De Sião os abençoe o Senhor, que fez os céus e a terra! (Sl 134.3.)
Quem é que nos abençoa? Aqueles que nos puseram no mundo? Aqueles que nos batizaram? Aqueles que nos ensinaram as primeiras letras? Alguém mais velho do que nós? Alguém mais santo do que nós? Alguém mais poderoso do que nós?
A rigor quem tem autoridade para nos abençoar é Aquele “que fez os céus e a terra”. Esse é o ensino do salmista: “Sejam vocês abençoados pelo Senhor, que fez os céus e a terra” (Sl 115.15). A mesma palavra aparece mais adiante: “De Sião os abençoe o Senhor, que fez os céus e a terra” (Sl 134.3).
Em situações complexas, de onde nos virá o socorro? A pronta resposta não pode ser outra senão esta: “O nosso socorro está no nome do Senhor, que fez os céus e a terra” (Sl 124.8).
O propósito do salmista é levar-nos ao Todo-poderoso e não a alguém maior do que nós, mas menor do que Deus. O Deus que nos socorre e nos abençoa é o mesmo que “fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há” (At 4.24; 14.15; Ap 14.7). O poeta quer gerar confiança e segurança, quer evitar o desapontamento: “Como é feliz aquele cujo auxílio é o Deus de Jacó, cuja esperança está no Senhor, no seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e que mantém a sua fidelidade para sempre!” (Sl 146.5,6).
Precisamos nos aproximar não das cisternas, não dos lagos, não dos rios, mas da Fonte primeira, da qual sai a água das cisternas, dos lagos e dos rios. Daquele que “em seis dias fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe” (Êx 20.11).
>> Retirado de Um Ano com os Salmos. Editora Ultimato.

