Semana 77: Lucas 24.13-53

Naquele mesmo dia, dois dos seguidores de Jesus estavam indo para um povoado chamado Emaús… — Lucas 24.13

A quem esta passagem se refere? Quem eram os dois discípulos? E por que “dois”? Eram dos 72 discípulos enviados por Jesus em Lucas 10. E eram dois porque em Lucas 10, Jesus os enviou de dois em dois. Estavam cumprindo a ordem de envio por Jesus.

E qual era a reação destes dois discípulos diante do encontro com o estranho (Jesus) que achavam não saber nada a respeito dos últimos eventos tão importantes na vida da cidade de Jerusalém? Eles estavam atônitos, ignorantes até mesmo da presença de Jesus entre eles. E Jesus, por sua vez, foi paciente, ouvinte, e os acompanhava com interesse genuíno e intimidade.

Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez como quem ia para mais longe. Mas eles insistiram com ele para que ficasse, dizendo:— Fique conosco porque já é tarde, e a noite vem chegando. —Lucas 24.28-29a

E a mesma situação continua no transcurso do que segue.  Os dois discípulos demoravam para entender e estavam mal-informados a respeito de Jesus. Mas Jesus, por sua vez, se mostra atencioso e paciente, mesmo exortando com franqueza. E na sequência, quando os dois discípulos (dos 72) estão com os onze (dos doze mais íntimos), todos se alegram com a memória da presença viva de Jesus. Mas ao mesmo tempo, os discípulos também ficam assustados e com dúvida (vv.36-41). E Jesus continua pacífico e atende às fraquezas dos discíipulos: a sua necessidade de provas.

Finalmente, no momento da comunhão (vv.41-49), Jesus incumbe os discípulos com a missão de continuar o projeto do reino de Deus inaugurado por Deus na vida, morte e ressurreição de Jesus. Entretanto, a ordem não é bem de “ir”, pelo menos não de “ir” imediatamente. Antes é necessário esperar a chegada do Espírito Santo nas suas vidas para terem a capacidade “do alto” para realizar esta missão.

“Esperar”. Quantas vezes, devidamente entusiasmados, não temos a paciência de esperar o momento de Deus, a vinda do Espírito antes de iniciar uma missão. A bênção de Jesus (vv.50-53) segue a disposição não apenas de “ir”, mas também de “esperar”.

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