[Especial 500 Anos da Reforma]

Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos.
— Efésios 2.10

Vocês têm me ouvido dizer com frequência que a vida cristã tem duas dimensões: a primeira é a fé, e a segunda são as boas obras. Um cristão deve viver uma vida devota e sempre fazer o que é certo. Porém, a primeira dimensão da vida cristã – a fé – é a mais importante. A segunda dimensão – as boas obras – não é tão valiosa quanto a fé. Entretanto, as pessoas ao redor do mundo adoram as boas obras. Elas as consideram muito superiores à fé.

As boas obras são sempre avaliadas como muito superiores à fé. É verdade que devemos fazer boas obras e respeitar a importância delas. Mas devemos ser cuidadosos para não elevarmos as boas obras a tal ponto que a fé em Cristo se torne secundária. Se as estimarmos demais, as boas obras podem tornar-se a maior das idolatrias. Isso tem acontecido tanto dentro quanto fora do cristianismo. Algumas pessoas valorizam tanto as boas obras que negligenciam a fé em Cristo. Elas pregam sobre as suas próprias obras e as louvam em vez de fazer isso com as obras de Deus.

A fé deve vir em primeiro lugar. Depois de pregarmos a fé é que, então, devemos ensinar as boas obras. É a fé – sem as boas obras e antes das boas obras – que nos leva ao céu. Nós chegamos a Deus somente por meio da fé.

Ao longo de 2017, Ultimato vai relembrar e celebrar os 500 anos da Reforma Protestante. O Blog vai publicar, sempre às segundas-feiras, uma devocional do reformador Martinho Lutero, retirado do seu Somente a Fé - Um Ano com Lutero.

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