Porque assim diz o Senhor Deus, o Santo de Israel: Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes. Antes, dizeis: Não, sobre cavalos fugiremos; portanto, fugireis; e: sobre cavalos ligeiros cavalgaremos; sim, ligeiros serão os vossos perseguidores. (Isaías 30.15-16)
A confiança em Deus torna-se necessária quando esgotamos todas as outras possibilidades. Ouvimos com frequência: “Além de orar, haveria alguma coisa prática que eu possa fazer?”. A oração é um extra, é aquilo que faço quando os outros recursos esgotaram. Um bom plano de saúde me oferece mais segurança do que a confiança em Deus. Geralmente, diante de um grave problema de saúde, consultamos primeiro o plano; quando os recursos da ciência se esgotam, oramos. Foi isso que aconteceu com Israel: o sossego e a tranquilidade estavam na confiança em Deus, mas eles não quiseram; preferiram cavalos velozes, mais eficientes quando tivessem que fugir, mas não perceberam que os cavalos dos inimigos serão sempre mais velozes.
A salvação está no sossego da conversão, e a força, na confiança tranquila em Deus. Podemos buscar bons profissionais, mas não serão eles nem outro recurso algum que nos darão o sossego, a força que a confiança tranquila em Deus nos dará. O problema de Israel – e também o nosso – é que nem sempre queremos nos submeter ao caminho de Deus. Confiamos mais nos “cavalos velozes” do que no Deus que acalma o coração e oferece-nos descanso para a alma.
Senhor, livra-me do desejo de fugir das ameaças que enfrento. Faze-me sossegar a minha alma na confiança em ti. Amém.
>> Retirado de O Caminho do Coração [Ricardo Barbosa]. Editora Ultimato.
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