Por Haroldo Cook

“Vieram do Oriente uns magos a Jerusalém, perguntando: onde está aquele que nasceu Rei dos Judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente, e viemos adorá-lo.” (Mt 2.1,2).

A respeito dessa busca, notemos:

I – A finalidade da busca. Estes magos eram gentios, e assim não perguntaram “Onde está nosso Rei?” Mas devido às profecias de Isaías, houve uma expectativa geral sobre a vinda do Rei dos Judeus. Queriam vê-lo. Não vieram entrevistar outros magos, ou filósofos judaicos, nem negociar. Evidentemente, eram crentes em Deus e na sua terra tinham alguma revelação divina, pois falaram de um acontecimento que já havia se dão – “aquele que nasceu”. O Messias prometido não chegou como os Judeus imaginaram que um rei deveria chegar, e por isso não O reconheceram; Mas os magos não tiveram preconceitos, queriam ver o Rei de qualquer maneira. Fazem-nos lembrar daqueles gregos que mais tarde disseram a Felipe: “Senhor, queremos ver a Jesus” (João 12.21).

II – A origem da busca. “Vimos a sua estrela no Oriente”. Esta não foi uma estrela qualquer, mas uma estrela especial. Foi “sua estrela”, escolhida por Deus. Fez viagem, guiada por Deus, para chegar onde foi vista pelos magos. Pairou no Oriente, o lugar de esperança. E no Oriente onde o sol nasce, começando o novo dia. Mais tarde, a mesma estrela “ia adiante deles, até que parou sobre o lugar onde estava o menino” (Mat. 2.9). Que estrela privilegiada: Entre as milhares de estrelas do espaço infinito, esta foi honrada em ser “sua estrela.” Quando Deus falou com Jó a respeito da criação do mundo, Ele disse que as “estrelas da alva juntas alegremente cantavam” (Jó 38.7). Será que elas repetiram esse cântico quando chegou “a brilhante estrela da manhã?” (Ap 22.16). Caso sim, sem dúvida, a estrela especial do seu nascimento cantou com elas.

III – O motivo da busca. “Viemos adorá-lo!” “Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, O adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-Lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra” (ver. 11). Não honraram assim o rei Herodes, mas esta criancinha mereceu a melhor homenagem que podiam prestar. Quanto mais o crucificado e ressuscitado merece a nossa adoração! Isaías profetizou que “trarão ouro e incenso”. Vamos adorá-lo, não somente por palavras, mas também em nossas vidas.

<< Ultimato, novembro de 1968

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