{"id":2121,"date":"2016-12-04T12:46:34","date_gmt":"2016-12-04T14:46:34","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/?p=2121"},"modified":"2016-11-06T12:54:11","modified_gmt":"2016-11-06T14:54:11","slug":"a-vocacao-de-deus-e-nossa-vocacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/2016\/12\/04\/a-vocacao-de-deus-e-nossa-vocacao\/","title":{"rendered":"A voca\u00e7\u00e3o de Deus e nossa voca\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos o tema da voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria voltou a ser bastante ventilado. Nunca ficou muito distante da preocupa\u00e7\u00e3o e preparo mission\u00e1rios, mas o assunto recebe bem mais destaque recentemente. Em muitos dos estudos e palestras uma voca\u00e7\u00e3o \u201cgeral\u201d \u00e9 distinguida de uma \u201cespec\u00edfica\u201d, e por boas raz\u00f5es. Na ufania do desafio mission\u00e1rio pode se interessar muito mais em saber onde se deve \u201cir\u201d (denominado frequentemente como \u201cvoca\u00e7\u00e3o espec\u00edfica\u201d, mas que considero melhor denominado como \u201cdire\u00e7\u00e3o espec\u00edfica\u201d) do que como se deve se conformar \u00e0 imagem de Cristo e refletir as caracter\u00edsticas de Cristo na pr\u00f3pria vida (\u201cvoca\u00e7\u00e3o geral\u201d). A distin\u00e7\u00e3o entre \u201cgeral\u201d e \u201cespec\u00edfica\u201d trata disto e assim faz muito bem. Entretanto, h\u00e1 mais duas quest\u00f5es envolvidas no assunto da voca\u00e7\u00e3o que n\u00e3o recebem a aten\u00e7\u00e3o que merecem: primeiro, o lugar da \u201cnossa\u201d voca\u00e7\u00e3o dentro da voca\u00e7\u00e3o <em>de Deus<\/em>, e segundo, o <em>desenvolvimento<\/em> da nossa voca\u00e7\u00e3o ao longo da vida. Vamos considerar cada uma destas duas quest\u00f5es, a primeira nesta reflex\u00e3o e a segunda posteriormente&#8230;<!--more--><\/p>\n<p><strong><em>A voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria dentro da voca\u00e7\u00e3o de Deus<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Antes de pensar qual \u00e9 o <em>meu<\/em> papel como crist\u00e3o ou at\u00e9 mesmo o <em>nosso<\/em> papel coletivo como povo de Deus, \u00e9 essencial considerar a voca\u00e7\u00e3o de Deus, e isto especialmente se o nosso papel tem algo a ver como assemelhar-se a Cristo, isto \u00e9, se a nossa voca\u00e7\u00e3o tem a ver com o sermos \u201cimitadores de Cristo\u201d. N\u00e3o falo de voca\u00e7\u00e3o de Deus no sentido dEle ser chamado por outro, pois n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m acima dEle. Mas falo de voca\u00e7\u00e3o em termos do \u201cprop\u00f3sito\u201d ou \u201cplano\u201d de Deus. Afinal, voca\u00e7\u00e3o tem tudo a ver com isto.<\/p>\n<p>Normalmente n\u00f3s simplesmente pressupomos que saibamos o que \u00e9 este prop\u00f3sito ou plano em termos da reden\u00e7\u00e3o do mundo que, por sua vez, entendemos cada vez mais como alcan\u00e7ar todos os povos pelo an\u00fancio do evangelho, a implanta\u00e7\u00e3o da igreja e a demonstra\u00e7\u00e3o da compaix\u00e3o e de justi\u00e7a em termos concretos. Confesso que nem sempre o prop\u00f3sito mission\u00e1rio parecia t\u00e3o abrangente para mim. Como muitas, eu imaginava o empenho mission\u00e1rio como <em>uma s\u00f3 <\/em>das diversas preocupa\u00e7\u00f5es da igreja&#8230; um s\u00f3 dos departamentos&#8230; um s\u00f3 dos minist\u00e9rios, e n\u00e3o o exerc\u00edcio que melhor definia o prop\u00f3sito da igreja. Com os anos e os estudos, percebi, como muitos dos leitores, que a voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria parte de muito mais que a Grande Comiss\u00e3o, mas que permeia todas as Escrituras para quem tem olhos para ler com aten\u00e7\u00e3o. Esta leitura mais abrangente e mais inclusiva da voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria j\u00e1 \u00e9 consagrada pelo menos no meio do movimento mission\u00e1rio e ganha cada vez mais respaldo de estudiosos important\u00edssimos da B\u00edblia como o N.T. Wright. Foi tamb\u00e9m o motor mestre por tr\u00e1s da <em>B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo <\/em>(Baueri: Sociedade B\u00edblia do Brasil, 2014), uma novidade no mundo inteiro.<\/p>\n<p>N\u00e3o t\u00e3o consensual, mas igualmente importante \u00e9 o reconhecimento de que redimir a humanidade significa o seu resgate integral e que a justifica\u00e7\u00e3o por Deus e a demonstra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da compaix\u00e3o de Deus andam de m\u00e3os dadas nas Escrituras&#8230; digo tamb\u00e9m nas Escrituras todas mesmo que notoriamente nos Profetas e nos Evangelhos. Procurei deixar esta miss\u00e3o \u201cintegral\u201d expl\u00edcita no livro <em>O caminho mission\u00e1rio de Deus <\/em>(terceira edi\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia: Palavra, 2005), que por sua vez foi uma revis\u00e3o do livro <em>Miss\u00e3o Integral<\/em> (S\u00e3o Paulo: Sepal, 1992). Hoje esta perspectiva de integralidade \u00e9 aceita pelas maiores institui\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria (Conc\u00edlio Mundial de Igrejas, Movimento Lausanne, a Alian\u00e7a Evang\u00e9lica Mundial) mas a n\u00edvel popular e entre alguns estudiosos ainda \u00e9 mal representada e entendida e assim encontra resist\u00eancia, principalmente porque concluem indevidamente que o discurso sobre \u201cmiss\u00e3o integral\u201d depende do discurso marxista, um equivoco imenso de quem n\u00e3o d\u00e1 o trabalho de <em>ler<\/em> os documentos principais que defendem a integralidade da miss\u00e3o. Mas isto \u00e9 assunto de outra reflex\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Ora, a perspectiva mission\u00e1ria em termos da reden\u00e7\u00e3o dos povos \u00e9 muit\u00edssima importante e sem d\u00favida reflete grande parte da preocupa\u00e7\u00e3o b\u00edblica ao longo do desdobramento das Escrituras. Entretanto, por mais importante que seja, \u00e9 interessante que a B\u00edblia nem come\u00e7a e nem termina assim. Ou para dizer a mesma coisa de outra maneira, a B\u00edblia n\u00e3o come\u00e7a em G\u00eanesis 12 e n\u00e3o termina em Apocalipse 7. Come\u00e7a em Genesis 1-2 e termina em Apocalipse 21-22, sendo nos dois casos, dois cap\u00edtulos intimamente vinculados. Para falar de modo simples e direto, a voca\u00e7\u00e3o ou o plano de Deus \u00e9 de resgatar aquilo que Ele criou. A origem e o alvo final \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o exclusivamente a humanidade, mesmo que a humanidade tenha um papel primordial tanto na cria\u00e7\u00e3o quanto na nova cria\u00e7\u00e3o. Da mesma forma que a B\u00edblia come\u00e7a com a cria\u00e7\u00e3o dos c\u00e9us e da terra, termina com o novo c\u00e9u e a nova terra. Se a perspectiva mission\u00e1ria na sua vers\u00e3o \u201cintegral\u201d procurou resgatar os ensinos b\u00edblicos acerca da manifesta\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e da compaix\u00e3o de Deus, alego dizer que n\u00e3o \u00e9 \u201cintegral\u201d o suficiente se negligencia as implica\u00e7\u00f5es da voca\u00e7\u00e3o de Deus para a cria\u00e7\u00e3o toda e n\u00e3o apenas para a humanidade.<\/p>\n<p><strong><em>A base b\u00edblica<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Certo que surgem muitos protestos contra esta integralidade mais abrangente. O principal \u00e9 de natureza escatol\u00f3gica e se refere \u00e0 perspectiva b\u00edblica sobre o destino deste planeta. \u00c9 muito comum o protesto que este planeta \u00e9 destinado \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o e ao fogo e logo vem a mente a passagem cuja leitura superficial parece sustentar esta perspectiva: 2 Pedro 3.1-8. \u00c9 impressionante como uma s\u00f3 passagem b\u00edblica sobre a \u201cdestrui\u00e7\u00e3o\u201d do planeta \u00e9 lembrada contra m\u00faltiplas passagens que falam do plano divino de resgatar este planeta, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>G\u00eanesis 1.4, 10, 13, 18, 21, 25; Deuteron\u00f4mio 10,14; Salmo 24.1; J\u00f3 41.11 A cria\u00e7\u00e3o tem composi\u00e7\u00e3o essencialmente ben\u00e9fica<\/li>\n<li>Isa\u00edas 11.1-9 a salva\u00e7\u00e3o futura inclui o reino animal<\/li>\n<li>Habacuque 1.14 especifica a terra como o lugar da eventual plenitude do conhecimento da gl\u00f3ria de Deus<\/li>\n<li>Jo\u00e3o 3.16 especifica este cosmos (<em>kosmos <\/em>\u00e9 a palavra traduzida como \u201cmundo\u201d) como o objetivo do amor de Deus e pelo qual enviou Jesus como seu instrumento de salva\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Ef\u00e9sios 1.9-10 especifica c\u00e9us e terra como os objetos da sua reconcilia\u00e7\u00e3o em Cristo<\/li>\n<li>Filipenses 2.9-11 o senhorio de Jesus inclui todos os habitantes do c\u00e9u, da terra e debaixo da terra<\/li>\n<li>Romanos 8.18-26 fala explicitamente da salva\u00e7\u00e3o futura da cria\u00e7\u00e3o atual deixando de lado a qualifica\u00e7\u00e3o de outra sorte amb\u00edgua de \u201cnova\u201d (outra ou renovada) para \u201ccria\u00e7\u00e3o\u201d<\/li>\n<li>Colossenses 1.20 obra de salva\u00e7\u00e3o abrange n\u00e3o s\u00f3 a humanidade, mas \u201ctodas as coisas, quer sobre o c\u00e9u, quer sobre a terra\u201d<\/li>\n<li>1 Cor\u00edntios 15.22-28 antes da ressurrei\u00e7\u00e3o final Cristo est\u00e1 reinando (\u201csujeitando) todas as coisas no c\u00e9u e na terra<\/li>\n<li>2 Cor\u00edntios 5.17 O ser humano salvo \u00e9 literalmente nova cria\u00e7\u00e3o e assim j\u00e1 contribui para o resgate da cria\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Apocalipse 21.1-4 a salva\u00e7\u00e3o futura envolve a descida do c\u00e9u para a terra<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong><em>De volta para 2 Pedro 3.1-8<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Mas o que dizer de 2 Pedro 3.1-8 e a \u201cdestrui\u00e7\u00e3o\u201d por esta passagem prevista? Uma leitura mais cuidadosa da passagem revela que tal destrui\u00e7\u00e3o futura pelo fogo se compara \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o passada pela \u00e1gua, isto \u00e9, pelo dil\u00favio, destrui\u00e7\u00e3o essa, por sinal, muito abrangente. Entretanto, aquela destrui\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser entendida como aniquila\u00e7\u00e3o porque No\u00e9 se desembarcou no mesmo planeta que antes. Basta acrescentar que fogo e \u00e1gua s\u00e3o mencionadas outras vezes nas Escrituras como met\u00e1foras (n\u00e3o confunda met\u00e1fora com irrealidade) de purifica\u00e7\u00e3o (Ml 3.1-4; 1Co 3.12-15). Enfim \u2013 e isto \u00e9 de sumo import\u00e2ncia missiol\u00f3gica \u2013 a voca\u00e7\u00e3o ou plano redentor de Deus \u00e9 de salvar aquilo que Ele pr\u00f3prio havia criado e entregue \u00e0 humanidade para administrar cuidadosamente (Gn 1.26-27; 2.15). Por isto a B\u00edblia come\u00e7a e termina com este tema e o recheio central (Salmos) \u00e9 repleto de louvores por esta cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas se isto fosse a verdade b\u00edblica, quais s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es para o engajamento mission\u00e1rio e quais modelos deste engajamento encontramos nas Escrituras, especialmente no Novo Testamento? Ou para dizer a coisa de outra maneira: Jesus e os ap\u00f3stolos incorporavam esta perspectiva?<\/p>\n<p><strong><em>Implica\u00e7\u00f5es para o engajamento mission\u00e1rio hoje&#8230;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Vou procurar compensar o pouco espa\u00e7o que temos para tratar isto com refer\u00eancia a outras leituras. Em rela\u00e7\u00e3o ao ensino e \u00e0 pr\u00e1tica de Jesus, recomendo os exemplos especialmente do livro, <em>Jesus e a Terra \u2013 A \u00e9tica ambiental nos Evangelho<\/em>, de James Jones (Editora Ultimato, 2008). Mas mais importante que o ensino e a pr\u00e1tica de Jesus \u2013 pois o <em>seu <\/em>contexto socioambiental certamente contribuiu para a sua pr\u00e1tica ou n\u00e3o pr\u00e1tica imediata \u00ad\u2013 mais importante que isto foi o seu <em>prop\u00f3sito<\/em> e <em>papel<\/em> no plano de Deus para a reconcilia\u00e7\u00e3o de c\u00e9us e terra, o que as passagens citadas acima afirmam. E isto foi tamb\u00e9m exatamente o foco de aten\u00e7\u00e3o dada pelo ap\u00f3stolo Paulo que pouco falou sobre o ensino e o minist\u00e9rio terrestre de Jesus.<\/p>\n<p>Mas a pergunta ainda persiste: se Deus enviou Jesus para salvar o cosmos (Jo 3.16), se Jesus veio para reconciliar todas as coisas nos c\u00e9us e aa terra (Cl 1.20), e ele veio para unir tudo que est\u00e1 no c\u00e9u e na terra (Ef 1.10), se o seu senhorio abrange c\u00e9u e terra (Fp 2.9-11, Mt 28.18) e atualmente est\u00e1 colocando efetivamente todas estas coisas debaixo da sua autoridade (1Co 15.22-28) para a eventual liberta\u00e7\u00e3o <em>desta<\/em> cria\u00e7\u00e3o (Rm 8.18-26)&#8230; por mais importantes e incisivas que sejam estas passagens por que n\u00e3o h\u00e1 mais enfoque ao longo das Escrituras nisto?<\/p>\n<p>Novamente a resposta est\u00e1 no reparo da voca\u00e7\u00e3o de Deus. Logo no in\u00edcio das Escrituras, Deus criou a humanidade <em>a sua imagem<\/em> justamente para ordenar e cuidar a sua cria\u00e7\u00e3o (Gn 1.26-27, incumb\u00eancia, por sinal, dada para o \u201chomem\u201d como ambos macho <em>e<\/em> f\u00eamea). Ou seja, a chave para o resgate sempre foi o ser humano, mesmo que o meio disto acontecer chegou a ser um, ou melhor, <em>o<\/em> Filho do Homem. \u00c9 exatamente esta a mensagem de Paulo em Romanos 8.18-26, s\u00f3 que n\u00e3o \u00e9 qualquer humanidade, \u00e9 a humanidade redimida. Por isso o surgimento da nova cria\u00e7\u00e3o, novos c\u00e9us e nova terra, acompanhar a reden\u00e7\u00e3o do povo de Deus em Apocalipse 21-22. E \u00e9 justamente por isso, que a grande \u00eanfase, ao longo das Escrituras, est\u00e1 na reden\u00e7\u00e3o dos povos, porque a reden\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o \u00e9 participa disto. Por exemplo, a minha reden\u00e7\u00e3o \u00faltima, n\u00e3o a minha \u201cdecis\u00e3o de seguir Jesus\u201d ou a minha \u201celei\u00e7\u00e3o por Deus\u201d \u00e9 descrito diversas vezes na B\u00edblia, especialmente nos escritos de Paulo, como a minha ressurrei\u00e7\u00e3o corporal e o livramento consequente do julgamento final. Isto \u00e9 a minha salva\u00e7\u00e3o \u201cultima\u201d no sentido final (Jo 11.17-25; 1Co 15.52; Fp 3.11; 1Ts 1.10; 4.16). E esta ressurrei\u00e7\u00e3o, de acordo com as Escrituras, segue o exemplo da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e da se depende (Rm 6.5; 8.11; 1Co 6.14; 15.20-22; 2Co 4.14). E se considerarmos o final dos Evangelhos poderemos concluir que a ressurrei\u00e7\u00e3o corporal de Jesus significava a exist\u00eancia ainda de ar para respirar, animais e plantas para comer e ch\u00e3o para andar. Ou seja, a doutrina consagrad\u00edssima da ressurrei\u00e7\u00e3o corporal \u00e9 a maior testemunha da necessidade de um mundo como aquele que conhecemos e n\u00e3o alguma conviv\u00eancia nas nuvens.<\/p>\n<p>O que esta pequena reflex\u00e3o significa para o engajamento mission\u00e1rio? Primeiro, o engajamento mission\u00e1rio continua enfocando a reden\u00e7\u00e3o nos povos e a manifesta\u00e7\u00e3o cada vez mais da justi\u00e7a de Deus (justi\u00e7a e justifica\u00e7\u00e3o nas Escrituras s\u00e3o dois lados da <em>mesma<\/em> moeda, n\u00e3o dois assuntos um subordinado a outro). Isto significa que a evangeliza\u00e7\u00e3o de modo completo, a planta\u00e7\u00e3o da igreja e o discipulado das na\u00e7\u00f5es s\u00e3o o \u201carroz e feij\u00e3o\u201d do trabalho mission\u00e1rio, e isto condicionado em obreiros que espelham e emanam a imagem de Cristo nas suas vidas. Mas se o alvo desta reden\u00e7\u00e3o for a reden\u00e7\u00e3o eventual deste mundo do modo que ser\u00e1 chamado um dia de novo c\u00e9u e nova terra, uma s\u00e9ria de atividades humanas adquiram uma import\u00e2ncia maior e certamente os seguidores de Cristo n\u00e3o estar\u00e3o ensinando os novos disc\u00edpulos a fugirem deste mundo, e sim, de redimi-lo. O enfoque ser\u00e1 mundano no bom sentido da reden\u00e7\u00e3o deste mundo em nova cria\u00e7\u00e3o, n\u00e3o no mal sentido do pecado.<\/p>\n<p>Esta pequena afirma\u00e7\u00e3o exige muita elabora\u00e7\u00e3o e explica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para isto aqui. Basta dizer por enquanto, que precisamos computar a nossa voca\u00e7\u00e3o dentro da abrang\u00eancia maior da voca\u00e7\u00e3o de Deus de estabelecer uma nova cria\u00e7\u00e3o, tarefa que \u00e9 nossa tamb\u00e9m (Romanos 8.18-25). Isto d\u00e1 muito pano para manga e precisamos conversar cada vez mais sobre isto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos o tema da voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria voltou a ser bastante ventilado. Nunca ficou muito distante da preocupa\u00e7\u00e3o e preparo mission\u00e1rios, mas o assunto recebe bem mais destaque recentemente. Em muitos dos estudos e palestras uma voca\u00e7\u00e3o \u201cgeral\u201d \u00e9 distinguida de uma \u201cespec\u00edfica\u201d, e por boas raz\u00f5es. 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