É de conhecimento de muitos que há centenas de indígenas na região amazônica, principalmente no norte do Brasil. Mas você já ouviu falar ou sabe algo dos povos indígenas que vivem no nordeste do país? São 58 etnias, entre as quais muitas não conhecem o evangelho e algumas apresentam forte resistência.

Essa realidade desconhecida de muitas pessoas, inclusive da própria igreja no nordeste, foi o que levou o pastor Ricardo Poquiviqui a deixar sua cidade no centro-oeste e se mudar para o nordeste com o objetivo de tornar o evangelho conhecido entre os povos indígenas daquela região.

Poquiviqui é indígena da etnia Terena, pastor com bacharel em Teologia, casado com a Flávia e pai da Renata. É secretário nacional do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei), coordenador geral do Conplei Jovem, missionário desde 2002 entre povos indígenas no Mato Grosso do Sul, MS. Confira a breve entrevista que o pastor concedeu ao Paralelo10.

Por que você se mudou para o nordeste?

Mudamos para o Nordeste porque os povos indígenas clamam! São 58 etnias, sendo que 29 não tem nenhuma igreja e tem casos de tribos que não tem um crente! Eles vivem com práticas espíritas e católicas, mas não querem crentes e nem igreja evangélica. Eles estão morrendo sem o Salvador, esses povos precisam de missionários. No norte e Centro Oeste tem muitas missões e igrejas, bem como missionários entre os povos indígenas, mas no nordeste faltam muitos ainda e por isso estamos aqui.

Como tem sido o investimento da igreja brasileira para a evangelização dos indígenas do nordeste?

Uma questão muito triste, porque a igreja aqui no Nordeste até mesmo desconhece que existam povos indígenas na região. Ainda que existam algumas missões aqui, faltam mais missionários e apoio das igrejas com investimentos no preparo e envio de novos missionários.

Quais as principais dificuldades para a evangelização dos indígenas que vivem no nordeste?

São várias dificuldades. A primeira delas é fazer a igreja saber que existem indígenas no nordeste que precisam de Jesus! A questão da distância, difícil acesso e barreiras culturais são comuns aqui também. Algumas tribos combatem firmemente o evangelho com práticas de pajelança e em alguns casos os indígenas crentes são obrigados a saírem das reservas.

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