Poesia fotográfica – texto de Zenilda Lua e foto de John Medcraft

 

As aves também procuram um lugar de conforto na efemeridade do tempo.

As aves sabem discernir o tempo.

E o tempo é de aço.

E o tempo às vezes parece uma poça d’água salobra, represada de tristeza.

Se Jeremias estivesse nesse tempo choraria de novo com altura sentida.

Choraria pelos jardins devorados pela avareza e cobiça

Choraria por todas as tábuas que não alcançaram os náufragos.

Olhar as aves é lembrar-se das comparações bíblicas.

A andorinha nos ensina a valorizar o local que adoramos o SENHOR.

Isaias disse se confiarmos em Deus voaremos como águias.

E Jesus ofereceu para nós, a mesma proteção que a galinha oferta aos seus pintinhos.

Sejamos como a cegonha. Prestemos atenção no tempo.

E se por alguma razão te distraíres e a lança da dúvida alcançar teu  coração.

“Pergunte para as aves do céu, elas o informarão”. (Jó 12 .7-9)

• Zenilda Lua, nascida em Patos (PB), reside atualmente em São José dos Campos(SP). Atua como Assistente Social, escreveu livros de poemas e é mãe de Brisa.

• John Philip Medcraft, nascido em Londres, naturalizado brasileiro, mora em Patos (PB) há 45 anos. É pastor presidente da ACEV (Ação Evangélica) com compromisso com missão integral nos sertões nordestinos. Apaixonado por Jesus, Betinha, Caatinga e QPR (idealmente nesta ordem).

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