A teologia do rebanho

sábado

Guiaste o teu povo como a um rebanho pela mão de Moisés e de Arão. (Sl 77.20.)

As duas palavras — rebanho e igreja — são quase sinônimas. Ambas se referem à congregação dos salvos, à assembleia dos crentes em Jesus. A primeira aparece no Antigo e no Novo Testamento. A segunda é uma palavra desconhecida no Antigo Testamento.

A teologia do rebanho no livro de Salmos é muito bonita e parece contar a história do povo eleito: “[O Senhor] matou todos os primogênitos do Egito […], mas tirou o seu povo como ovelhas e o conduziu como a um rebanho pelo deserto” (Sl 78.51,52). “Guiaste o teu povo como a um rebanho pela mão de Moisés e de Arão” (Sl 77.20). “Reconheçam que o Senhor é o nosso Deus. Ele nos fez e somos dele: somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio” (Sl 100.3).

É por causa desse significado religioso, amável e ao mesmo tempo austero que o salmista pôde escrever o Salmo Pastoril (Sl 23), que descreve o cuidado meticuloso do Senhor como o seu pastor pessoal.

No Antigo Testamento, Deus é o “Pastor de Israel” (Sl 80.1). Em seu discurso em Jerusalém durante a festa da Páscoa, Jesus se apresentou como “o bom pastor”, aquele que “dá a sua vida pelas ovelhas”, diferente do pastor empregado, do pastor assalariado, do pastor mercenário. Este é incapaz de se expor ao perigo, de correr qualquer risco, de sacrificar-se: “Quando vê que o lobo vem, abandona as ovelhas e foge” (Jo 10.11-13).

Nesse mesmo discurso, Jesus se mostra preocupado com suas outras ovelhas que não estão no momento no mesmo aprisco, e promete reunir as de lá e as de cá num só rebanho, do qual ele será o único pastor (Jo 10.16,17). 

>> Retirado de Um Ano com os Salmos. Editora Ultimato. 

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