Sob suas asas

domingo

Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram. — Mateus 23.37 

 Nesta passagem, Cristo nos dá uma bonita ilustração de fé. O Senhor, carinhosamente, diz aos israelitas que ele teria sido, de bom grado, a mãe deles caso eles tivessem desejado ser os seus pintinhos. Observe cuidadosamente as palavras e a ilustração de Cristo. Ele enuncia essa expressão de todo o coração e com grande seriedade. Nesse trecho, vemos como devemos agir em relação a Cristo, como ele pode nos ajudar, como devemos fazer uso dele e desfrutá-lo. Se observarmos como uma galinha se comporta com os pintinhos dela, então veremos Cristo e nós mesmos representados de tal maneira que nenhum artista poderia pintar. 

As nossas almas são os pintinhos, e o Diabo e os espíritos malignos são os gaviões no ar. A exceção é que nós não somos tão espertos quanto os pintinhos que correm para debaixo das asas da mãe. Além disso, os demônios são mais habilidosos em nos atacar do que os gaviões em agarrar os pintinhos. Anteriormente, ensinei como não basta ser devoto, realizar boas obras e viver em estado de graça. Pois nem mesmo a nossa justiça, muito menos a nossa injustiça, resistirá diante dos olhos de Deus e do julgamento dele. Eu disse que fé, se for genuína, não depende da própria habilidade de crer, mas agarra-se a Cristo e se coloca sob sua justiça. Assim como os pintinhos não confiam em si e na própria rapidez, e simplesmente fogem para debaixo do corpo e das asas da galinha, também devemos correr para Cristo e deixar que ele seja o nosso escudo e proteção.

 

>> Retirado de Somente a Fé [Martinho Lutero]. Editora Ultimato.

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