FetoÀs vezes não consigo entender certos conceitos de justiça e lealdade que surgem e se consolidam em setores de nossa sociedade. Digo setores porque há grupos muito específicos ligados a tipos específicos de preocupações. Vou dar um exemplo.

Tive um amigo que gostava muito de caçar. Desses desportistas fanáticos, que compram várias armas, assinam revistas, freqüentam clubes etc. Não sei como o assunto surgiu, mas, de repente, estávamos falando sobre a ética envolvida na caça, e eu perguntava:

— Que ética existe na caça por esporte?

— A gente tem regras — respondia ele. — O animal sempre tem que ter uma chance de escapar.

— Mas como, regras? — indaguei. — Você está com uma espingarda. E o passarinho, vai lhe enfrentar com o quê?

— Não, ele não vai me enfrentar; ele pode fugir — respondeu o caçador.

— E esse assobio especial? Para que serve?

— Eu uso o assobio para chamar o pato. Quando ele atende, mando chumbo.

Fiquei muito irritado com o conceito de ética daquele rapaz. Acabei estragando a conversa, com a seguinte sugestão:

— Por que você não entra numa floresta, de noite, com dez facas nas mãos, e sai à caça de um tigre? Ele com dez unhas e você com dez facas. Você leva um apito que imita um rugido de tigre. Não lhe parece mais justo?

E ele ficou me olhando com aquele olhar que diz: você está “apelando”.

De volta ao útero
Uma outra área onde a ética é bem específica, e bem consolidada dentro de um grupo, é a área do aborto. As pessoas favoráveis ao aborto formam um grupo sólido e grande; gente estudiosa e militante, politicamente falando. Gostam de se reunir, como os caçadores, e de falar e planejar atividades.

Aí está outro tema cuja ética não consigo entender. É uma espécie de campo minado, porque envolve muita emoção, e, em muitos casos, a própria vida da mãe. Por isso, quero lhe sugerir uma ótica específica; bíblica, em sua essência: a ótica do oprimido, da vítima. Coloque-se comigo no lugar da caça, digo, do nenezinho que vai nascer. Vamos visitar as grandes discussões sobre este tema, olhando a situação do lado do feto. Você é esse feto. Vamos?

Primeira semana: o óvulo fecundado entra no útero da sua mãe. Uma nova vida começa a se desenvolver. Você já é um ser vivo! Não se sabe muito a respeito desse estágio de vida. Muitos teólogos acreditam que você já tem o espírito dado por Deus. Já é uma alminha vivente. Portanto, já é alvo da ternura paternal de Deus, e pode, já, começar a receber o amor de sua mãe e de seu pai, se eles pressentirem sua presença. Você pode, sem saber, estar sendo festejado com dança e com choro. Com champanhe ou com silêncio misterioso.

Segunda semana: Com apenas quatorze dias, já está umbilicalmente ligado à sua mãe e começa a receber alimento materno. Você está sendo nutrido por ela. Isso é muito forte para os dois. Uma relação vital, de profundas implicações psicológicas e emocionais se estabelece. Sua mãe, inclusive, pode estar experimentando sentimentos, sensações e uma consciência que de alguma forma se relacionam com o ato divino da criação. Imagine! Um entezinho sendo formado dentro dela! Pode ser que ela não esteja gostando disso. Mas ainda assim, a experiência é fortíssima e inesquecível.

Da primeira à quarta semana aparecem os seus olhos, sua coluna vertebral, seu cérebro, seus pulmões, o estômago, o fígado e os rins. Neste período, seu coraçãozinho começa a bater. Normalmente sua mãe ainda não sabe de você. Distraída, ela espera pela menstruação mensal. Mas se ela sabe, e vai ao médico, ele poderá sentir, por meio de instrumentos supersensíveis, o seu pulsar, e dizer se está tudo bem com você. Ao final deste período, sua cabeça já está em formação; o crânio já está completo; a espinha dorsal também, e os braços e pernas já começam a aparecer, ainda sem forma definida. Você mal tem jeito de gente.

Quinta semana: o seu tórax e abdômen estão formados separadamente. Seus olhos já possuem retina e visão. Os ouvidos já estão formados. Agora você já tem os braços e pernas completos. Se sua mãe ainda não sabia, agora ela já começa a desconfiar que está grávida. A menstruação já atrasou demais. Aparecem os enjôos, as tonteiras, e você já ocupa o seu lugarzinho na sua barriga. Você já tem uns 35 dias de vida.

Da sexta à oitava semana, todos os seus órgãos aparecem. A cabeça se completa. O rosto, a boca e a língua são formados. O cérebro está completo. O que será que você anda pensando? Que grande mistério. Você já responde a cócegas. Você tem todos os dedos das mãos e dos pés — até mesmo impressões digitais, que serão as mesmas de quando você tiver 80 anos.

Da décima à décima-primeira semana, todos os sistemas do seu corpo são colocados em funcionamento. Os nervos e os músculos estão sincronizados. Os braços e as pernas movem-se. As unhas estão aparecendo. Você já possui um peso considerável.

Três meses: Você andou rápido. Já está prontinho, formado. Agora, você só tem que crescer. Mas o que você não sabe (será que não sabe? Será que sua proximidade da mãe não lhe permite “sentir” o que se passa no coração de sua mãe?) é que sua mãe e o médico, ou, quem sabe, uma parteira do bairro, já estão combinando como matá-lo. Discutem se será:

• pelo método de sucção, no qual você sairá aos pedacinhos;

• pelo método da curetagem, que o cortará em pedaços dentro da mãe, para depois ser tirado;

• pelo método cirúrgico, no qual você é retirado inteiro, para depois morrer, ou

• pelo envenenamento salino, quando uma solução salina é injetada na bolsa aminiótica, e você morre cauterizado.

Pode ser por algum outro método. Todo dia alguém inventa um jeito novo.

E eu fico me perguntando se a ética dessas decisões não são mais ou menos parecidas com a do caçador, que diz que dá chance de escapar à caça.

Balanço

Você sabia que este tipo de caçada:

• mata mais pessoas que o câncer;

• mata mais pessoas que todas as guerras até hoje;

• mata mais que o trânsito;

• mata entre 4 e 12 milhões de crianças por ano(1), dos quais 400 mil resultam em morte da mãe?

• faz do Brasil o campeão mundial de abortos?

Caçador ou predador?

Talvez seja justo da nossa parte informá-lo sobre os dramas e motivos de sua mãe, ao querer matá-lo. Aliás, ela diria que não está matando ninguém. Há uma diferença, entre abortar e matar. Abortar é, simplesmente, uma forma de se livrar de uma gravidez incômoda ou indesejada, ou de alto risco. O uso da expressão “matar” — argumentaria ela — é uma radicalização daqueles que são contra, por motivos religiosos, políticos, moralistas, filosóficos etc.

Então, eu pergunto a você, leitorzinho, que está aí dentro da barriga da mamãe: que nome você daria? Também acha que tudo se resume a um problema de semântica? De nomenclatura? De palavreado? Com a palavra, o feto: você.

É de justiça, também, lembrar que nunca essas decisões são fáceis e indolores para sua mãe. Ela também enfrenta uma situação de grande angústia e sofrimento. Na grande maioria dos casos, carregará essa culpa pelo resto da vida. Talvez por isso, queira lhe dar essas explicações.

O primeiro motivo de sua mãe, pode ser o de que não tenha condições de criá-lo. Não tem condições econômicas. Uma mãe pobre, já no décimo filho. Você é o goleiro do time. E você vai morrer por isso. Qualquer dia desses, uma “amiga” da sua mãe virá visitá-la, com umas agulhas de costura bem compridas e outras ferramentas…

Pode ser que ela não tenha condições de criá-lo, também, porque engravidou jovem demais. Transou sem preservativo, ou, não se sabe porque, mesmo com ele, engravidou. Dez por cento das mulheres que engravidam, estavam “protegidas” por anticoncepcional (2). De acordo com o IBGE, 1 milhão de garotas (3) engravidam por ano no Brasil.

Neste caso, você veio a estar nesta situação porque sua mãe é uma pessoa liberal, sem essas “encanações” dos mais velhos. Acha que essas histórias de virgindade, castidade, são coisas de matusalém. E seu pai concorda (para cada aborto no mundo, há um homem co-responsável). Sexo tem que ser livre. E assim entrou para a estatística das mais espertas e desencanadas adolescentes do ano. Competindo apenas com mais 999.999 colegas brasileiras. Um exército de garotas, acompanhadas por um exército de garotos, que acham que sabem muito bem o que estão fazendo. Por causa disto, você vai morrer. Infelizmente, ela não vai querer parar de brincar agora, tão cedo. “É muita responsabilidade para assumir agora: preciso viver, estudar, passear etc.”.

O segundo motivo que sua mãe poderá lhe apresentar, para ver se você compreende o que ela vai fazer, é que você, se chegasse a nascer, seria odiado. Você é resultado de um estupro. Neste caso, inclusive, a lei concorda com sua morte. O raciocínio é mais ou menos o seguinte: há casos em que o nascimento é pior que o aborto; e um deles é ter que carregar, a vida toda, o fardo de ser um peso. Ser rejeitado e não-amado desde a concepção. Você não teria um parto — seria simplesmente expelido. Se nascesse, você não teria o colinho da mamãe, nem seu leite, nem ouviria sua voz cantando cantigas de dormir. Seria visto como um monstro. Resultado de uma monstruosidade sofrida por sua mãe.

Você, que a estas alturas já tem o cérebro formado, pode estar se perguntando: mas por que ela tem que me rejeitar? Não poderia tentar me amar? Ao menos como um inimigo, conforme prescrevem as Escrituras? Ela não poderia, em resposta ao que sofreu, me dar a vida? Gostar de mim?

Meu irmãozinho, se você chegasse a nascer, compreenderia como é complicado o coração humano. Esse tipo de “volta por cima” que você está sugerindo só acontece por milagre. Algumas vezes acontece. Se sua mãe tiver tido alguma experiência muito forte com adoção, a adoção de Deus, o amor paternal dele, seu sacrifício na cruz, então, talvez você tenha alguma chance. Mas não espere muito por isso.

O terceiro motivo é bem mais sério: sua mãe — e o médico — tem que escolher entre você e ela. Gravidez de risco. Se você nascer, ela pode morrer. E a probabilidade de que morram os dois é grande. Uma variante desse motivo é que você está sendo mal formado por problemas com sua mãe ou com a gravidez. Vai nascer com muitos problemas, se o pior não acontecer. E isso tem que ser resolvido agora, enquanto você está bem pequenino. A lei garante à sua mãe o direito de correr o risco de ir com você até o fim. Há casos em que crianças no seu estado nascem saudáveis, e a mãe sobrevive. O que você sugere?

Adeus, irmãozinho

Irmãozinho, agora que você já sabe porque vai morrer, certamente, estará se perguntando: — Será que eu também pensaria assim, se chegasse a nascer? Será que cresceria e teria valores tão confusos? Será que valeria a pena nascer numa sociedade assim? O fato, irmãozinho, é que essas coisas chegaram ao ponto em que estão, porque temos nos perdido nos caminhos da vida. Originalmente, Deus não nos fez assim.

Mas aonde nos tem levado toda essa displicente arrogância nacional? Bem, é uma longa história, irmãozinho; um dia a gente conversa sobre isso. Inclusive sobre a posição dos candidatos à presidência da República, a respeito. Mas uma coisa podemos dizer. Este ano, mais de um milhão de seres humanos em suas condições serão mortos. Incluindo você.

Notas

1 A incrível imprecisão dos números está relacionada ao fato de que são quase impossíveis as estatísticas a esse respeito. A grande maioria dos abortos é feita escondida, longe dos hospitais.

2 O Relatório de 1983 do Departamento de Saúde de Minnesota, EUA, diz que 48,8% das garotas entre 15 e 17 anos que tiveram abortos, sabiam sobre métodos anticoncepcionais e os usavam (irregularmente). Outros 9,7% estavam usando anticoncepcionais quando engravidaram.

3 Entre 14 e 17 anos de idade.

  1. O medo sempre foi uma forma de controlar os comportamentos das pessoas. Os antigos usam essa tática do medo para manterem o controle dos filhos, dos mais jovens e da massa. Hoje não é diferente.

  2. A POLÍTICA E A ÉTICA DO SENADO

    ÀS VEZES NÃO CONSIGO ENTENDER CERTOS COMPORTAMENTOS QUE SURGEM E SE CONSOLIDAM NO CONGRESSO NACIONAL. DIGO SETORES PORQUE HÁ GRUPOS MUITO ESPECÍFICOS LIGADOS A TIPOS ESPECÍFICOS DE PREOCUPAÇÕES. VOU DAR UM EXEMPLO.
    DESSES EM QUE CERTOS FIGURÕES DE NOTÓRIA IMORALIDADE POLÍTICA, E OUTROS, NA ADMINISTRAÇÃO DO SENADO, QUE GOSTAM DE LOCUPLETAR-SE DE RECURSOS DA CASA. HÁ ALGUNS QUE VALE A PENA LEMBRAR. COMPRAM VOTOS, FAZEM MARACUTAIAS, PINTAM E BORDAM E NEM CORAM. E TUDO AO RIGO DO REGULAMENTO DAS DUAS CASAS.
    — QUE ÉTICA EXISTE NO CONGRESSO?
    __NÃO DEVERIA SER AS DUAS CASAS UM PRIMOR DE ÉTICA?
    — BEM, O POVO TEM SEMPRE OS MEIOS DE BUSCAR AS INSTÂNCIAS JURÍDICAS DO SENADO PARA QUESTIONAR OS ATOS DE SEUS REPRESENTANTES.
    — MAS COMO? BASTA UM GRUPO DE CORRUPTOS COM MAIORIA NAS COMISSÕES E TUDO PÁRA! VEJA POR EXEMPLO A CPI DO ABORTO! O GOVERNO MANDOU E A TURMA VOTOU CONTRA? VAMOS ENFRENTAR QUEM?
    — NÃO, ELE NÃO VAI DESISTIR, TEM INSTÂNCIASA SUPERIORES A QUAL ELE PODE RECORRER!
    — E ESSE “SERÁ ABERTO A DEVIDA SINDINCÂNCIA PARA APURAS OS FATOS, PARA QUE SERVE?
    — ELE JOGO ESSE PALAVRÓRIO, QUANDO ELE NADA ACONTECE, MORRE TUDO NA PRAIA!
    FIQUEI MUITO CHATEADO COM A IDÉIA DA POLÍTICA E ACABEI ESTRAGANDO A CONVERSA COM A SEGUINTE SUGESTÃO:
    — POR QUE VC NÃO DEIXA DE CANDIDATAR-SE E VAI FAZER OUTRA COISA NA VIDA, QUEM SABE ABRIR UM COMÉRCIO PARA VER COMO SOFREM OS COMERCIANTES QUE TÊM QUE PAGAR UM HORROR DE IMPOSTOS QUE VOCÊS GERAM PARA USAR PARA O BENEFÍCIO PRÓPRIO? NÃO LHES PARECE MAIS JUSTO DO QUE LOCUPLETAREM-SE AMPARADOS NA LEI? TEM UMAS OUTRAS ÁREAS, MAS ESSA ESTÁ DE BOM TAMANHO, NÃO ACHAS?

    • Oi, Eduardo. Começando pela sua pergunta final, acho sim. Mas raciocine comigo sobre o exemplo do Distrito Federal: o candidato Joaquim Roriz foi considerado ficha suja (ele renunciou ao mandato de Senador para não ser cassado). Ao renunciar, indica, para substituí-lo, sua esposa, que nunca administrou nada na vida: Weslian Roriz. E já diz que, se ela ganhar, ele vai governar. Ou seja, deu a volta no STE e no STF. Ela diz que governará com sua sensibilidade feminina e com o apoio dele. Bem, se ela ganhar as eleições, você não acha que merecemos uma Weslian Roriz no governo do DF? Nesse sentido, todo povo tem os governantes que merecem. Quem mandou votar nos homens? De fato, é de se ficar angustiado. Abraço.

  3. Vamos desarmar os exércitos, polícias e civis, pois estes estão matando mais que meninas, parteiras ou obstetras.
    Interessante é saber que as forças armadas cometem assassinato majoritariamente de pobres, pretos, jovens e moradores de bairros destituídos de infra estrutura básica.
    Já os abortos não se limitam a tais pré requisitos, talvez por isto mesmo incomode.

  4. Tem mesmo, todos temos o governo que nós colocamos lá e merecemos a corja que sustenta um universo de parasitas, noves-fora os sensatos e trabalhadores. (Ah! sim! sou advogado e deveríamos reduzir o universo de parasitas à menos da metade).

    Só não dá para com o meu voto (ah! seria a glória! Como quando a comunidade escolhe um Juiz de Direito com prazo para vestir o pijama em muitas e muitas comunidades nos EUA. Em Boyne City, MI. é assim!) que não os alcança (juizes, desembargadores, procuradores, et caterva), escolher os figurões (há um notório, indicado por Sarney, que é a dor de cabeça para o Estadão há mais de 440 dias travado!) que vão legislar de STJ a STF e os filhotes eleitorais! Sim, eu mereço ter a corja que está instalada lá (fui obrigado a votar!), mas não assumo a culpa dos bandidos que estão instalados no Judiciário e que nem o CNJ tem poder para ‘tocar na aba de suas vestes’, se me entendes na sutileza.

    Quanto ao longo arrazoado seu sobre o aborto, eu sugiro que a gente abandonasse o assunto e invertesse os pólos e chamássemos os homens à fala. Assim, veja: estuprou? esterilização com as devidas técnicas cirúrgicas, sem exceção.

    A mãe do bebezinho concordou com o ‘bem-bom’ de ‘fazer o irmãozinho’ na balada? Chamemos o ‘boizão’ macho e sugerimos a ele vasectomia (quer reverter? Converse com o Pelé e faça um empréstimo bancário!) com a sugestão aí com o rapaz já no centro cirúrgico.

    Isso tudo tem enormes vantagens sobre a discussão sua acima, não achas: o estuprador receberia do Estado a sua devida paga; o ‘boizão’ pensaria duas vezes na balada em inseminar quantas conseguissem (e se o fizesse ainda poderia ter a chance de reversão), e as meninas continuariam numa boa, mesmo porque não vão parar mesmo. E os imbecis que acham que 5-8 filhos é o drops para aumentar o cachê do bolsa família pensariam melhor!

  5. Ótima reflexão! Melhor forma de análise principalmente sobre a ética. O que vemos hoje é uma ética privada que serve ao individuo. Ótimo ver também que essa é uma realidade para qualquer presidente encarar, é um problema (horrível) nacional.
    Precisamos de políticas que não feche os olhos dizendo que isso não acontece e que nem banalize geral. Ao meu ver a melhor posição de qualquer candidato não é fugir da realidade e nem legislar pro motivos banais olhando para o apelo de uma ética individualista. PARABÉNS!

  6. sou mae e como ja tive dificuldades tive problemas no parto a ponto de ficar bem mal!!!! mais eu sei que DEUS foi maior em todos os momentos e se a mulher querer ela pode sim enfrentar PARABENS sua corrente do bem e linda! QUE DEUS LHE ABENCOE SEMPRE

  7. A alma que pecar, esta morrerá. Mas quem morrerá afinal? a alma ou o bebezinho? – Os caçadores estão com suas armas a procura dos bebezinhos que não tem como se defender, pois para onde seria sua área de escape? unicamente sua mãe, mas ela tambem é um caçador, e agora? quais chances voce teria? – Só Deus teria uma área de escape, se nós, guardas…soarmos os alarmes contra os caçadores de vidas.
    Parabens Rubens, pelo artigo.
    ..

  8. O teu texto é falho em diversos aspéctos no que se refere a formação do feto. Pelo teu raciocínio, poderiamos, assim como os cães, parir em pouco mais de dois meses. Pude notar que, a maior parte dos comentários aqui, foram postados por homens, que não sabem a dificuldade que é ter um filho – conhecimento que tu, como tal, nunca terá. É um absurdo o apelo que tu fizeste ao usar termos como “mamãe”, “bebê sair aos pedacinhos”, entre outros. Gostaria de saber se tu, na situação de marido de uma mulher estuprada – fato que SEMPRE se faz traumático e violento – criaria a criança fruto dessa agressão com tamanho amor, como escreveste acima. Melhor que isto, colocaria em risco a vida da tua mulher, caso esta apresentasse uma gravidez de alto risco? Seria capaz de aguentar perder esposa e filho por amor aos teus princípios? Isto já não passa a ser egoísmo teu? Visto que JAMAIS estará na situação dela? Abraços. Obs.: diferentemente de ti, escrevo com propriedade por ser da área da saúde.


  9. Angela:

    Estou mesmo pasmada com as colocações da contestadora supra, a senhora Bruna. Que inclusive, se diz atuante na área da saúde. Trata-se possivelmete então, de uma doutora – uma doutora diplomada. E se assim é, acho que é por isso mesmo que a saúde vai tão mal neste país. Pessoas que jurarams salvar vidas antes, se diplomam e depois cometem perjúrio no ato de destruir vidas, fazendo ainda, publicamente, apologia à morte. E isto à vidas indefesas ainda no ventre materno. Verdadeiro absurdo!
    O que mais impressiona é o fato de que quem fala é uma mulher. Se mãe, não sei. Mas, a estas alturas, sinceramente, duvido.
    Como pode alguém contestar o óbvio e colocar-se egoisticamente ao lado de impiedosos. Que direito tem profissionais da saúde (ou não) de assassinar e ainda incentivar a outros a assassinarem seres humanos ainda em formação no seio da própria mãe?
    Sabia, dra.Bruna, que o feto não é prolongamento da vida da mãe mas um ser independente? E que por isso mesmo a mãe não tem poder algum sobre a vida do mesmo?
    (Poderia falar-lhe muito sobre o assunto. Limito-me porém, ao espaço)
    Que te faz pensar que exista alguma razão para se dispor de algo tão precioso como a vida humana a qual não nos pertence mas somente a Deus? As “razões” que possa apontar ou qualquer outra “excessão” que pense existir a favor do aborto criminoso e cruel, são apenas “trapos de imundícia” aos olhos do Criador. O aborto fere até mesmo os mais elementares princípios e padrões morais da ética humana. Tudo sem falar nos incontestáveis princípios divinos da fé cristã que, acredito; a senhora não deva conhecer.
    Por isto, falo-lhe antes de tudo como mulher apenas – mãe de filhos, filhos que amo. E que, por motivo algum, em qualquer tempo ou quaisquer circunstâncias, renunciaria a qualquer deles. É nisso que penso, é nisso que acredito.
    Não sei se pode me entender. Mas espero que repense e reconsidere o que disse. – a favor da vida, do amor, do próprio Deus!
    Deus lhe abençoe.
    Angela.

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