A incontida vontade de elogiar o Senhor

sábado

Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre! (Sl 145.2.)

Não é fácil adorar a Deus. O louvor não pode ser formal, não pode ser bajulatório, não pode ser interesseiro. Há falsos e verdadeiros adoradores. Os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade, e são estes os adoradores que Deus procura (Jo 4.23). Na verdadeira adoração o louvor flui espontaneamente de dentro para fora, sem esforço, sem hesitação, sem palavras rebuscadas, sem memória curta. No fundo, o louvor aceitável é aquele que parte de alguém que sente uma incontida vontade de elogiar o Senhor e tudo o que Ele fez e faz, depois de enxergar com clareza sua glória e suas obras.

É difícil encontrar nas páginas das Sagradas Escrituras alguém que adore a Deus tantas vezes e com tanto fervor como o salmista. Num de seus poemas, o poeta solta a língua e vai proclamando as grandezas daquele que o tirou de um atoleiro de lama para um lugar seguro. Ele fala do glorioso esplendor da majestade de Deus, de sua grandeza sem limites, de seus atos poderosos, de suas maravilhas, de sua imensa bondade, de seu amor transbordante, de sua ampla compaixão, de seu temível poder, de seu domínio de geração em geração, de seu reino glorioso (Sl 145.1-13). Nessa mesma peça, o salmista faz questão de salientar o trato que Deus dispensa àqueles que o amam: Deus cuida deles, Deus os alimenta, Deus os ampara, Deus os levanta, Deus os salva e Deus satisfaz os desejos deles (Sl 145.14-21).

O coração do salmista está tão cheio de louvor que ele é obrigado a esvaziá-lo: “Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre!” (Sl 145.2).

>> Retirado de Um Ano com os Salmos. Editora Ultimato.

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