A pedido de alguns leitores, recomendamos os seguintes links internacionais para os leitores interessados, que dominam a língua inglesa:

C.S. Lewis Foundation

P.O. Box 8008, Redlands, CA 92375
1849 Wabash Ave., Redlands, CA 92374

http://www.cslewis.org/

C.S. Lewis College
http://www.cslewis.org/programs/college.html

Regional Conferences and Retreats
http://www.cslewis.org/ourprograms/conferences/

The C.S. Lewis Study Centre at The Kilns
http://www.cslewis.org/programs/kilns/index.html

 

C.S. Lewis Institute

www.cslewisinstitute.org/

 

The Marion E. Wade Center

http://www.wheaton.edu/wadecenter

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A literatura imaginativa de Cervantes e Monteiro Lobato pode dialogar com as obras de C. S. Lewis? Vamos descobrir

 

Por Gabriele Greggersen

 

Recentemente tive o privilégio de lançar dois livros. Um é resultado de uma reivindicação de vários leitores e estudiosos de Lewis, que reclamavam do esgotamento do livro Antropologia Filosófica de C.S. Lewis, que foi a tradução para o grande público de minha tese de doutoramento sobre O leão, a feiticeira e o guarda-roupa de C.S, Lewis, uma das sete Crônicas de Nárnia. Nele, faço algumas reflexões em cima da obra, de cunho filosófico, mais precisamente, da filosofia da educação, e de cunho teológico. Logo de início, chamo a crônica de parábola, e também a comparo ao conto de fadas. Ao final, traço um paralelo entre a crônica e a Bíblia. Mas sempre frisando que essa é apenas uma interpretação possível e que o importante, na verdade, é a ética por trás da história, ou seja, os valores universalmente válidos, que ela veicula.

Tudo isso eu resolvi chamar de “antropologia filosófica”, já que a ênfase é o ser humano e temas relacionados a ele, como a razão, a realidade, a redenção e a imaginação.

Como a editora não pretendia partir para uma segunda edição, outra editora sugeriu que eu fizesse uma versão compacta da tese, que resultou em Pedagogia Cristã na Obra de C.S. Lewis, mas que logo também se esgotou.

Por isso é que eu fiz uma boa revisão e acrescentei mais alguns insights, que resultaram no atual O leão, a feiticeira e o guarda-roupa e a Bíblia.Opi_29_08_16_Dom_Quixote

Já o outro livro cujo título é A imaginação ética de Dom Quixote das Crianças, parece não ter muito a ver com o outro livro, mas tem. Fiquei insatisfeita por me mover apenas no âmbito da literatura britânica (acabei fazendo estudos também sobre J.R.R. Tolkien, que foi amigo de C.S. Lewis e com o qual ele compartilhava várias visões sobre a literatura e a imaginação). Resolvi, assim, investigar também a literatura brasileira, à procura de alguém que tivesse explorado a imaginação e seu poder de veiculação de valores universais de forma similar a Lewis.

Então tive um namoro com Malba Tahan (cujo nome verdadeiro era Júlio César de Melo e Souza), que me fascina na sua maneira de forjar uma literatura fantástica das mil e uma noites para dar o seu recado ao mundo, além de sua fantástica história de vida. Mas ele me levou a Monteiro Lobato, seu conterrâneo. Por mais que me atraísse o fato de o legado de Malba Tahan e sua obra-prima, O Homem que Calculava, estar relegado ao esquecimento e por mais que ele merecesse, sem dúvida ser resgatado, optei por Lobato. Isso porque ele abrangeu uma diversidade maior de gêneros, incluindo o resgate da mitologia e de clássicos da literatura, que me atraiam em si mesmos. E quando descobri que Lobato havia reescrito a história do cavaleiro da triste figura, que é considerado o maior clássico da literatura de todos os tempos, na narrativa de Dona Benta, meu tema de pós-doutoramento estava escolhido.

Seria um prato cheio analisar uma obra com uma diversidade tão grande de narradores: Lobato, Dona Benta e Cervantes.

É claro que, antes de explorar o uso que Lobato fez da imaginação, eu mesma fiz uma exploração do que vários filósofos disseram sobre ela. Em seguida, eu me debrucei sobre a literatura imaginativa, particularmente dos contos de fada, categoria em que o clássico de Cervantes e obra de Monteiro Lobato também poderiam ser encaixados, de acordo com a concepção ampla de G. K. Chesterton, J. R. R. Tolkien e do próprio C. S. Lewis.

Moral da história: se usamos o conceito de contos de fadas desses autores e os valores universais da ética de C.S. Lewis, que são os mesmos da ética clássica de Aristóteles, São Tomás de Aquino e que estão descritos em Cristianismo Puro e Simples, podemos analisar qualquer obra clássica da literatura. Nisso, estaremos em busca dos tesouros mais escondidos e mais preciosos para ajudar o leitor desavisado a alcançá-los e, assim, contribuir para o atingimento do objetivo comum de todos esses autores: mudar o mundo para melhor, pelo poder da imaginação!

Os livros podem ser adquiridos, em São Paulo, no Colégio Luterano:

Rua Prof. Vilalva Júnior, 73 – São Paulo, SP. Tel.: (11) 2915-7966. eventos@luterano.com.br, e nas livrarias e no site da Editora Prismas.

 

VEM AÍ!

Em outubro, Ultimato lançaráLeituras Diárias das Crônicas de Nárnia – Um Ano com Aslam”. Aguarde!