segundas

 

 

 

 

 

Vá ter com os elefantes, ó mãe moderna, considera os seus caminhos e sê sábia.

Olhando vários artigos sobre a atuação das mães no reino animal, chamou-me a atenção da mãe elefanta. Aliás, meu filho, que recentemente aprendeu a jogar Trunfo, aquele jogo de cartas com estatísticas sobre diversos animais, quer sempre a carta dos elefantes porque com ela ele pode ganhar  em vários quesitos.

1. A espera é longa! São 22 longos meses de espera pelo filhote que nasce com 100 kg, cego, e completamente dependente da mãe. Esta espera, no caso das mães modernas, é algo que precisa ser mais valorizada e aproveitada. Somos impacientes e nossa impaciência nos leva a pular etapas e a não aproveitar as lições presentes na espera. Não é atoa que o calendário cristão reserva quatro semanas no calendário litúrgico para celebrar o Advento, que significa “a vinda” ou “a chegada”. Ele deve ser observado pelos cristãos como um tempo de preparação e alegria lembrando da chegado do menino Jesus ao mundo, dois  milênios atrás, e da nossa espera atual pela chegada do Rei Jesus, com poder e glória, justiça e juízo.  Quem não aproveita a espera acaba despreparado para os vários adventos de sua vida.

2. O trabalho é árduo e precisa ser compartilhado! Bebês elefantes nascem com poucos instintos de sobrevivência e precisam aprender com suas mães a arte de viver. As mães elefantas buscam a ajuda de outros membros mais experientes do bando. A mãe escolhe entre suas colegas várias “babás” para ajudarem na tarefa de proteger e cuidar do filhote enquanto ela se ocupa de comer bastante para produzir o leite necessário para o bebê.  Mães modernas precisam se abster da tendência ao individualismo e independência e trazer membros de sua comunidade para uma relação mais próxima com seus filhos, mesmo que haja o risco de conflitos que precisarão ser administrados. Uma criança criada em comunidade que sabe que muitos querem o melhor para ela, é uma criança mais feliz e mais forte.

3. O luto é coisa séria e afeta a todos! Os elefantes são animais que vivem em bando e demonstram uma complexidade social incrível. A comunidade científica mantém pesquisas sobre seu comportamento há décadas sem esgotar todos os seus mistérios. Seria um erro dizermos que os elefantes experimentam o luto como nós. resguardadas as diferenças, é claro. Eles não têm as capacidades de abstração cognitiva que os seres humanos têm. “Eles não conseguem antecipar a morte da mesma forma que nós podemos, ou imaginá-la da forma abstrata que fazemos. O luto deles é diferente, é simplesmente sobre a perda.” Fonte.  Mas o fato é que eles sentem a perda, choram de verdade e tentam enterrar os seus mortos. “Quando um animal morre, cada um terá de avaliar como o grupo social mudará e terão de se avaliar em função desta nova hierarquia. Toda a dinâmica do grupo muda, e eles precisarão descobrir como se adaptarão no grupo.” Fonte. Isto também acontece conosco. Não podemos deixar uma família só na hora do luto. O fato é que muitas mães estão desoladas hoje, chorando a morte de seus filhos. Assim como a selva africana oferece muitos perigo paras os jovens elefantes, nossas cidades estão repletas de perigos. Para cada adolescente executado de forma violenta neste país, há uma mãe, uma avó, uma tia, que chora sua morte.  Para cada criança ou adolescente vítima de acidentes estúpidos há choro, e este choro deveria nos afetar profundamente!

 

Assista o vídeo emocionante, produzido por Martyn Colbeck

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