Matéria de capa da revista Ultimato 303 (Novembro-Dezembro 2006) sobre o rei Davi

Matéria de capa da revista Ultimato 303 (Novembro-Dezembro 2006) sobre o rei Davi

“Davi era um homem formidável. Sou fã dele”. Assim o Pr. Elben César começou sua lembrança na devocional semanal para a equipe Ultimato nesta terça-feira, dia 17, sobre um dos personagens bíblicos mais famosos e cativantes: o rei Davi. Ele trouxe um recorte da revista Ultimato 303 de dez anos atrás para mostrar as virtudes do “homem segundo o coração de Deus”. Elben lembrou alguns feitos de Davi, entre eles, aquele episódio quando o futuro rei poderia ter matado seu antecessor ao trono, Saul, na caverna, mas, por respeito, o poupou. Lembrou-se também da honra que Davi dava a Deus em situações cotidianas.

BlogUlt_18_05_16_Rei_DaviA matéria de capa da revista Ultimato 303 começa assim:

Em toda a Bíblia não há outra pessoa de tanta notoriedade quanto Davi. Nem Abraão, que Deus chama de “meu amigo” (Is 41.8). Nem Moisés, que preferiu sofrer o desprezo por causa do Messias a possuir todos os tesouros do Egito (Hb 11.26). Nem os grandes profetas, como Isaías e Jeremias, que gastaram todos os seus dias e todas as suas forças para chamar de volta para Deus o povo eleito. Nem Paulo, o maior missionário e maior expositor do evangelho de todos os tempos.
A notoriedade de Davi nasce do seu relacionamento com Deus, o que se pode ver nas atitudes e nas composições poéticas e melódicas do ex-pastor de ovelhas. Tudo se resume nestas duas declarações que se completam: Davi é o “homem de Deus” (2 Cr 8.14) e o Senhor é o “Deus de Davi” (2 Rs 20.5).

“Davi tem cartaz nas Escrituras e na minha mente. Ele cometeu pecados graves, mas tinha uma nobreza de espírito, uma delicadeza”, disse o Pr. Elben, que terminou sua meditação com a seguinte oração:

“Senhor, dá-nos uma beleza de caráter, uma delicadeza de espírito. Opera em nós!”.

Nosso livro Sangue, Sofrimento e Fé (vencedor de melhor livro de missões em 2015) acaba de ser traduzido para o coreano, com o título “Perseguição e Martírio: histórias contemporâneas do trabalho missionário” (tradução livre). Cinco pessoas trabalharam na tradução diretamente da versão original em inglês. A primeira tiragem será de 5 mil cópias. A publicação tem o apoio da Aliança Evangélica Mundial.

A notícia não é boa apenas do ponto de vista editorial. O assunto é extremamente sério e deve ser discutido pela Igreja Global, seja na Europa, no Brasil, na Ásia (e em todos os outros continentes).

Confira a seguir a versão asiática da capa de Sangue, Sofrimento e Fé:

 

CAPA

BlogUlt_16_05_16_Sangue_Sof_Fe_coreano

CONTRACAPA

BlogUlt_16_05_16_Sangue_Sof_Fe_coreano3

 

CAPA EM PORTUGUÊS

BlogUlt_16_05_16_Capa_Sangue

 

CAPA EM INGLÊS (ORIGINAL)

 

BlogUlt_16_05_16_Capa_Sangue_ingles

Ultimato-aula-fenomenologiaO conteúdo da revista Ultimato 360, que tem como matéria de capa “As muitas espiritualidades em São Thomé das Letras e a graça de Deus”, foi um prato cheio para os alunos do Centro Evangélico de Missões (CEM), nos últimos dias. É que o professor Carlos Rogério*, missionário da WEC/Brasil, usou a matéria de capa para auxiliar nas discussões das aulas de Fenomenologia da Religião, que encerram hoje (11/05).

A Fenomenologia da Religião é um ramo de pesquisa da Antropologia Cultural e que busca identificar e compreender as variadas manifestações dos fenômenos religiosos em sua essência. Embora seja uma área de investigação e estudo relativamente nova, nos que diz respeito a sua aplicação missiológica, a Fenomenologia tem conquistado cada vez mais espaço nos currículos das instituições de capacitação e formação missionária, devido à constatação de que o conteúdo abordado na disciplina é de extrema necessidade para o missionário entender melhor a cultura e as manifestações religiosas de um grupo.

Capa_Ultimato360O professor Carlos comentou que a revista deu uma contribuição muito significativa para as aulas, “pois ajudou a fixar os conceitos trabalhados com os alunos, sobre  a diversidade das formas religiosas, pluralidade nas religiões e a importância de se compreender o homem religioso em suas manifestações do sagrado e do profano”.

Rogério também destacou que a matéria de capa da revista, que fala sobre comunidades esotéricas alternativas, “possibilitará uma abertura para a discussão do assunto entre pastores, líderes e missionários, que tanto necessitam entender, pesquisar e se envolver com a evangelização desses segmentos da sociedade, que buscam preencher suas lacunas existências através da religiosidade”. “A Igreja Brasileira precisa estudar mais sobre os fenômenos religiosos e aplicar esse conhecimento na evangelização e contextualização da mensagem”, concluiu o professor.

Ouça a seguir o comentário do editor, Elben César, sobre a Ultimato 360:

*Carlos Rogério Silva é missionário da WEC Brasil/Missão AMEM há vinte anos e membro da Oitava Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte (MG). Serviu em Burkina Faso e Senegal por dez anos. É Bacharel em Teologia com especialização em Missiologia pelo MTC Latino Americano, Universidade Metodista Izabela Hendrix, e em Linguística pela ALEM. Atualmente é mestrando em Missiologia no Centro Evangélico de Missões (CEM).

 

ESPECIAL – Dia das Mães

Por Gladir Cabral

Solta teu canto pelos quatro ventos
Há quem precise ouvir tua voz
Que teus poemas brotem quais rebentos
E que desatem velhos nós.

Deixa habitar teu coração
O que motiva a esperança
O que abençoa e faz andar
Sob este sol ou sobre o mar

Solta teu canto pelos quatro ventos
Há quem precise ouvir tua voz
Que teus poemas brotem quais rebentos
E que desatem velhos nós.

Risca no chão o teu sinal
Memorial de vida inteira
Salmo de paz, verso de amor,
Luz da manhã, cheiro de flor

Nota: Gladir Cabral explica esta canção aqui.

ESPECIAL – Dia das Mães

Por Wolô

Tamara

Dizem que mães superam tudo
Mas eu nunca vi nada igual
Por fora esse mundo miúdo
Por dentro uma fé capital

O olhar sempre umedecido
No rosto um sorriso sereno
Na alma um suspiro incontido
Por cima um espírito pleno

Na voz embargada e tão tensa
Amargas e doces lembranças
Em tempos de dúvida imensa
Certeza de haver esperança

Na casa por vezes sombria,
A prece lhe faz companhia,
Mas quando ela fala dos filhos
Seus olhos recobram os brilhos

Por esses que ela ama tanto
As mãos do seu Mestre ela traz
A esquerda molhada de pranto
E à destra um aceno de paz

(In memoriam)
__________________________________

O melhor momento

Ouvia histórias de Dona Tamara
Ucrânia, Alemanha e a segunda guerra,
Os pais adotivos sem teto, sem terra,
O Campo, os trabalhos, o pão que minguara.

Talvez condoído ou mudando de assunto
Quem sabe buscando uma boa saída
– Qual foi o momento melhor de sua vida?
Olhando em seus olhos sofridos, pergunto.

Um Oh ucraniano suspira do fundo
Do peito, da alma, da última fibra
Seus olhos se acendem, seu âmago vibra
E abre o sorriso mais lindo do mundo

(Pensava eu, ingênuo, no seu casamento;
Seu primeiro encontro em Joaçaba Luzerna
Ou um de seus sonhos na pátria eterna
Ou mesmo o dia do meu nascimento…)

Mas não, nada disso explicava o brilho
Dos olhos, da face, da alma e da mente
E após doce pausa falou ternamente:
– Meu melhor momento, eu lhe conto meu filho

– Um dia as sirenes do Campo tocando
Contavam que a guerra havia acabado
Pessoas felizes, abraços bem dados;
Mas esse ainda não foi o meu quando

Mas quando meu grupo de escoteirinhas
Marcou um passeio aos Alpes lá perto
Que o que ocorreu em meu peito é por certo
O auge perfeito das memórias minhas

No alto daquela montanha florida
Vivi meu instante mais lindo e mais forte
Enquanto lá embaixo chorava-se a morte
O ar lá de cima transbordava vida!

(21 de agosto de 2013)

 

MÚSICA DE CRIANÇAS PARA “NINAR” MÃES
Ouça e veja a canção de Wolô para crianças cantarem para suas mães:

ESPECIAL -Dia das Mães

Por Armindo Trevisan

Dorme, minha mãe, em meus braços
como a lua na clareira de um bosque.
Ali estou à tua espera
desde que teu ventre se aligeirou
com meu peso. Teu sono é meu sono,
povoado com os sonhos que esqueceste
no sangue. Visto-te com as folhas
dos suspiros que não nasceram.
Além de mim
te reconquisto
em cada flauta de álamo
ou pluma de chuva. Dorme, senhora,
neste espaço que já foste em mim,
e hoje sou no alpendre
de tua boca
fechada como um favo.

 

Nota: Poema publicado no livro do autor “A Mesa do Silêncio (Porto Alegre, LPM Editores, 1982). O livro é uma série de poemas sobre a maternidade.

“Quando produzi essa ilustração, eu tinha em mente sentimentos e valores que minha mãe me passou”, diz Marcelo Bittencourt

“Quando produzi essa ilustração, eu tinha em mente sentimentos e valores que minha mãe me passou”, diz Marcelo Bittencourt

ESPECIAL – Dia das Mães

O artista de artes visuais Marcelo Bittencourt mora em Curitiba e tem uma imensa gratidão pelo que sua mãe Maria Hermínia ensinou a ele (não muito com palavras, mas com ações). Além de criar uma ilustração exclusiva para este portal e de outra que já estava pronta, Bittencourt também fez questão de falar um pouco da história da sua mãe:

OPi_06_05_16_Maae_Marcelo

Ilustração de Marcelo Bittencourt retrata o bom humor na relação mãe e filho

Acho que um dos valores mais fortes que minha mãe Maria Hermínia me passou de maneira bem natural foi o “doar-se”. Minha mãe veio de uma família com muitas dificuldades financeiras. Ela trabalhava para pagar a faculdade e ajudar no sustento da casa. Mas sempre se envolveu com projetos da igreja e projetos sociais.

Em São Paulo, nossa cidade natal, lembro de que ela sempre me levava ao Projeto Tiago, um projeto que trabalhava no contraturno de meninas bastante carentes. Minha mãe nos levava, eu e meu irmão, para esse Projeto, enquanto dividia seu tempo conosco e com as meninas. Não foram poucas as vezes em que ela levava as meninas e pessoas das famílias dela ao seu consultório odontológico onde oferecia serviços gratuitos. Muitas vezes o tempo tomado com o projeto social sobrepunha ao seu trabalho remunerado. Se ela pudesse “cortar da própria carne” e dar para aquelas meninas, ela faria. Minha mãe nunca fez discurso de que precisamos nos doar. Não me lembro disso. Mas me lembro das atitudes dela. Me lembro de ter ciúmes, quando pequeno, porém mais tarde eu pude entender o quanto era importante ela se conectar e se doar para aquelas vidas preciosas. Minha mãe sempre se doou, não somente por mim ou meu irmão, mas pelos mais carentes.