blogUlt_04_04_14_lausanne2Michael Oh, diretor executivo do movimento Lausanne Internacional e, Marcos Amado, suplente do Conselho Coordenador da Aliança Evangélica, abriram o Encontro da Aliança Evangélica: um chamado à humildade, à integridade e à simplicidade refletindo sobre as influências do Movimento Lausanne sobre as missões mundiais.

Amado faz um resgate histórico dos três congressos, começando por Lausanne I, que aconteceu na cidade de mesmo nome, na Suiça, em 1974, reuniu 2.700 participantes e colocou os importantes temas da missão integral e povos não alcançados na pauta da missão mundial.

A América Latina foi especialmente privilegiada por ter dois de seus grandes teólogos participantes e atuantes no congresso: René Padilla e Samuel Escobar, que até hoje trazem boas contribuições à missão integral na região.

Lausanne II aconteceu em Manila, capital das Filipinas e reuniu três mil participantes, mas aparentemente, como diz Marcos Amado, o Manifesto de Manila não exerceu o mesmo impacto na missão mundial. Diferente do Congresso Lausanne III, que aconteceu na Cidade do Cabo, África do Sul, em 2010, e reuniu quatro mil líderes de 198 países. O Compromisso da Cidade do Cabo tem tido grande influência na visão mundial de missão, pois colocou em pauta temas como globalização, revolução digital, povos em movimento e outros que precisam ser considerados aos pensarmos estratégias missionárias locais e transculturais.

“Por que o mundo precisa de Lausanne hoje?”

Foi com esta pergunta que Michael Oh começou sua fala e defendeu que nenhum grupo, instituição ou movimento deve tomar sua existência como óbvia.

Para Oh, aspectos essenciais do movimento internacional merecem destaque ao pensarmos na resposta. Em primeiro lugar, a visão estratégia de influenciar os influenciadores leva o movimento a identificar novos líderes, mentoreá-los, acompanhá-los e conectá-los uns aos outros. Em segundo, a reflexão que Lausanne trouxe para o envolvimento da Igreja com os pobres, que ultrapassou o aspecto político e passou a pensar uma resposta espiritual da Igreja aos pobres. Outro item que Oh destacou é a capacidade que o movimento tem de catalisar a missão missionária mundial, que naturalmente fomenta parcerias e iniciativas locais, regionais e internacionais que pensam e promovem a evangelização mundial.

Além de defender a necessidade de Lausanne para hoje, o diretor executivo do movimento internacional termina pensando no futuro:

“Por mais estratégicos e globalmente impactantes que tenhamos sido nos últimos anos, nosso impacto mais eterno ainda está adiante de nós. É nosso desejo ver toda igreja, levar todo o Evangelho para todo mundo”.

Participe

Todos estão convidados a participar da comemoração global pelos 40 anos de Lausanne no domingo, 13 de julho. O convite de Michael Oh é para que cada igreja possa apenas orar em gratidão; separar um tempo para celebrar pelo que Deus tem feito pelo movimento; ou mesmo fazer a leitura coletiva do Pacto de Lausanne ou o Compromisso do Cabo.

 

Registro jornalístico: Tábata Mori

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