Por Elsie Gilbert

Celebraremos a Paixão de Cristo como o maior evento histórico com consequências diretas não só para a história da humanidade, mas também para a minha e a sua vida em particular. Nossas ações de celebração em geral são muito tímidas e inadequadas para fazer jus ao tamanho da obra realizada por Jesus há 2.000 anos atrás! Ainda bem que o céu sabe celebrar melhor do que a terra, a vitória do Cordeiro que tira o pecado do mundo!

Ainda assim, qual é a parte da nossa fé que não podemos abrir mão, que precisa estar sempre diante de nós? O escritor cristão Joseph A. Tetlow acredita que é a crença em “um amor tão completo que o Filho estaria disposto a acolher toda a experiência de ser humano—até mesmo o sofrimento e a morte.”

Tetlow continua, “Sabemos o que a fé nos ensina: Jesus sacrificou sua vida por amor a nós. Mas lutamos para compreender um amor tão completo que continua fiel quando não é correspondido. Amar e não ser correspondido é uma forma profunda de experimentar o sofrimento. E no caso de Jesus, seu amor não foi apenas mal correspondido, ele foi violentamente e desdenhosamente rejeitado. Não é possível conhecer este amor se você não o tiver experimentado. Deus sabe o quanto isto é verdade. Ele sabia disto em relação ao seu próprio povo. Então Deus enviou o Filho para que ele nos mostrasse este amor, e Jesus o fez, sofrendo rejeição e execução públicas”.

Tetlow completa o pensamento: “Daí, ele nos convida a amar uns aos outros como eu tenho amado vocês”. (Jo 15.12)

O amor de Pai se dispõe a proteger e exige obediência e respeito. Este é temperado na Trindade pelo amor do Filho que está pronto a se sacrificar e a sofrer, ainda que não seja correspondido imediatamente. Paradoxalmente, precisamos praticar os dois com as crianças sob nossos cuidados. Qual dos dois você pratica com mais frequência? Qual dos dois você acha mais difícil de compreender e que, portanto, tem mais dificuldade de vivenciar com as crianças e adolescentes do seu convívio?

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