cruéis, rebelião moral e autocomiseração dos adolescentes. A moda do realismo nos livros infantis não passa de um pretexto à doutrinação politicamente correta, à invectiva anti-família e à narrativa eivada de problemas de angústia.O psicólogo cristão William Kirk Kilpatrick demonstra como as histórias infantis podem ajudar as crianças em sua educação moral. Elas aprendem que a virtude é atraente e a iniqüidade, repulsiva. Não assimilam isso pelos preceitos abstratos das histórias, e muito menos pelos exercícios de clarificação de valores ensinados nas escolas, mas ao torcerem por seus heróis virtuosos e imitarem o comportamento deles.Parece que a proposição inversa também é verdadeira. Se algumas histórias tornam a virtude atraente, outras, no entanto, elevam, de igual forma, o vício. Assim como qualquer ferramenta, a literatura também pode ser usada para o bem ou para o mal. Se o propósito é ensinar a criança a não mentir, nada melhor do que o livro O menino que gritava “lobo”!, e outras fábulas de Esopo que, apesar de seus animais falantes, transmitem noções certas de trabalho esforçado (A formiga e a cigarra) e da persistência (A tartaruga e o coelho).Não seria errado dizer que os cristãos primitivos inventaram a fantasia, ou a ficção, por meio de suas atitudes com os mitos. Para eles, os mitos não eram verdadeiros, e os mantinham em seu currículo educacional como meras histórias.

Conforme observa Werner Jaeger, foram os cristãos que, finalmente, ensinaram aos homens a avaliar a poesia por um padrão puramente estético, padrão este que os capacitou a rejeitar a maioria dos ensinos morais e religiosos dos poetas clássicos como falsos e ímpios, mas sem deixar de aceitar os elementos formais da sua obra como sendo instrutivos e esteticamente agradáveis.Os pagãos não acreditavam que as sagas dos seus deuses não passavam de mitos, mas achavam-nas verdadeiras. Aos cristãos, no entanto, seria idolatria acreditar que Ícaro realmente voou tão alto em asas confeccionadas de cera, derretidas, depois, pela carruagem do deus-sol. Uma vez que fique claro que o deus-sol não existe e que essa história nunca aconteceu, ela pode ser apreciada de modo diferente, como uma ilustração do que pode acontecer com a soberba humana.As crianças com forte senso ficcional e sabedoria para distinguir a diferença entre a fantasia e o mundo real estão inoculadas contra a maioria dos efeitos nocivos desse tipo de enredo. Quando, porém, a criança passa a considerar o mundo real como fantasia, aí sim surgem os problemas. Mas se ela compreender a diferença entre ficção e realidade, então as histórias de todos os tipos tornam-se objeto de ensino e recreação.

Os dois tipos de escape: o bom e o mau
A fantasia é acusada de muitas coisas, e uma delas é de ser mero escapismo. No âmbito intelectual e cultural, que reconhece apenas aquilo que pode ser visto, tocado e medido, talvez a fantasia seja um toque necessário e especial. Isto porque será um instrumento que despertará a imaginação das pessoas para a saudade, a beleza, o heroísmo moral e os ideais transcendentes. Ao agir na consciência dessa maneira talvez o ser humano seja acordado para a existência de alguma coisa a mais nesta vida do que apenas um universo estreitamente material de átomos zunindo.Na verdade, as histórias infantis não são tão-somente meros preceitos abstratos; pelo contrário, são atitudes e percepções que penetram profundamente na imaginação e ajudam a formar o caráter.O psicólogo infantil Bruno Bettelheim relata como descobriu a utilidade das histórias infantis no tratamento de crianças marcadas por traumas a abusos. Ele sustenta que as partes assustadoras dessas narrações prevêem os temores que as crianças têm na realidade (como no caso de João e Maria, cujos pais não podiam sustentá-los. As crianças realmente se preocupam com esse tipo de situação!). Em seguida, o autor mostra que, a despeito das provações (perder-se no bosque) e das tentações (não comer a cama feita de doces!), as crianças descobriram, por meio do coração e da ação virtuosa (a bruxa é vencida pela esperteza deles), que poderiam viver felizes para sempre.Embora boa parte da literatura infantil contemporânea procure projetar um mundo doméstico seguro, e insista que as historinhas sejam depuradas de suas partes assustadoras e de seus castigos severos, Bettelheim adota uma posição diferente: Os adultos acham freqüentemente que o castigo cruel de uma pessoa maligna numa história infantil perturba e assusta desnecessariamente as crianças. A verdade é bem contrária a esse conceito e semelhante retribuição deixa a criança sentir confiança de que cada crime receberá seu devido castigo. Muitas vezes, a criança se sente injustiçada pelos adultos e pelo mundo em geral, e parece-lhe que nada é feito para remediar a situação. Baseando-se exclusivamente nessa experiências, deseja que aqueles que trapaceiam e degradam sejam castigados com a máxima severidade. Caso contrário, a criança acha que ninguém leva a sério a idéia de protegê-la; mas quanto mais severo o castigo aplicado àquelas pessoas más, tanto mais segura a criança se sente.O mundo das histórias infantis é um âmbito de ordem moral rigorosa. Quando usadas corretamente, as fantasias podem ajudar a instilar a ordem moral na personalidade da criança.

Fantasiando o mal
Posto que as fantasias podem ter um efeito benéfico ao estimular a imaginação de modo construtivo, não podemos nos esquecer que seus efeitos também podem ser negativos. Se certos contos passam a idéia de que o heroísmo moral é algo atraente, outros, podem levar as pessoas a conceber pensamentos malignos.Alguns pais levantam objeções contra o livro de C. S. Lewis, O leão, a bruxa e o guarda-roupa, simplesmente porque ele contém uma feiticeira. Não levam em conta em consideração o fato de que tal personagem é descrita como uma vilã repulsiva, um símbolo do diabo e suas tentações. Esquecem-se de que o livro é uma poderosa alegoria do evangelho. Acreditam que a obra (por causa da existência de uma bruxa) e seus leitores sejam defensores e participantes do ocultismo. Será que para tais pessoas um panfleto falando contra a bruxaria é uma obra do ocultismo só porque menciona essa palavra: bruxaria?O mesmo acontece com as histórias que contém violência. Pode haver uma trama sem algum tipo de conflito? Não existe história em que todos vivem felizes para sempre. Forçosamente, tem de haver algum tipo de problema, algum obstáculo a ser vencido, algum embate, quer seja externo (os bons contra os maus), quer seja interno (uma decisão do personagem), ou os dois. As fantasias tendem a exteriorizar os estados interiores e/ou a simbolizar as idéias de forma concreta.Assim, o conflito é sempre apresentado como algo externo nas histórias infantis. Ou seja, ele é manifestado através das lutas contra os monstros, nas batalhas e duelos de cavaleiros com armaduras. Tudo isso, portanto, pode ser caracterizado como violência. Mas, sem conflitos, só podem haver descrições insignificantes. Os conflitos imaginativos das histórias ensinam a moralidade e edificam o caráter.Atualmente, são os humanistas liberais que negam a diferença real entre o certo e o errado, e o conflito entre eles. E por isso levantam as objeções mais vociferantes contra a violência nas história infantis. Matar um dragão viola os direitos dos animais; o salvamento de uma princesa nada mais é do que interesse sexual.As fantasias, juntamente com todas as demais formas de literatura, devem ser avaliadas segundo seu significado e efeito. Que tipo de relevância a violência possui? Ela dramatiza o conflito entre o bem e o mal ou glorifica o papel dos fortes que aterrorizam os fracos?Que efeito a violência tem sobre o leitor? Deixa-o menos propenso a lesar as pessoas na vida real? Ou, pelo contrário, desperta os prazeres da crueldade ou do sadismo?O ponto de vista do personagem principal da história é digno de uma análise apurada. As histórias tradicionais quase sempre representam o ponto de vista do mocinho, do homem bom (Nas histórias realistas mais complexas, com algum conflito interno, o personagem talvez não seja tão singelo, e o enredo pode fixar-se apenas em luta moral. As tragédias retratam um personagem nobre cuja derrocada foi provocada por uma falha moral; mas, nas fantasias, os personagens normalmente são mais simples). As histórias contemporâneas dificilmente prendem o leitor ao pondo de vista de um personagem maligno.Nos videogames modernos, destaca-se o jogo do Atirador na Primeira Pessoa. Esse tipo de jogo interativo apresenta a ação através dos olhos de um personagem da história, que é justamente o jogador. O vídeo procura retratar aquilo que o personagem estaria vendo. O jogador é um atirador porque é colocado no papel de um assassino em série que anda a passos largos por uma paisagem virtual, levantando sua arma e alvejando suas vítimas, detonando-as.Alguns desses jogos se acham nos salões de tiro com alta tecnologia, visando alvos humanos. Ao participar desse jogo, o atirador sente a sensação imaginária de ser assassino em série. Aliás, conforme já foi bastante noticiado, os assassinos columbinos gostavam de jogos desse tipo e, posteriormente, encenaram esses jogos na vida real.Dizem que o número de jogadores que literalmente encena esses jogos na vida real é minúsculo. Os cristãos, entretanto, sabem que não são apenas as ações, mas também os pensamentos e imaginações do coração que corrompem moralmente. O próprio Jesus enfatizava que Deus julga os pensamentos da mesma forma que julga as ações. O adultério cometido no coração viola o mandamento de Deus, ainda que jamais seja posto em prática. Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo; e qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno (Mt 5.21-22). Ouviste que foi dito aos antigos: Não cometereis adultério. Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela (Mt 5.27-28).As nossas fantasias pessoais, tais como as literárias, são de suma importância espiritual. As fantasias pornográficas e as imaginações sobre como machucar as pessoas são extremamente prejudiciais a nós mesmos. Elas corrompem o coração. O caso de Harry Potter

O que, portanto, os cristãos devem pensar do grande sucesso da moda Harry Potter? Entre outros motivos, as crianças se apaixonam por esses livros porque suas mentes estão subnutridas e, empregando a metáfora de Tolkien, suas imaginações estão como que aprisionadas, ansiosas por uma via de escape.As escolas, muitas vezes, trancam as crianças num currículo politicamente correto, esforçando-se zelosamente para inculcar na consciência delas problemas sociais reais e deprimentes. Seus livros-textos são materialistas. Os textos científicos asseveram o sistema naturalista do evolucionismo. Os históricos atacam as últimas sobras dos ideais cristãos. Os literários desenvolvem histórias de problemas e dilemas morais. Não é por nada que as crianças odeiam ler.A popularidade dos livros Harry Potter não está simplesmente no fato de eles serem fantasias (literaturas como esta existem muitas, mas não com tamanha projeção e popularidade). A série fala de escola, de educação. Eis o motivo de seu grande sucesso. Ao lerem a respeito da Academia Verrugas de Javali, as crianças se identificam com o ambiente, e isso lhes dá a sensação de conhecê-la. Ao viajarem na leitura, encontram-se com as panelinhas, as pressões estudantis e, acima de tudo, a luta pela popularidade entre os amigos, algo com que estão bem familiarizadas.A Academia Verrugas de Javali é uma escola diferente, interessante. Não é como as escolas comuns. Ao invés de simplesmente colocar as crianças sentadas em grupos para que compartilhem seus sentimentos, ensina-lhes coisas maravilhosas: tornar-se invisível, mudar a forma dos objetos com vara de condão (vara mágica) e voar!As crianças, especialmente as mais perceptivas, podem identificar-se com Harry Potter que, no início, está preso no mundo de Muggle (âmbito material comum e insípido daqueles que não conseguem enxergar o sobrenatural), marginalizado na escola e desprezado pelos padrastos. O desenrolar da história revela que ele era realmente um mágico desde o começo. Mas na Academia, o menino bobo de óculos alcança popularidade! Os fãs de Harry Potter não estão interessados no enredo fantasioso sobre bruxas, mas em se tornarem populares e bem-sucedidos.O argumento cristão contra Harry Potter é o fato de estar ele em uma escola para feiticeiros. Sabemos que as bruxas não são meras personagens dos enredos fantasiosos. Elas são reais. Sejam elas adoradoras de Satanás ou devotas neo-pagãs de Wicca. Não importa.Os defensores de Harry Potter podem ressaltar que as bruxas da Academia Verrugas de Javali nada têm a ver com Wicca ou com algum tipo de feitiçaria de magia negra. Não são iníquas, de modo nenhum, e muito menos pregam qualquer tipo de religião da natureza, como, por exemplo, a Nova Era. As bruxas aqui envolvidas são tiradas das histórias infantis, com suas vassouras e sortilégios. São bondosas (assim como a bruxa virtuosa no Mágico de Oz). A verdade, para tais defensores, é que Harry está aprendendo a ser um mágico, e não um feiticeiro.Mas isso não importa. Como cristãos, devemos desaprovar esses livros. Nas histórias infantis, as bruxas são tipicamente malignas, o que reforça as nítidas linhas distintivas entre o mal e o bem; ou seja, entre as forças das trevas e as forças da luz. Qualquer coisa que borrar essas linhas é motivo de preocupação.Harry Potter, no entanto, não apaga totalmente essas linhas distintivas. Existe um poder abertamente maligno na pessoa de Valdemort, uma bruxa realmente ímpia contra a qual Harry e seus colegas de escola estão em conflito durante a série inteira. Alguns enxergam desrespeito para com os pais no péssimo relacionamento de Harry e seus padrastos. Os verdadeiros pais desse personagem foram mortos pelo bruxo Valdemort. O amor e a admiração por seus pais são sentimentos importantes no caráter de Harry.Todavia, essa literatura não está à altura de ser ideal. Ela apresenta um perigo nítido e atual da bruxaria. Os pais cristãos têm razão ao orientar seus filhos a evitar essa série. Se a coqueluche Potter já afetou seus filhos, caro leitor, você deve lidar cuidadosamente com a situação.Os pais devem deixar bem claro que os cristãos não são Muggles. Em outras palavras, o cristianismo não é uma cosmovisão bitolada, materialista e enfadonha, tal como satirizada nas novelas Potter e ensinada nas escolas. O cristianismo tem um universo aberto, com espaço para o natural e o sobrenatural, para o corriqueiro e o milagroso. O cristianismo reconhece as verdades invisíveis da bondade e da beleza, e acredita numa batalha genuína entre as forças das trevas e as forças da luz. Os relatos bíblicos sobre como Deus se tornou homem, através de Jesus Cristo, a derrota de Satanás, a expiação pelos nossos pecados, mediante seu sacrifício na cruz, a ressurreição de Cristo compõem a história mais maravilhosa de todas as histórias.A melhor maneira de evitar que as nossas crianças sejam confundidas por Harry Potter e seduzidas pelas fantasias más, o que é muito pior, é colocar à disposição delas a boa literatura, e também a fantasia boa, como por exemplo, o livro O Peregrino, de John Bunyan. Nenhuma literatura, portanto, substitui a Bíblia Sagrada, a poderosa Palavra de Deus.Veja que maravilha: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22.6).

Fonte:

Blog Canção Nova, disponível em http://blog.cancaonova.com/sergiofernandes/2007/11/page/6/, acesso em 01/01/2009.

Última atualização em Ter, 20 de Outubro de 2009 15:17

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  1. Bastante Polêmico isso, hein!
    Eu acho que uma criança não tem de forma alguma noções para distinguir o bem e o mal, entretanto nos livros de harry potter fica claro o lado do bem (harry e seus amigos).
    Harry não faz coisas ruins, e etc.isso já é um grande começo, não?!
    Quando criança era fã de sabrina a bruxinha adolêcente e xena também.Não perdia um episódio sequer. Nunca fui louco de acreditar que aquilo tudo existia(deuses,bruxos,gatos falantes e etc…)
    Criança que lê Harry Potter não é burrra.Pergunte a uma delas se ganharam presente de papai noel, para ver o que respondem…crinças que leem um livro de 500 ou 700 páginas,devem saber que coelhos não pôem ovos(páscoa),ou que elas não vão sair voando em vassoras.
    Bom é isso,o que vale é o bom senso dos pais de inteferir quando achar necessário, quando o filho ultrapassar as frontreiras do imaginativo para o real,ai sim é hora do “puxão de orelhha”.

    P.S.:Como uma criança vai identificar que nas crônicas de nârnia vem ensinando o evangelho ou coisa parecida?!(uma feiticeira,um guarda roupa e um leão)?!

    • Oi Lucas,

      Muito interessante a sua abordagem do Harry Potter. Nunca duvidei da inteligência das crianças ou mesmo jovens e adultos aficcionados pelo “herói” e que a maioria não confunde as coisas. Mas vc mesmo reconheceu muito bem alguns são “sem noção”, isso em todas as idades!! Então, o negocio é esse aí: saber colocar as fronteiras. O problema é: quem vai colocá-las? Os pais? Qtos sequer leram um livro não obrigatório na vida? Os professores? Qtos sabem se transportar para dentro de um mundo feito de fantasia e de tão poucos fatos e números?
      Então, Deus nos acuda, né? Pois só ele pode nos dar esse discernimento, independente de idade (já vi muita criança pensar e agir de forma mais sensata, do que muito adulto. Aliás, suspeito que foi por isso que Jesus dizia que a condição para entrar no céu e ter o coração de uma criança…
      Como ver o Evangelho nas Crônicas? Bem, Jack certamente não lhe daria uma “fórmula mágica”, nem eu vou lhe dar. Mas vou te dar duas dicas:
      1. O que Jesus dizia ao final de toda parábola que ele contava às multidões (independente de idade e sexo)? O que isso quer dizer? Como isso se aplica às Crônicas?
      2. Para os que já abriram o coração para responder às perguntas acima, recomendo um livro que Aslam me deu a graça e a alegria (e força, pois sou fraca) de organizar: O Evangelho de Nárnia (Editora Vida Nova). COnfesso que não gostei do título de início, preferindo usar a palavra que Tolkien inventou para o Evangelho apenas projetado no mundo das histórias imaginativas “Eu-catástrofe”: a catástrofe (a maior do mundo: a cruz), que ao mesmo tempo foi uma excelente Nova (Evangelium=Boa nova que se anunciava entre os judeus, qdo do nascimento de uma pessoa importante), que a mesma Cruz representa, para os que têm ouvidos para ouvir….

  2. Achei muito interessante e boa toda a argumentação do autor deste artigo, já considerado um item do meu Bookmarks; parabéns, doutora, pela sua publicação. Sempre gostei e ainda gosto muito de histórias, bons romances, tendo predileção especial por ficção científica e quadrinhos (qual nerd não tem?), mas antes de tudo, sou cristão, protestante, tomando a Palavra de Deus como regra de fé e prática, por isto me identifiquei com este artigo.

    Geralmente eu escrevo algo em meu blog que vou repetir aqui: quando leio um livro ou HQ não tenho expectativa de encontrar boa doutrina bíblica, pois sei que estas obras não tem este fim, excetuando, é claro, aqueles trabalhos que tocam em assuntos teológicos (como o livro “A Cabana”). Neste sentido, minha relação com as histórias se resume em dois pontos: 1. espero que ela defenda e apresente valores e virtudes como justiça, altruísmo, amor, amizade, honra, etc; 2. mesmo não avaliando uma obra literária apenas pelo seu valor “evangelístico” ou doutrinário, eu reflito sobre aquilo que estou lendo em relação ao que está dito e é ensinado na Palavra de Deus.

    Posso citar como exemplo a HQ Watchmen, de Alan Moore: muito provavelmente ela seja a melhor HQ de todos os tempos, e tem razão de sê-lo, mas mesmo assim não gosto de sua história, não me identifico com ela (especialmente com o seu final), e por isso não tem a minha preferência. Da mesma forma, Batman The Dark Knight, de Christopher Nolan, é um filme para mim espetacular, especialmente em se tratando de um herói que gosto muito; contudo, não aceitei a mensagem do final do filme até agora [1]. Ainda falando em termos de exemplos, penso em alguns trabalhos sci-fi, onde pode-se até mesmo não se falar de Deus, mas mesmo assim ideias como redenção (seja através do progresso científico humano ou de seres alienígenas superiores), ou pensamentos místicos sobre o “divino” ou espiritualidade, repudiadas pelo Cristianismo genuíno, não deixam de ser apresentadas.

    Isto posto, penso que o cristão deve seguir a recomendação paulina de avaliar todas as coisas e reter aquilo que for bom (1 Ts. 5:21), e ao fazer isso, fico com as obras de Tolkien e Lewis, e não fico com as do Harry Potter. Mesmo sendo tudo trabalho “de fantasia”, e mesmo não deixando de reconhecer os méritos dos livros de Potter, penso que Tolkien e Lewis sintetizam aquilo de melhor em termos de imaginação cristã. Tolkien mesmo não gostava de ocultismo, e teve o cuidado de incluir o seu “mago” Gandalf como uma figura mais próxima de um “anjo” do que de feiticeiro (basta estudar um pouco sobre a mitologia criada por Tolkien no que se refere aos “istari”), e vejo que “bruxaria” em suas histórias é uma palavra de conotação ruim; além disso, a Terra-Média não é um mundo de soluções mágicas, mas sim um lugar onde a luta contra o mal deve ser encarada, sabendo-se que vencê-lo não será nada fácil [2].

    Nunca gostei de histórias com uso de bruxos e feiticeiros; mesmo no variado mundo dos quadrinhos, com robôs, clones, magos, feiticeiros, vampiros, gigantes, mutantes, alienígenas e etc, sempre procurei aqueles voltados para elementos de ficção científica e não os de misticismo. Já que tenho mesmo esta predileção por histórias, que seja então um gosto marcado pelo equilíbrio e pelo bom senso: imaginativo e fantasioso sim, mas apreciando-o sem chamar aquilo que considero mal de bem. É um desafio, e nem sempre acerto, contudo, continuo neste caminho.

    Abraços, e parabéns novamente pelo novo site.

    [1] Provavelmente, isso mostra que realmente é um ótimo filme, pois não acho que um bom filme tenha que ter necessariamente um final feliz.

    [2] Sobre Lewis eu poderia dizer muito, e esta resposta, que já é quase um post de blog, ficaria bem maior. Este é um assunto já bem tratado aqui neste site, e também falo muito sobre ele em meu próprio blog (via tag C. S. Lewis).

    • Oi Cristiano Nerd,

      Às vezes fico me perguntando, não só em termos da literatura e da cultura em geral, o que é que poderia escapar das impressões das patas de Aslan? Seriam ídolos de pedra e de pau? Ele é o grande Iconoclasta, como Lewis sempre dizia, então, não é o que tange nosso olhos, nosso tato, nosso paladar, nem o que entra no homem, e sim, o que sai dele, não é mesmo? Mas isso, como vc mesmo coloca, dentro dos limites do bom senso e do bom gosto.
      Se me permite parafrasear mais uma vez: Tudo posso (nAquele que me fortalece), mas nem tudo convém”. Taí, vou pesquisar seu blog e saiba que já sou sua fã!

      • Olá Dra.,

        Ótima lembrança sobre as palavras de Nosso Senhor:

        “[…] não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem. […] Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. ” Mateus 15:11;18

        E em termos de ser fã: já sou seu fã há muito tempo, então é sempre um prazer aprender e trocar informações contigo! Espero que, ao pesquisar o meu blog, que este seja canal de bênçãos para você.

        God bless.

  3. Amiga,
    Eu acho ambos os livros muito bons.Mas acho que você exagera um pouco nessa história de ocultismo e religiosidade.Para mim isso é uma bobagem,pois se trata de uma obra de F-I-C-Ç-Ã-O.
    Sendo assim, Nárnia é tão “bruxo”quanto harry potter, pois apresenta seres de uma natureza muito irreal(nao que jk nao os apresente tbm) mas gostaria de saber o que narnia tem a ver com o evangelho.

    • Oi Mateus,

      Desculpe a demora na resposta. Mas o fato é que tem pessoas que REALMENTE demonizam a história. É inacreditável de tão ingênuo e equivocado, mas é mais comum do que vc pensa, pessoas até esclarecidas pensarem assim E com isso perdem grandes oportunidades para o reino. Isso me entristece toda a vez que me deparo, mas aí o Aslam dá aquela baforada no meu cangote e tudo fica bem…

      Abração

  4. Sou fã de ambas as séries: As Crônicas de Nárnia e Harry Potter. Porém acho que é um pouco preconceituoso elogiar uma e condenar a outra, porque Harry Potter está sendo condenada, não acho que seja uma obra ruim e que leve as crianças para o ocultismo. Sou grande fã de livros de literatura fantástica (vampiros, lobisomens etc) também gosto muito de mitologia greco-romana, não sou, porém, cristã sou agnóstica.
    Harry Potter é uma obra fantasiosa assim como As Crônicas de Nárnia, e acho que não é relevante aqui se ele se baseia no evangelho ou não. A primeira vez que li as Crônicas vi semelhanças com o que conheço da Bíblia (que é pouco) porém só tive certeza quando pesquisei melhor a vida do escritor e percebi que a semelhança não era coincidência. Mas não é todo mundo que faz a conecção e não é todo mundo que vai pesquisar sobre o escritor.
    Ambas as obras mexem com o imaginário da criança e ambas tem uma mensagem positiva. Não acho que Harry Potter seja mais ruim por se tratar de bruxos no mundo real e os Muggles a que a escritora se refere são pessoas não bruxas, não é pelo fato de elas serem não bruxas que elas desconhecem esse mundo (olhe os padrastos do Harry, eles são Muggles mas sabem sobre bruxaria). Também acho errado condenar um livro por não ter fundamento cristão.
    Um livro pode ter uma mensagem positiva sem precisar se associar com religião, como é o caso do Harry Potter e inúmeros outros livros de fantasia e até contos de fadas.

    Acho que sim depende dos pais controlar o que as crianças leêm e saber que o que ela está lendo é apropriado porém parte, também, da criança saber que o que ela está lendo não é real, mas que pertence ao mundo da fantasia. Um livro só faz mal se a pessoa permite, a leitura é para ser crítica e a censura não é construtiva para o crescimento de ninguém ou a condenação preconceituosa.

    O fato de a criança confundir o que é real com o que é fantasia vale para todos os casos e não só para o ocultismo, afinal existem assassinos que se baseiam na Bíblia para cometer seus atos hediondos assim como existem assassinos que se baseiam no ocultismo. Porém não podemos condenar uma obra usando como exemplo os poucos que são capazes de tais crimes, temos que usar como exemplo a maioria e trabalhar para que esses poucos não se tornem os monstros do nosso mundo.

    Tanto Harry Potter quanto As Crônicas de Nárnia podem ser vistas como obras ruins e como obras boas, porém as vezes tenho a impressão que uma é mais condenada do que a outra e não deveriam, na realidade nenhuma delas deveria ser condenada por se tratar de obras de ficção com o intuito de entreter as crianças ensinando-as valores e trabalhando a imaginação.

  5. Ola, tenho 17 anos, e eu to lendo As Crônicas de Narnia.
    Eu acho muito boa ambas das duas séries. E acho que As crônicas de Narnia tem sim a ver com o evangelismo,
    des do primeiro livro e até o ultimo. Quando li os livros, me lembrei de varias partes da Biblia, como a crusificação de Jesus, a arvore do bem e do mal, a criação, o pecado, o céu, a ultima batalha entre o bem e o mal e varias outras.
    E como si eu estivese lendo a Biblia de outra maneira, de uma maneira diferente. No final do ultimo livro C. S. Lewis diz: “Agora, finalmente, estavam começando o CapÌtulo Um da Grande Historia que ninguém na terra jamais leu: a historia que continua eternamente e na qual cada capitulo é muito melhor do que o anterior.” Quando eu li isso, me veio imediatamente a Nova Jérusalem, que olhos jamais vio e mente nem uma pode imaginar, um lugar lindo, onde verdadeiramente vai ser o capitulo Um. Essa terra é so passageira, isso aqui que nos estamos vivendo so é uma mera historiazinha banal, onde os personagens principais vão vencer no final, e ir para um lugar, onde verdadeiramente as aventuras vão começar.
    Harry Potter é sim, um livro de aventuras, um livro que gosto de ler, é um sonho fazer magia, voar, e tal. No entanto, si me disserem qual dos dois livros eu achei o melhor, vai ser Narnia, toda vez que leio, me encanto, me sinto em paz, en harmonia com migo, com a natureza. Dever ser um pouco porque o meu animal preferido é um Leão, e amo a natureza.
    Se for pra dizer, que todos os livros que tem monstros e tal são ruins, então a Biblia tambem é né? Pois nela tambem tem monstros e eles são feios. e nem por isso ela é uma coisa ruim. Pelo contrario, é um livro Sagrado. E o livro de DEUS.
    Harry Potter tem bruxos e outros bichos, monstros.
    As crônicas de Narnia tem animais falantes, centauros, uma feitiçeira, e outras coisas.

    • Oi Rattaele,

      Prazer em conhecer e que bom que vc curte as Crônicas e as entende profundamente. Esse seu argumento de que se as Crônicas são condenáveis pela violência, a Bíblia tb o seria é fantástico! Eu tb o uso nas minhas palestras. E o mesmo se dá com o “ler a Bíblia de outro jeito”. É claro que não se pode confundir uma coisa com a outra, como não se confunde uma metáfora com a coisa que ela representa ou a que remete.
      Então, vc está no caminho certo, “nas pegadas de Aslam”. Certamente (assim espero) nossos caminhos se tangerão mais vezes.

      Grande abraço

    • Oi Raffaelle,

      Mil perdões de te responder com tanto atraso. É que tive uma falha no repasse das mensagens para o meu e-mail no fim do ano. Só agora estou fazendo uma checagem geral.
      Sua percepção das Crônicas de Nárnia é precisa. Era essa a resposta que Lewis esperava, mas apenas daqueles que “têm ouvidos para ouvir”. Os demais, o secularizam ou endemonizam ao extremo. Mas até esses Lewis previu e amou, pois nunca impõe a intrepretação da história para ninguém. Então, quando vc fala que os “persongens principais” vão ao céu no mundo presente, eu tomaria cuidado. Para Deus, todos são personagens principais, a diferença estão no final feliz ou não da história e esse depende de cada um escrever, ou deixar Deus escrever. Aliás, essa tb é uma diferença fundamental entre As Crônicas de Nárnia e Harry Potter, por exemplo, no qual o ser humano comum é tratado com desprezo. Lewis costumava dizer que para Deus, ninguém é ordinário.

      Grande abraço

  6. olá eu achei um pouco equivocada a sua visão sobre o livro HP, eu sou potterhead e amo Narnia,sim, Harry Potter fala sobre “bruxaria” e essas coisa, mas não no intuito de fazer as crianças se voltarem para o mal, e saírem dando avada kedavra em todo mundo, Harry nós ensina que o bem sempre vence o mal, que o amor e a amizade salvam vidas, ele fala sim sobre o bem e o mal, porque eles existem e as crianças aprendem isso de uma maneira divertida,ele nós mostra a nunca perder a esperança…. Snape nós ensina que as vezes por amor é preciso fazer sacrifícios e que as vezes os que menos demonstram amor são os que mais amam, o magia dos livros, nos faz viver aventuras q nunca vamos viver na vida real, o fato de um pedaço da alma de Voldemort estar dentro de Harry, nós mostra que mesmo ele tento o mal dentro dele ele escolheu o bem, “NÃO SÃO NOSSAS HABILIDADES QUE NOS DEFINEM, SÃO NOSSAS ESCOLHAS…”- Dumbledore

    • Oi Amanda,

      Desculpe a demora em responder. Acho que sua mensagem “submergiu” em meio às demais. Sobre Harry Potter, eu concordo que ele tem muitas lições importantes para nos passar, que devemos honrar como verdadeiras, como a que vc cita no seu comentário. Mas definitivamente, ela segue uma lógica maniqueista, quando diz que o “bem sempre vence”, como se fosse uma lei aleatória e inquestionável. Na realidade da vida, o que vemos é que o bem sofre muitas derrotas, do ponto de vista humano. O sofrimento e a injustiça existem, não tem como negarmos. Mas o Deus em que acreditamos (e Rowling confessa que tem as suas dúvidas) está além do bem e o mal, sendo a Realidade mais ampla por traz das realidades que conseguimos ver na nossa existência terrena (e com isso é tb a Verdade, além das verdades, etc).

      Já Lewis tinha uma postura assumidamente cristã, que ele não negava e frequentemente assumia explicitamente em suas obras.

      Grande abraço

      Gabriele

  7. e outra coisa eu acho que você fica falando e o sopro de Aslam me tocou e essas coisa, você esta agindo da mesma forma que as crianças que você criticou por se acharem bruxos ou começais da morte, so acho…

  8. Harry Potter is just mindblowingly aazming! Mindblowingly may not be a word but my mind is just so blown from Harry Potter that it just makes up words! New follower! Thanks for dropping by 🙂

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