Por Luana Souza Santos

 

Com dez anos de idade superei um desafio. Desde muito nova alguns pensamentos me incomodavam, excepcionalmente os que reforçavam a ideia de que eu não conseguiria alcançar o que almejava. Aluna do 5°ano e residente em Araçariguama-SP, sempre muito quieta e com muita vontade de estudar, fui selecionada para participar de um Concurso de Redação, realizado por uma empresa da região. Concurso que tinha como tema “Os 100 anos da Imigração Japonesa”, e como prêmio uma câmera digital, que na época todos queriam ter.

De início me senti triste, pois de praxe pensei que não conseguiria nem ao menos escrever uma redação sobre um tema do qual eu nem sabia do que se tratava. Os colegas de classe estavam entusiasmados com a possibilidade de ganhar, e eu… bem, não diria entusiasmada. A empresa que realizou o concurso fez uma palestra sobre o tema, para que todos tivessem o conhecimento necessário para redigir o texto.       

Lembro-me com clareza das fotos e dos textos expostos na palestra, e o quanto tudo o que foi dito no dia era abstrato, afinal, era um pouco difícil entender sobre Imigração com dez anos de idade. Fiquei tão preocupada em relação à redação, que apenas com o apoio da professora consegui ficar um pouquinho confiante. Finalmente, escrevi o meu texto em dois dias. No primeiro dia, fiz um rascunho, e no segundo, o texto definitivo. Para minha surpresa, acabei escrevendo mais do que o limite, que era apenas trinta linhas, e isso gerou uma insegurança enorme, pois senti que a redação estava incompleta.

Com a redação encaminhada para a empresa que estava realizando o concurso, fiquei muito ansiosa para saber o resultado. Os pensamentos negativos que apenas reforçavam que eu não seria capaz e inteligente o suficiente para ter feito um bom texto eram frequentes. Alguns colegas de classe diziam que eu nunca ganharia o concurso por ser menina, e isso me deixava ainda mais insegura e triste.

Em um dia ensolarado e aparentemente normal, todos os alunos foram chamados ao pátio da escola, e nós já sabíamos do que se tratava… o resultado do concurso. Para que ninguém percebesse a minha insegurança misturada com ansiedade e tristeza, sentei no último lugar disponível no final do pátio. Eu estava tão atordoada em me sentir inferior e incapaz, que não escutei quando anunciaram o meu nome, e só percebi que minha redação tinha sido escolhida quando todos viraram para trás falando para eu levantar e ir pegar o meu prêmio. De início não acreditei, e me senti uma tola por me sentir insegura e não acreditar em mim mesma, e na capacidade advinda de Deus.

A partir desse dia reconheci que posso conquistar o que eu quero, desde que eu confie em Deus e em mim mesma, pois ninguém pode rotular que sou incapaz, assim como eu não posso reforçar isso para mim. Aprendi a sonhar e também a trabalhar para realização dos meus sonhos, e sempre acreditar independente de qualquer dificuldade, e a incentivar o florescimento disso em outras pessoas, pois nada vale aprender, sem passar adiante. E o mais incrível são os efeitos que isso culminou no meu desenvolvimento pessoal e social, principalmente na adolescência. Hoje, encaro desafios de uma forma positiva, e tento sempre superá-los, como uma forma de adquirir experiência. Contudo, foi a partir desse desafio que alcancei inúmeras conquistas pessoais quanto profissionais, pois percebi que se estou com Deus, tudo posso.

“Tudo posso naquele que me fortalece. ” 

 

Resgatamos mais uma história do Prêmio Cida Mattar 2017, da Luana, do Programa Arte e Vida, da Associação Beneficente Vale da Bênção (AEBVB). Recebemos histórias lindas e abençoadoras. Agora, esperamos a sua! O tema desse ano é: Coragem da alma – a virtude dos resilientes. Participe!

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