shutterstock_451746760Por Luciana Falcão

O  ECA foi uma conquista de toda a sociedade, que ressalta a  criança e o adolescente, como pessoa em condição especial de desenvolvimento, cidadã e de direitos.

Um desses direitos é o de terem uma religião, sendo esse um direito também universal.

No Novo Testamento encontramos um mandamento de Jesus, onde Ele assegura o direito da criança e do adolescente a se relacionarem com Ele:

Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso.”  Marcos 10:14

Jesus deixou claro que crianças e adolescentes também possuíam o mesmo direito de se relacionarem com Ele e que impedir as pessoas de levarem as crianças até Ele era algo que desagradava imensamente o coração de Deus. Nos demais versículos do texto de Marcos 10: 13-16, podemos entender que se espera de cada um de nós 3 atitudes coerentes com as do Mestre:

1. Levar as crianças até Jesus: “… Algumas pessoas levaram as suas crianças até Jesus para que Ele as abençoasse…”

Deve fazer parte de nossas ações genuinamente cristãs o conduzir nossas crianças e adolescentes até Jesus. Assim como desejamos nos relacionar com Deus e seu Reino, o mesmo deveríamos almejar para as crianças de nosso convívio. É de extrema importância que sejam os familiares da criança os primeiros a garantirem seu direito a desfrutar de um relacionamento com Deus. Esse será um exercício constante que passa pelo cuidadoso investimento do ensino cristão no lar e na igreja.  

2. Permitir que as crianças se acheguem a Jesus:Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso…”

Não é de hoje que as crianças são tolhidas de se achegarem a Jesus.  No primeiro evangelho escrito, encontramos seus discípulos não consentindo que os responsáveis levassem as crianças até Ele. E por quê? Simplesmente por serem crianças! Os pais eram obrigados por lei a levarem seus filhos ao oitavo dia do seu nascimento ao templo e lhe proporcionarem o conhecimento da Torá, a lei de Moisés. As crianças deveriam conhecer toda a história da fé judaica, do povo que traria o Messias, no entanto, lhes era negado o direito de se aproximarem do Salvador.  Jesus não gostou dessa atitude.  O  texto afirma que ele ficou indignado! Acredito que deve ser este o mesmo sentimento de seu coração quando é negado o direito de crianças e adolescentes de se aproximarem de Jesus nos dias de hoje. Portanto, permitir que as crianças conheçam de perto o Salvador deve ser tarefa prioritária dos seguidores  do Mestre.

3. Ser modelo de Jesus:

3.1  Promovendo o direito das crianças na  igreja e sociedade. “…o Reino de Deus e das pessoas que são como estas crianças. Eu afirmo a vocês que  isto é verdade: quem não receber o reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.” – Na ótica de Jesus não foram as pessoas que estavam sendo impedidas de levarem as crianças até Ele, mas sim as próprias crianças de se aproximarem dele! Como promotor de justiça, Ele enxerga mais longe e traz a luz que estava, de fato, acontecendo uma violação de direito. Se a criança não era vista como pessoa pelos homens, no Reino de Deus elas são referência para os homens. Jesus  não apenas viu e ouviu a injustiça, mas se posicionou imediatamente contra ela. Jesus enaltece o valor da criança como pessoa e como cidadã do Reino dos Céus, adolescentes não apenas precisam serem protegidos, mas tocados com dignidade,  serem amados e desfrutarem de um tempo de qualidade com adultos, especialmente aqueles que têm Jesus como seu modelo de vida.

Portanto, hoje, não apenas necessitamos garantir os direitos constitucionais conquistados pelo ECA há 26 anos em nosso país corrige e orienta as ações dos seus discípulos em clara atitude protetora da infância.

3.2 Ser modelo de Jesus em nossos relacionamentos com a criança e adolescente.  “Então Jesus abraçou as crianças e as abençoou, pondo as mãos sobre elas.” – Jesus não somente abordou os adultos, ensinando-os sobre os direitos das crianças, mas voltou-se para elas, abençoando-as e abraçando-as. Assim também, as crianças e os adolescentes não apenas precisam serem protegidos, mas tocados com dignidade,  serem amados e desfrutarem de um tempo de qualidade com adultos, especialmente aqueles que têm Jesus como seu modelo de vida.

Portanto, hoje, não apenas necessitamos garantir os direitos constitucionais conquistados pelo ECA há 26 anos em nosso país, mas irmos além desses direitos, sendo modelos de Jesus na sociedade, na igreja e especialmente para crianças e adolescentes, levando-os até Jesus, permitindo que se acheguem a Ele e  ajudando-as em seu crescimento através de uma saudável  convivência familiar e comunitária.

 

*Luciana Falcão da Silva, é Coordenadora do Projeto Calçada no Brasil/Associação Lifewords Brasil.

 

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  1. Parabens pela linda observação neste texto Bíblico, referente ao “direito das crianças e adolescentes” em se aproximar de Jesus. Nós como Cristãos, temos o dever de levar a Palavra para estes, para que possam se aproximar do Mestre e ter uma vida saudavel em todas as áreas de suas vidas. Que o Espírito Santo nos impulsione a fazer tal Obra. Que Deus lhe abençoe, Luciana Falcão.

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