Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. (Atos 2.36)
A acusação de Pedro nesse discurso é, sem dúvida, muito dura e abrangente. Ele acusa toda a casa de Israel da responsabilidade pela crucificação de Cristo. A multidão em Jerusalém no dia de Pentecostes certamente não era a mesma multidão que lá estivera para a festa da Páscoa.
No entanto, a multidão de Pentecostes era tão responsável pela cruz de Cristo quanto a multidão da Páscoa. A culpa estava em todos nós, gentios e judeus. A cruz expôs diante de todos nós aquilo que insistentemente negamos. Conspiramos contra Deus e contra o homem que ele criou à sua imagem e semelhança. No entanto, a ação de Deus em Cristo sobre a cruz foi maior e mais poderosa que a ação daqueles que o colocaram nela. A traição, o abandono, a injustiça, a maldade, a mentira e a covardia que estiveram presentes na crucificação fazem parte do nosso cotidiano, compõem nossas vidas e relações e nos fazem culpados como os judeus daquela páscoa. Porém, a cruz testemunha o triunfo do amor, da graça e do perdão, e oferece a nós, pecadores que somos, a dádiva da reconciliação.
Mesmo vivendo mais de 20 séculos depois, você se sente responsável pela crucificação de Cristo? Por quê?
“Deus Todo-Poderoso, de coração enternecido contemplamos o imenso sofrimento a que teu Filho unigênito se submeteu. Ó Senhor, dá que eu me arrependa verdadeiramente de meus pecados. Corrige-me, Senhor, peço-o de coração. Tu, Senhor, venceste o mundo. Faze-me participar de tua vitória” (Albrecht Dürer, 1471–1528).
Senhor, às vezes tenho a sensação de que sou melhor do que aqueles soldados e autoridades que tão injustamente e impiedosamente te crucificaram. Não acho que eu seja tão ruim assim. Mas, quando olho para as maldades, muitas vezes secretas, do meu coração, tenho de admitir que não sou diferente deles. Certamente, foi o meu pecado que te levou ao Calvário. Tem piedade de mim, Senhor. Amém.
>> Retirado de Refeições Diárias – Celebrando a Reconciliação. Editora Ultimato.
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