O que a lente enquadra quando um indígena está com a câmera na mão? E o que muda quando o equipamento passa para a mão de um não indígena?

Cada escolha, ângulo, foco e composição de uma fotografia revelam e constroem visões de mundo. É daí que nascem os estereótipos, que quase sempre não correspondem exatamente com a realidade.

Pela passagem do Dia do Índio (19 de abril), trazemos dois álbuns com fotografias exclusivas de um fotógrafo indígena, Eliseu Júnior, e de um não indígena, Nelson Diego. As fotos retratam um pouco da vida e do cotidiano dos povos indígenas do Brasil, misturando costumes tradicionais e uso de novas tecnologias.

Tradição

Caçada, celebração, artesanato são temas frequentes e comuns do dia-a-dia dos indígenas. O fotógrafo manauara Nelson Diego dos Santos Campos fez alguns registros desse tipo em tribos do Amazonas.

Uso de novas tecnologias

Nos últimos tempos, os temas tradicionais já dividem espaço com as novas tecnologias. O uso de um notebook ou de um smartphone já não é algo tão novo para muitos indígenas. O fotógrafo Eliseu Júnior, indígena da etnia Terena, conjuga em suas fotos tradição e modernidade.

  1. Qual índio?
    Estes aí estão aculturados. Marcos Terena tem toda a parafernália tecnológica a seu dispor, inclusive avião. “Indio não pode ter isso?” Pode. Só não pode achar que branco tem que ficar babando em cima de um grupo que se subdivide em dezenas e estender o chapéu para apoia-los. O governo, se algum dia teve real interesse em fazer alguma coisa séria a favor destes, deveria receber toda a crítica. Mais a mais, não adianta Asas e Novas Tribos gastarem uma montanha de dinheiro quando no fundo a causa é em grande parte perdida.

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