Em seus passos, o que (não) faria Jesus

Se no passado não fumar, não beber e não jogar era um certificado de conduta para os evangélicos, hoje não parece significar muita coisa. Fumar é proibido. Beber, o Ministério da Saúde não aconselha. E jogar é ilegal.

É preciso mais do que boas maneiras e uma lista de regras para identificar aqueles que são verdadeiramente comprometidos com Jesus Cristo. E, pior, as pesquisas indicam que os cristãos não são diferentes do restante da sociedade quando avaliados por esses mesmos critérios e pelo estilo de vida.

Esse é o assunto do livro O Escândalo do Comportamento Evangélico — por que os cristãos vivem exatamente como o mundo?, do conhecido escritor Ronald Sider, autor também de um dos clássicos do final dos anos 70, "Cristãos Ricos em Tempo de Fome". Para Sider, preletor principal do 4º Encontro RENAS, se os cristãos não vivem aquilo que pregam, o cristianismo se torna uma farsa.  E os dados apontam uma razão óbvia: “os discípulos de Jesus dos dias atuais não agem como Jesus”. Algo com efeito do tipo bola-de-neve: “o comportamento escandaloso ridiculariza a Cristo, prejudica o evangelismo e destrói a credibilidade do cristianismo”.

A análise devastadora do autor é também um apelo aos seus leitores. Não importa o tamanho da crise ou da infidelidade. É preciso recomeçar e acreditar que o Senhor que afirmamos amar e adorar continua à porta. A fé bíblica faz diferença. Ou, nas palavras do autor, “alguém duvida que o nosso Senhor anseia responder aos nossos apelos por um reavivamento?”

Publicado nos Estados Unidos pela Baker Books, "O Escândalo do Comportamento Evangélico" recebeu o Christianity Today Book Award 2006, prêmio conferido pela revista norte-americana Christianity Today. No Brasil, a Editora Ultimato faz o lançamento da obra em novembro.

  1. É realmente incrível o comportamento atual dos cristãos, enquanto Jesus diz para amarmos os nossos inimigos, somos pegos de surpresa em uma situação muito difícil de lidar: cristãos que odeiam até os próprios amigos…

  2. A hora não é apenas de reflexão mas também de compromisso, como de fato sempre o foi. A fé superficial é, muitas das vezes, a tônica atual, no meio dos cristãos, quando vemos líderes propondo o que os crentes não aceitem o sofrimento, a pobreza e outras situacões aflitivas. Penso que a causa disso, esteja no fato de não termos mais crentes “bereanos” que examinem nas Escrituras o que dizem esses líderes. Também, não há mais limites entre o “santo” e o “profano”, tudo (ou quase tudo) é permitido. Outra coisa: há uma constante migracão de crentes de uma igreja para outra e, creio que isto se deva, também, ao fato de não suportarem a sã doutrina. Há muita meninice, muito analfabetismo bíblico, e pouco dicernimento do que seja Reino de Deus. Por faltar essa visão de Reino e a justica que dele advem (Mt 6.33), muitos enveredam por esse caminho tortuoso. Como no dizer de Paulo: “Sofro dores de parto, até que Cristo seja gerado em vós”. Ou como disse João: “Aquele que diz estar nele, deve também andar como Ele andou”.

  3. Edivan, Londrina - PR

    É IMPORTANTE QUE HAJA PALAVRAS PROFÉTICAS COMO AS DE RONALD SIDER! NÓS COMO IGREJA PRECISAMOS REVER NOSSOS CONCEITOS E PRÁTICAS TENDO EM VISTA A ESSÊNCIA DO COMPORTAMENTO CRISTÃO APONTADO PELAS ESCRITURAS!

  4. Creio que, embora abundem as palavras sem sentido bíblico e conteúdo espiritualmente saudável, há vozes como a de Sider. Obviamente que a dele é também oportuna e necessária. O que tem faltado e resposta adequada. Temos problemas em assumir nossas responsabilidades quanto ao nosso próprio comportamento.

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