c3CBXL-aA Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB) abriu edital para a contratação de dois assessores. Uma das vagas destina-se a atuação na Região Norte e o selecionado irá atuar no desenvolvimento do projeto “Missão Estudantil e Mobilização da Igreja para a Missão Integral na Região Norte” em parceria com a Tearfund, assim como nas atividades gerais de assessoria na região Norte do Brasil, compondo a equipe nacional de assessores da ABUB. A pessoa contratada trabalhará conjuntamente com o atual assessor de tempo integral, Fernando Costa, respondendo à Secretaria Executiva da ABUB.

Poder contar com mais uma pessoa na Equipe da Região Norte é sem dúvida um privilégio e algo aguardado há algum tempo. Eu estou contente, os estudantes e profissionais estão felizes e esperamos que o Norte fique cada vez mais forte”, afirma Fernando.

Acesse o edital

Submissões até 25 de março

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As mudanças históricas, especialmente aquelas positivas, são lentas. A humanidade viveu milênios de experiências despóticas, violentadoras da dignidade humana. Civilizações inteiras desconhecem a noção de Graça, de Amor ou de Perdão. A Declaração de Direitos Humanos somente foi possível inicialmente dentro do marco cultural judaico-cristão. Seus princípios são princípios bíblicos. Seus valores são inspirados nos valores do Reino de Deus.

(…)

Preocupação particular temos em relação à comunidade evangélica da América Latina, criada em uma cultura autoritária rapidamente incorporada aos seus costumes, desconhecedora da marcha histórica da Igreja em termos de pensamentos e práticas democráticas, distante do espírito da Reforma, sem conseguir sair do Antigo Testamento. O que se tem visto é um contraste entre a visão dos direitos humanos pelos pais fundadores da fé evangélica neste continente, e o posicionamento atual de desprezo pelo mesmo, de apoio e abuso por sua violação pelas ditaduras ou pelas democracias de mentirinha por estas bandas. Comunidade evangélica que produziu delatores e torturadores, indiferente ao drama dos necessitados, justificando a desigualdade, buscando status, prestígio, poder e dinheiro.

 

Enquanto esperamos a culminação escatológica, proclamemos o poder transformador do evangelho em gerar homens transformadores, em favor dos valores do Reino de um Deus que ama e sobre todos faz nascer o sol e descer a chuva.

 

Robinson Cavalcanti, A utopia possível. Viçosa: Ultimato, 1993, p. 95.

 

Ilustracoes_dignidade3A colorida composição do cabeçalho do blog e as imagens ao lado foram realizadas com gravuras que ganharam formas e cores, provavelmente, durante os anos de 1958/ 1959. As imagens ilustravam a história chamada “De onde me virá o Socorro?”, produzida em conjunto pela desenhista, Phyllis Reily, e por Lydia Santos, que escreveu o texto. A narrativa mostrava como, a partir das necessidades de uma senhora que procurou o pastor, toda a igreja se mobilizou para fundar uma creche e fomentar meios consistentes de ação social em sua cidade. A intenção da história – que era projetada a partir de slides – era estimular sociedades internas e igrejas a se envolveram com as demandas sociais do local em que atuavam.

A produção de “De onde me virá o socorro?” foi realizada pelo CAVE – Centro Áudio Visual Evangélico (grafia da época). O CAVE foi uma agência de mídia, organizada e administrada por igrejas e entidades evangélicas, um projeto protestante, que funcionou durante os anos de 1951 a 1971. Em 2010, documentos do CAVE foram reunidos no então recém criado Centro de Memória Metodista (CMM), da Universidade Metodista de São Paulo (UMESP), em São Bernardo do Campo, São Paulo. O acervo foi organizado e analisado durante trabalho de doutoramento, apresentado na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e, acreditamos, o conjunto de documentos abre mais um caminho para a história dos evangélicos no Brasil durante o século XX.

Assim, as imagens estão no lugar de uma moldura histórica, remetem à herança dos autores e do conteúdo que ela delineia: não como limite, mas como parte integrante, aberta à construção, releitura, apropriação, continuidades. Com suas cores vibrantes, elas mantém vivo o desafio que permanece, de responder aos que clamam: “De onde me virá o socorro?”.

 

Priscila Vieira

 

* Agradecemos ao Centro de Memória Metodista (CMM) que permitiu a utilização das imagens neste Blog. Especialmente às pessoas do Bispo Paulo Ayres Mattos, coordenador do CMM; Otoniel Ribeiro, Coordenador Administrativo da Faculdade de Teologia Metodista de São Paulo; Prof. Davi Betts, Coordenador de Tecnologia e Informação da UMESP; e a Glaucia Regina Dias, funcionária do CMM. Os documentos integram minha pesquisa de campo para tese de doutorado sobre o CAVE, a ser defendida no dia 8 de abril de 2013.

O blog Dignidade! é uma reunião de notas, notícias, além de matérias mais extensas e, não apenas ‘repositório’ de conteúdo, mas um ponto de encontro e conexões com os leitores.

Queremos resgatar textos e documentos antigos, desconhecidos, notícias sobre pesquisas, oportunidades e eventos relacionados ao tema. Também vamos contar “histórias de vida” (vida em comunidade; vida para a comunidade), além de outros serviços e informações. A cada dia postaremos algo novo, venha sempre nos vistar e deixe a sua opinião!

 

PARA QUÊ?

O objetivo do  blog Dignidade! é trazer para o espaço virtual uma discussão qualificada sobre temas cotidianos da sociedade numa perspectiva cristã, tendo como eixo norteador a temática da dignidade humana e temas correlatos como: direitos humanos, cidadania, participação/controle social e justiça social.

A abordagem deste blog se propõe a ter como eixo analítico questões cotidianas das vida em sociedade e sua práxis, além de dialogar com conhecimentos e abordagens do campo das Ciências Humanas e Sociais, sempre em diálogo e sob inspiração da abordagem bíblica. Diálogo que se dá menos por uma chave teológica/filosófica e mais numa perspectiva devocional/pastoral.

 

QUEM?

Este Blog é uma iniciativa coletiva, pois acreditamos que o somatório de várias vozes, perspectivas e experiências é fundamental para nossa reflexão, como também para nossa ação. Conheça a Equipe do Blog:

 

Alexandre Brasil Fonseca – Sociólogo, doutor em sociologia (USP), com pós-doutorado pela Universidade de Barcelona (Espanha), professor da UFRJ e assessor do Departamento de Diálogos Sociais da Secretaria-Geral da Presidência da República. Casado com Daniela e pai de Daniel. É professor da EBD na Igreja Presbiteriana de Brasília/DF.

Daniela Frozi – Nutricionista, doutora em nutrição (UFRJ), faz pós-doutorado na Fiocruz-DF e é consultora da Tearfund. É vice-presidente da ABUB. Casada com Alexandre e mãe de Daniel. É professora da EBD na Igreja Presbiteriana de Brasília/DF.

Elio Portella Junior – Pastor da Igreja Batista de Cascadura/RJ, formado em história e teologia e mestrando em Educação (PUC-RJ). Casado com Juliana.

Juliana Portella – Intérprete de conferências, formada em Inglês/Literaturas e Teologia (Southeastern Seminary, EUA), com pós-graduação em Formação de Intérpretes de Conferência (PUC-RJ). Faz parte da equipe de liderança dos adolescentes e da equipe de louvor da PIB Cascadura/RJ, também atuando na área de aconselhamento bíblico. Casada com Elio.

Leides Moura – Enfermeira, doutora em ciências da saúde (UnB), professora da UnB e faz pós-doutorado na University College of London (Inglaterra). Membro da Igreja Presbiteriana de Brasília/DF, trabalha com ministério de mulheres e é líder de grupo de comunhão. Casada com Valter, mãe de Filipe, Bruno e Guilherme.

Marcus Vinicius Matos – Professor substituto (Associate Tutor) e Doutorando em Direito no Birkbeck College (Universidade de Londres, Inglaterra). É membro da coordenação nacional da Rede Fale, e “International Partner” da igreja All Souls, em Londres, onde participa do ministério com estudantes internacionais. Casado com Priscila.

Patrick Timmer – Cientista Político, mestrando em ciência política (UNICAMP), secretário geral adjunto da ABUB e membro da coordenação nacional da Rede Fale. Casado com Sharone.

Priscila Vieira – Jornalista, doutoranda em comunicação (UFRJ).  Frequenta a All Souls Church, em Londres, atuando no Ministério Estudantil ali desenvolvido, especialmente com estudantes internacionais. Casada com Marcus Vinicius.

Renata Novaes – Produtora do canal de TV Multishow, estudante de jornalismo (FACHA-RJ) e membro da Comunidade Cristã S8. Casada com Ronilso.

Ronilso Pacheco – Interlocutor social da ONG Viva Rio, estudante de teologia (PUC-RJ). Membro da Comunidade Cristã S8, em Botafogo, Rio de Janeiro,  faz parte do grupo de liderança e coordenação dos estudos bíblicos. Casado com Renata.

Sharone Birapaka – Formada em Relações Humanas e Religião (Concordia University, Canadá), e mestranda em Estudos Interdisciplinares (Athabasca University, Canadá). É casada com Patrick.

Valter Moura – Pastor da Igreja Presbiteriana de Brasília/DF, mestre em sociologia (Southern Connecticut State University, EUA). Casado com Leides, pai de Filipe, Bruno e Guilherme.

 

Equipe do Blog Dignidade!

Equipe do Blog Dignidade!

 

No início de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher, data escolhida por conta da morte no dia 8 de março de 1857 em Nova Iorque, Estados Unidos, de cerca de 130 mulheres que, em greve, manifestavam por melhores condições de trabalho, menor jornada e equiparação salarial com os homens. Houve repressão e as mulheres, trancadas na fábricas, morreram em um incêndio.

Campanha contra o voto das mulheres

Campanha contra o voto das mulheres

É uma homenagem e serve para lembrar a luta das mulheres pela afirmação de sua dignidade e por tratamento igualitário. É incrível pensar que em um passado recente foram realizadas campanhas contrárias a participação das mulheres nas eleições por meio do voto. Imagens praticamente inacreditáveis foram lançadas como cartões postais de grupos contrários à ideia de que as mulheres poderiam votar em eleições, conhecidas como campanhas “anti-suffrage” (veja aqui em inglês).

Nos dias de hoje temos vários que ainda questionam a possibilidade de mulheres exerceram postos de liderança e pastores se esmeram em defender suas convicções fundamentadas. Por outro lado, muitas igrejas aceitam, algumas há vários anos, a presença de mulheres nas mais diversas posições, incluindo a de pastora, realidade que mais recentemente se fez presente em segmentos das duas maiores denominações brasileiras: assembleia de deus e batistas.

Haveria um olhar diferenciado a partir das mulheres? Não sei a resposta, sei que comecei a reunir filmes dirigidos por mulheres e que vi recentemente. Foi um interessante exercício observar a forma como determinadas temáticas são abordadas e pensar um pouco como são oferecidos olhares e enquadramentos privilegiados para determinadas situações, muitas das quais carregadas de tensões e dificuldades de difícil solução. Comentarei aqui apenas 5 dos mais de 20 filmes que identifiquei.

O primeiro vem do Irã, uma diretora que entra na onda do sucesso que este país tem merecido já há alguns anos. Em 2000 Samira Makhmalbaf dirigiu “O quadro-negro”. Filha do cineasta Mohsen Makhmalbaf, que possui longa carreira e que participou dos projetos da filha. Samira dirigiu seu primeiro filme com 17 anos (A maça), tendo seu reconhecimento mantido nas produções seguintes. Caso deste “O quadro-negro”.

Cena do filme

Cena do filme “O quadro negro”

A história por ela contada beira o surreal, e não consegui verificar se é algo que efetivamente ocorre. Ela nos conta em seu filme o cotidiano de professores que vagam no deserto, entre as fronteiras em guerra de Irã e Iraque carregando um quadro-negro nas costas na busca de alunos soltos nas diferentes vilas e povoados. Eles vagam e buscam trocar pelo ensino de operações básicas de matemática ou por uma alfabetização inicial um pouco de dinheiro ou comida.

A direção de Samira nos leva para esse cotidiano em que o quadro negro serve para várias coisas; não só para tentativas pouco efetivas de ensino-aprendizagem, mas também como maca, atadura ou para se criar um espaço privado sem acesso aos olhares curiosos. No meio da história uma mulher que tem como prioridade cuidar do filho e que se casa em meio a circunstâncias atípicas. Uma estória que nos leva a pensar nos papéis possíveis para um professor e de como esses papéis podem se tornar ainda mais especiais em realidades tão adversas e problemáticas. Não existe neutralidade no processo de ensino e aprendizagem, sempre nos lembra Paulo Freire.

Ainda pelo oriente outro filme que comento é o “Preenchendo o vazio” (2012), dirigido pela israelita Rama Burshtein e que trata do cotidiano de uma família judia ortodoxa que enfrenta uma pequena tragédia. A morte da filha mais velha no parto e a possibilidade de que o neto recém-nascido se mude para outro país por conta de decisões do pai-viúvo.

A direção de Rama fala alto, ela traz para as telas uma forte perspectiva da mulher e de seu papel numa sociedade em que a estas não é permitida centralidade, seja nos rituais religiosos, seja nas festas caseiras. Que riqueza, que diversidade e que olhares que a câmera de Rama nos brindam para contar essa singela história. Coisa bonita e interessante de se ver. Os rituais estabelecidos para a definição do casamento, a forma como o Rabino atua como mediador e orientador dos fiéis. Tudo isso tendo no centro a jovem irmã e suas ações em busca de respeitar as tradições, muitas e fortes no caso, mas também na busca de expressar seus desejos; ao mesmo tempo que sofre diante da pressão da mãe e de uma situação em que ela pode desempenhar o papel de solução.

Com abordagem mais leve entra na lista o filme “E agora onde vamos?” (2011), dirigido pela libanesa Nadine Labaki. Retrata a história de uma pequena vila, cercada por minas oriundas de vários conflitos por todos os lados e que possui apenas uma ponte quebrada para sua ligação com o mundo. Vila que tem em sua história períodos recentes de conflitos entre cristãos e muçulmanos que levaram vários moradores à morte. É essa dor e separação que une todas as mulheres do local, independente de seus crenças.

Após esses conflitos e agora quase que totalmente isolada, nessa pequena vila não são mais identificados conflitos religiosos. Uma

Cena do filme

Cena do filme “E agora onde vamos?”

mesquita está erguida ao lado de uma igreja ortodoxa e a população se divide entre os dois credos, convivendo pacificamente. Porém a instalação de uma antena começa a desestabilizar aquele universo estável. Notícias de conflitos entre muçulmanos e cristãos começam a chegar pelo rádio e pela TV e isso vai mobilizando as mulheres em busca de formas, no mínimo, criativas para evitar que esta realidade aterrisse novamente por aquelas localidades.

De um lado homens bravios em busca de defender honras e crenças, de outro mulheres criativas e perspicazes em busca da paz e de uma convivência harmoniosa entre diferentes. Uma baita referência para tantos que exigem o direito às suas crenças e bradam em alta voz os limites e as fronteiras que a tal tolerância precisa respeitar. A mensagem do filme é evidente: em nome da vida humana é possível rever conceitos e valores, isso é ainda mais forte entre aquelas mulheres que perderam filhos, pais e maridos e que entendem que ter certezas de nada vale diante da morte e da separação de entes queridos. Tema difícil que este filme com leveza e humor pode nos ajudar a pensar alguns valores e convicções que possuímos.

Na linha que busca retratar o cotidiano com bom humor lembro também do filme “Herança” (2001), dirigido por Paula Hérnandez. Paula é uma das jovens cineastas do belo e importante cinema argentino. São vários os filmes produzidos em nosso país vizinho que têm trazido relevantes questões, tratadas com qualidade técnica e artística. Que bueno!

Neste filme é contada a história de pessoas que saem de seus países na busca do encontro de amores perdidos. Os protagonistas, um alemão recém chegado a Buenos Aires, tem seu destino cruzado com uma italiana há anos residindo na capital portenha. O mesmo motivo os levou àquele país: a busca de uma pessoa amada. Suas histórias e esperanças se encontram e dessa bonita relação é que se estabelece a tal herança do filme, não havendo laços de sangue, mas sim um desejo de construir relações e experiência numa realidade além-mar. Nesse encontro ambos encontram forças para seguir adiante, mesmo que isso represente mudanças de planos ou retornos protelados há vários anos. Interessante abordagem.

Por fim, vamos para o velho continente. Da Europa o filme selecionado foi “Polícia” (2011), dirigido pela francesa Maïwenn Le Besco. Filme feito no estilo de documentário em que a diretora interpreta o papel de uma fotógrafa que acompanha o grupamento da polícia responsável pelo combate aos crimes contra crianças e adolescentes. É esse olhar externo que o filme apresenta, o cotidiano de um departamento de polícia que por conta de sua área de atuação, convivendo com histórias que expressam muito da crueldade humana a partir de violências, geralmente sexuais, que crianças padecem.

Cartaz do Filme Polícia

Cartaz do Filme Polícia

Nesse sentido a câmera da diretora transmite a revolta cotidiana que envolve este trabalho, uma necessidade do urgente que celebra as pequenas vitórias e se deprime diante de cotidianas derrotas que redundam não só da maldade humana, mas também de uma estrutura social deficiente que corrobora e agrava situações de violência. São um conjunto de relatos, a maioria colhidos em depoimentos, que fundamentam a narrativa e acabam tanto por afirmar o importante trabalho de profissionais que optam por encarar este lado “sombrio da alma” em sua prática cotidiana, ao mesmo tempo que nos ajuda a lembrar do sofrimento cotidiano que estes profissionais enfrentam. Aqui lembro, em relação ao Brasil, de tantos que assumem o desafio de atuar no Sistema de Assistência Social, como também no Sistema  Nacional de Atendimento Socioeducativo ou ainda nos Conselhos Tutelares.

 

 

A lista de filmes seria imensa, várias outras diretoras têm nos brindando com um olhar, um enquadramento diferente que suas câmeras oferecem. Considerar esse “olhar feminino” é minha homenagem e o meu convite para que você, como eu, aprenda um pouco mais com as “mulheres-diretoras” que circulam mundo afora – não só no cinema – e que têm contribuído para nossas reflexões, nossos pensamentos e com as formas e lentes com que temos visto o mundo.

 

Alexandre Brasil Fonseca


verdade

 

Lançamento do filme Verdade 12.528
Dia 12/03, quarta, das 18h às 21h
Centro Cultural da Justiça Federal do Rio
Av. Rio Branco, 241 – Centro

Sinopse:
A recém-instaurada Comissão da Verdade surgiu para buscar algumas respostas sobre o período da ditadura militar no Brasil. Paralelamente a ela, percebemos a necessidade de um registro desse processo, e sobretudo das expectativas em relação a ela.

Direção e produção:
Paula Sacchetta e Peu Robles

Após o filme, debate com os diretores.

Para mais informações clique aqui.