Olha, minha luta tem sido um tanto “inglória” e solitária. Não que a glória fosse minha… Ela é do Senhor e não abro. Mas o fato é que tenho tido muitos contatos isolados de pessoas que lêem e curtem o Lewis no Brasil. Contatos espalhados e esporádicos, entende? Esse site serve precisamente para tentar reunir essas pessoas que, ao que tudo indica, gostam de se esconder.  São uma espécie de “hobbits”, que vivem nas suas tocas, percebe? Eu mesma tendo a isso, rsrs e posso entender muito bem. Mas não consigo ficar de braços cruzados. Aslam certamente está “on the move” ou “a caminho”.
Muitos argumentam que o Lewis não tem nada a ver com o Brasil. Que é “britânico” demais para o nosso povo. Eu já acho que ele fala uma linguagem que apela a todo ser humano: uma linguagem universal, que é a dos grandes clássicos do patrimônio cultural comum da humanidade, que inclui os mitos e os contos de fada. E o que é mais importante e vem ganhando força nos meios seculares cada vez mais virtuais e cibernéticos: ele valoriza a imaginação, usando-a como mediador educacional.

Como criaturas de Deus, criados à Sua imagem e semelhança, simplesmente não temos o direito de viver de forma pouco criativa ou pouco culta. Isso inclui a literatura, a arte mesmo aquela que não pode ser classificada como “cristã” (se é que existe arte “não-cristã”). E como cristãos, mais do que nunca, somos vocacionados a educar e usar a nossa imaginação para o Reino de Deus, da mesma forma que nossa razão, emoções, etc., numa proposta de educação integral.

Bem, você vai me perguntar: E o que isso tem a ver com a repercussão de Lewis no Brasil? Tudinho, meus caros! Quer povo mais criativo do que o brasileiro? E mais aberto para as coisas de Deus, mesmo que muitas vezes, da forma errada?

Por que será que os castores e os meninos não permaneceram no conforto daquele lar tão

quentinho e aconchegante quando chegaram à conclusão, de que Aslam estava chegando? Penso que está na hora dos hobbits aparecerem e se mexerem, principalmente com a repercussão de Nárnia no cinema. Lewisianos, uni-vos! Para a glória de Deus, é claro!