Luz depois do túnel

sexta-feira

Envia a tua luz e a tua verdade; elas me guiarão e me levarão ao teu santo monte, ao lugar onde habitas. (Sl 43.3)

É a escuridão que valoriza a luz. Quanto maior e quanto mais demorada a escuridão, maior é a importância da luz. Quanto maiores e quanto mais demoradas as trevas, menos exigentes somos quanto à quantidade de luz. Depois de um túnel muito comprido, que parece não ter fim, a luz de um pirilampo parece suficiente e é saudada com entusiasmo. Assim como uma caneca de 200 gramas de esterco de pombas alegra o coração de uma criança que está morrendo de fome numa cidade cercada. Assim como uma gota d’água suja alegra o coração de um jovem que está morrendo de sede num deserto sem começo e sem fim.  

A boa notícia do nascimento de Jesus anunciada pelo profeta é muito bem elaborada: “O povo que caminhava em trevas viu uma grande luz” (Is 9.2).  

A luz de um vaga-lume, a luz de um fósforo, a luz de uma lamparina, a luz de um lampião, a luz de uma lanterna, a luz de uma lâmpada, a luz de um farol, a luz da lua e a luz do sol são muito preciosas. Mas a “Luz do mundo” é incomparavelmente a mais preciosa de todas. O próprio Jesus se identificou assim: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12).  

É essa luz que o salmista pede: “Envia a tua luz e a tua verdade; elas me guiarão e me levarão ao teu santo monte, ao lugar onde habitas. Então irei ao altar de Deus, a Deus, a fonte da minha plena alegria” (Sl 43.3-4). 

 

>> Retirado de Um Ano com os Salmos [Elben César]. Editora Ultimato. 

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