ste domingo marca no calendário cristão o início da nova criação. É quando o primeiro céu e a primeira terra começam a passar (Ap 21:1). Antigas estruturas estremecem e colapsam para que, de seus escombros, surja um mundo novo (v 5). Uma pedra esmiúça os pés da estátua, fazendo-a vir abaixo (Dn 2:33-35).

É na manhã deste domingo que o sinal dessa tremenda renovação se torna incontestável: um de nós, filhos de Adão, mergulhou na Este domingo marca no calendário cristão o início da nova criação. É quando o primeiro céu e a primeira terra começam a passar (Ap 21:1). Antigas estruturas estremecem e colapsam para que, de seus escombros, surja um mundo novo (v 5). Uma pedra esmiúça os pés da estátua, fazendo-a vir abaixo (Dn 2:33-35).

Nesta manhã um antigo verbo-Deus foi poderosamente conjugado: “haja”. E a morte e o mar — que simboliza “o que não é mais” —, que haviam subjugado os tronos do mundo, perderam o seu poder, assim como o faraó não pôde reter os filhos de Israel.

Nesta manhã a própria “ordem natural das coisas” curvou-se ao seu Criador. Até aquilo “que não era mais”, voltou a ser, numa glória inimaginável; dizendo que uma nova “ordem das coisas” se sobrepunha ao moribundo “natural”. Porque, de fato, primeiro é o natural; depois, o espiritual (1Co 15:48). E os poderes a serviço “daquilo que não é mais”, como o medo, o desespero, a desesperança e a saudade, foram aniquilados, para dar lugar às energias da nova criação, tais como a fé, a esperança e o amor, coroados com suas luzes, seus saberes (2Co 4:18) e suas certezas (Hb 11:1).

Nesta manhã de tristezas, corações feridos e enlutados ouvem uma voz familiar, a proferir seus nomes de um modo inesperado (Jo 20:16); a dizer-lhes que nenhum principado ou potestade jamais terá poder sobre eles; que jamais serão arrebatados de sua mão; e que aquele túmulo vazio testemunha a alvorada de uma nova era; prenúncio de um novo jardim, plantado para seu deleite e habitação.

Esta manhã contém eventos ao mesmo tempo poderosos e afetuosos. Foi como se soasse uma inesperada trombeta, a dizer: reagrupar! reagrupar! E aqueles que atendessem ao seu chamado veriam o Senhor em pessoa. Aquele mesmo que conheceram e amaram; aquele mesmo com quem comeram à mesa; aquele mesmo que haviam visto morrer numa cruz infame. Agora com um novo semblante; com a aparência de quem vive eternamente.

Nesta manhã o pranto se transforma em riso. O adeus vira até breve; o pão e o vinho alimentam as almas, até que ele volte. Hoje tudo se faz novo: nova vida, nova alegria, nova missão, nova identidade, novo nome, nova esperança. Verdade que aguardariam ainda, por um pouco, o poder por ele prometido.

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