{"id":1996,"date":"2015-06-24T23:04:28","date_gmt":"2015-06-25T01:04:28","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/?p=1996"},"modified":"2015-06-24T23:05:01","modified_gmt":"2015-06-25T01:05:01","slug":"onde-esta-o-ceu-atos-1-9-14","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/2015\/06\/24\/onde-esta-o-ceu-atos-1-9-14\/","title":{"rendered":"Onde est\u00e1 o c\u00e9u?"},"content":{"rendered":"<p>No processo de estudar e ponderar alguma passagem b\u00edblica costumo consultar alguns coment\u00e1rios. Favore\u00e7o especialmente N. T. Wright tanto pelo seu conhecimento t\u00e9cnico da l\u00edngua e cultura antigas e a sua perspic\u00e1cia teol\u00f3gica mais abrangente quanto pela sua facilidade de comunica\u00e7\u00e3o. Normalmente procuro sintetizar as suas ideias com as contribui\u00e7\u00f5es de outros para chegar \u00e0s minhas, mas quando li o coment\u00e1rio de Wright sobre Atos 1.9-14 achei que valia \u00e0 pena, especialmente pela sua explica\u00e7\u00e3o de \u201cc\u00e9us\u201d e \u201cterra\u201d, simplesmente traduzir e passar adiante. O que se segue, portanto, \u00e9 a minha tradu\u00e7\u00e3o do seu coment\u00e1rio sobre a passagem unto com a minha tradu\u00e7\u00e3o da tradu\u00e7\u00e3o dele da passagem&#8230;<\/p>\n<blockquote><p><sup>9<\/sup>Quando Jesus falou isto, ele foi elevado enquanto eles estavam olhando, e uma nuvem o encobriu da sua vista. <sup>10<\/sup>Eles estavam olhando para o c\u00e9u quando ele desapareceu. Ent\u00e3o, bem a\u00ed, dois homens apareceram, vestidos de branco, em p\u00e9 ao lado deles.<\/p>\n<p><sup>11<\/sup>\u201cGalileus\u201d, eles falaram, \u201cpor que voc\u00eas est\u00e3o aqui olhando para o c\u00e9u? Este Jesus, que foi levado de voc\u00eas para o c\u00e9u, voltar\u00e1 do mesmo jeito que voc\u00eas o viram indo para o c\u00e9u.\u201d<\/p>\n<p><sup>12<\/sup>Ent\u00e3o eles voltaram para Jerusal\u00e9m do monte chamado Monte das Oliveiras, que era perto de Jerusal\u00e9m, mais ou menos a dist\u00e2ncia voc\u00ea iria viajar num s\u00e1bado. <sup>13<\/sup>Eles ent\u00e3o (\u201celes\u201d aqui significa Pedro, Jo\u00e3o, Tiago, Andr\u00e9, Filipe, Tom\u00e9, Bartolomeu, Mateus, Tiago o filho de Alfeu, Sim\u00e3o o nacionalista, e Judas o filho de Tiago) entraram na cidade e foram para a sala no andar superior onde estavam hospedados. <sup>14<\/sup>Eles todos se dedicaram de todo o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, com as mulheres, inclusive Maria, a m\u00e3e de Jesus, e os seus irm\u00e3os.<\/p><\/blockquote>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Est\u00e1vamos jantando com alguns amigos que haviam se mudado recentemente para o oeste do Canad\u00e1.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEnt\u00e3o\u201d, a minha esposa come\u00e7ou, \u201cvoc\u00eas j\u00e1 se sentem em casa em Vancouver?\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 como meu lar\u201d, respondeu a esposa energeticamente. \u201c\u00c9 o c\u00e9u!\u201d<\/p>\n<p>\u201cBem, querida\u201d, comentou o seu marido, um te\u00f3logo, chamando sua aten\u00e7\u00e3o e talvez demonstrando piedade excessiva, \u201cse voc\u00ea soubesse das coisas, saberia que o c\u00e9u \u00e9 o seu verdadeiro lar.\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o\u201d, ela respondeu. \u201co lar \u00e9 um lugar onde h\u00e1 trabalho duro, e perturba\u00e7\u00e3o, e todo tipo de dificuldade. Aqui, estou livre de tudo isto. Aqui \u00e9 o c\u00e9u!\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Tenho pensado nessa conversa muitas vezes, e quero discordar com o te\u00f3logo-marido. Embora muitos hinos e ora\u00e7\u00f5es (a maioria do s\u00e9culo XIX e in\u00edcio do s\u00e9culo XX) falem do c\u00e9u como o nosso lar, esta n\u00e3o \u00e9 a maneira que a B\u00edblia habitualmente coloca a quest\u00e3o. Na B\u00edblia, o c\u00e9u e a terra s\u00e3o as duas metades do mundo criado por Deus. Eles n\u00e3o s\u00e3o tanto como duas metades de uma laranja, mais ou menos id\u00eanticos, mas ocupando espa\u00e7o diferente. Eles s\u00e3o mais como o peso de um objeto e o material de qual \u00e9 feito, ou talvez como o significado de uma bandeira e o tecido ou papel de qual ela \u00e9 feita: duas maneiras (relacionadas) de ver a mesma coisa, duas dimens\u00f5es diferentes e interligadas, uma talvez explicando a outra. Falar sobre \u201co c\u00e9u e a terra\u201d \u00e9 a maneira, na B\u00edblia, de falar sobre o fato, como muitas pessoas e muitas culturas tem percebido, que tudo no nosso mundo (vamos chamar de \u201cterra\u201d por enquanto, embora isto possa dar confus\u00e3o porque isto tamb\u00e9m \u00e9 o nome que damos para o nosso planeta espec\u00edfico dentro do nosso sistema solar espec\u00edfico, enquanto \u201cterra\u201d na B\u00edblia se refere mesmo ao cosmos inteiro de espa\u00e7o, tempo e mat\u00e9ria) possui uma outra dimens\u00e3o, um outro tipo de realidade, que faz parte dele tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pode chamar esta outra realidade, esta outra dimens\u00e3o, de realidade \u201cinterior\u201d, se quiser, pensando talvez em uma bola de golfe que possui uma realidade exterior (a superf\u00edcie dura e mosqueada) e uma realidade interior (o interior el\u00e1stico, bem compactado). Mas pode tamb\u00e9m facilmente pensar na terra como a realidade \u201cinterior\u201d, o material denso do mundo onde moramos neste momento, e o \u201cc\u00e9u\u201d como a realidade exterior, o \u201clado\u201d da nossa realidade que est\u00e1 aberto a todo tipo de outras coisas, a significados e possibilidades que a nossa realidade \u201cinterior\u201d, nosso pequeno e ocupado mundo de espa\u00e7o, tempo, e mat\u00e9ria \u00e0s vezes exclui.<\/p>\n<p>Se estas ilustra\u00e7\u00f5es n\u00e3o ajudam, deixe-as de lado e concentre-se na realidade. A realidade \u00e9 esta: \u201cc\u00e9u\u201d na B\u00edblia \u00e9 o espa\u00e7o de Deus, e \u201cterra\u201d \u00e9 o nosso espa\u00e7o. \u201cC\u00e9u\u201d n\u00e3o \u00e9 simplesmente \u201co lugar feliz onde o povo de Deus vai quando morre,\u201d e certamente n\u00e3o \u00e9 o nosso \u201clar\u201d se por isto voc\u00ea quer dizer (como muitos crist\u00e3os, infelizmente, querem dizer) que o nosso destino \u00faltimo \u00e9 de deixar completamente \u201cterra\u201d e ir, ao inv\u00e9s disto, para o \u201cc\u00e9u\u201d. O plano de Deus, como vemos vez ap\u00f3s vez na B\u00edblia, \u00e9 de haver \u201cnovo c\u00e9u e nova terra\u201d, e de os dois se unirem de uma vez por todas em sua renova\u00e7\u00e3o. \u201cO c\u00e9u\u201d pode at\u00e9 ser o nosso lar tempor\u00e1rio, depois desta vida presente; mas o mundo inteiro novo, unido e transformado, \u00e9 o nosso destino \u00faltimo.<\/p>\n<p>Parte do objetivo da ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e9 que era precisamente o in\u00edcio desta renova\u00e7\u00e3o maravilhosa e transformadora deste mundo. N\u00e3o foi simplesmente um acaso ele ter voltado \u00e0 vida de novo, como se fosse por algum equ\u00edvoco de \u201cnatureza\u201d anteriormente insuspeita, ou por algum \u201cmilagre\u201d extraordin\u00e1rio aonde Deus fez o imposs\u00edvel s\u00f3 para mostrar o qu\u00e3o poderoso ele era, onde a morte de repente virou do avesso neste caso espec\u00edfico. Ao contr\u00e1rio, foi porque na cruz ele de fato lidou com a principal for\u00e7a do mal, a decad\u00eancia e a pr\u00f3pria morte, que o poder criativo de Deus, n\u00e3o mais detido como era pela rebeli\u00e3o humana, pode finalmente irromper e produzir o in\u00edcio, o projeto piloto da realidade da uni\u00e3o do c\u00e9u e da terra que era o plano de Deus para o mundo inteiro. Isto \u00e9 parte, pelo menos, da explica\u00e7\u00e3o da pura estranheza do corpo ressurreto de Jesus, que nos choca em todos os relatos da p\u00e1scoa. No momento exato que eles est\u00e3o nos explicando que realmente era ele, que ele n\u00e3o era um fantasma, que ele podia comer e beber, justamente naquele momento ele aparece e desaparece sem aviso. \u00c9 como se os primeiros disc\u00edpulos realmente n\u00e3o soubessem como explicar isto tamb\u00e9m, e estavam simplesmente fazendo o melhor poss\u00edvel para explicar o que viam.<\/p>\n<p>Mas uma vez que compreendemos o que \u201cc\u00e9u e terra\u201d significam na B\u00edblia, e o que \u201cc\u00e9u\u201d n\u00e3o \u00e9, repito, n\u00e3o um local dentro do nosso pr\u00f3prio cosmos de espa\u00e7o, tempo e material, situado em algum lugar l\u00e1 em cima (\u201cem cima\u201d do ponto de vista de quem?\u00a0 Europa? Brasil? Austr\u00e1lia?), ent\u00e3o estamos prontos, ou t\u00e3o prontos quanto poderemos estar, para entender a ascens\u00e3o, descrita aqui por Lucas bem simples e brevemente. Nem Lucas e nem os outros primeiros crist\u00e3os pensavam que Jesus se tornara, de repente, um astronauta primitivo, disparando para entrar em \u00f3rbita ou ir al\u00e9m, de tal modo que se voc\u00ea buscasse at\u00e9 aos confins daquilo que chamamos do \u201cespa\u00e7o\u201d poderia eventualmente encontr\u00e1-lo. Eles acreditavam que \u201cc\u00e9u\u201d e \u201cterra\u201d eram duas esferas interconectadas da realidade de Deus, e que o corpo ressurreto de Jesus era o primeiro (e, por enquanto, o \u00fanico) objeto que est\u00e1 plenamente \u00e0 vontade em ambas e assim, em qualquer uma, antecipando o tempo quando tudo ser\u00e1 renovado e unido. E assim, j\u00e1 que como T.S. Elliot afirmou, \u201ca humanidade n\u00e3o aguenta muita realidade\u201d, esta realidade nova e espantosa de uma criatura de c\u00e9u-e-terra n\u00e3o poder\u00e1 ainda viver em ambas as dimens\u00f5es juntas, mas ficar\u00e1 \u00e0 vontade dentro da dimens\u00e3o \u201ccelestial\u201d por enquanto, at\u00e9 a hora que c\u00e9u e terra finalmente ser\u00e3o renovados e unidos. Naquele momento, \u00e9 claro, este pr\u00f3prio Jesus renovado ser\u00e1 a figura central.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o ponto do evento, e a sua explica\u00e7\u00e3o, como os encontramos nos versos 9-11. Jesus \u00e9 \u201celevado\u201d, indicando para os disc\u00edpulos n\u00e3o que ele se destinava para algum lugar al\u00e9m da lua, al\u00e9m de Marte, ou onde quer que seja, mas que ele estava indo para o \u201cespa\u00e7o de Deus\u201d, a dimens\u00e3o de Deus. A nuvem, como frequentemente na B\u00edblia, \u00e9 o sinal da presen\u00e7a de Deus (pense no pilar da nuvem e fogo quando o povo de Deus peregrinava pelo deserto, ou a nuvem e a fuma\u00e7a que enchia o templo quando Deus repentinamente se tornara presente de uma nova maneira). Jesus havia ido para a dimens\u00e3o da realidade de Deus; mas ele estar\u00e1 de volta no dia quando essa dimens\u00e3o e a nossa dimens\u00e3o presente ser\u00e3o unidas de uma vez por todas. Esta promessa paira no ar sobre toda a hist\u00f3ria crist\u00e3 desde aquele dia at\u00e9 hoje. Isto \u00e9 o que n\u00f3s queremos dizer pela \u201csegunda vinda\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais duas coisas que s\u00e3o, como dizemos, \u201cest\u00e3o acontecendo\u201d nesta passagem. Alguns leitores do primeiro s\u00e9culo teriam percebido uma delas, alguns a outra, alguns talvez ambas. Primeiro, uma das promessas centrais do Antigo Testamento para os primeiros crist\u00e3os estava em Daniel 7, onde \u201cum como o filho do homem\u201d era elevado, nas nuvens do c\u00e9u, para o \u201cAnci\u00e3o dos Dias\u201d, e apresentado diante dele e recebia poder real sobre as na\u00e7\u00f5es, e especificamente sobre as \u201cbestas\u201d, os monstros representando as for\u00e7as do mal e do caos. Para aquele que h\u00e1 muito tempo ponderava aquela passagem \u2013 e h\u00e1 bastante ind\u00edcios que os primeiros crist\u00e3os faziam exatamente isto \u2013 a hist\u00f3ria da ascens\u00e3o de Jesus iria indicar que Daniel 7 fora cumprido de uma maneira dram\u00e1tica e inesperada, com a figura humana que sofrera nas m\u00e3os dos poderes malignos do mundo agora sendo exaltado para a pr\u00f3pria presen\u00e7a de Deus mesmo, l\u00e1 para receber poder real. Isto se encaixa t\u00e3o bem com a passagem anterior (vv. 6-8) que \u00e9 dif\u00edcil supor que Lucas n\u00e3o o tivesse intencionado.<\/p>\n<p>Segundo, muitos dos leitores de Lucas saberiam que quando um imperador romano morria, era costume declarar que algu\u00e9m tinha visto a sua alma escapando do seu corpo e subindo para o c\u00e9u. Se voc\u00ea for para o topo do F\u00f3rum em Roma, e ficar embaixo do Arco de Tito, e olhar para cima, ver\u00e1 uma gravura da alma de Tito, que era imperador nos anos 80 do s\u00e9culo I, ascendendo para o c\u00e9u. A mensagem era clara: o imperador se tornara um deus (que possibilitava a transforma\u00e7\u00e3o\u201d do seu \u201cfilho\u201d e herdeiro em \u201cfilho de Deus\u201d, que era um t\u00edtulo \u00fatil se voc\u00ea quisesse governar o mundo). O paralelo esta vez n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o exato, j\u00e1 que Lucas claramente afirma que n\u00e3o foi a \u201calma\u201d de Jesus que ascendeu para o c\u00e9u, deixando o seu corpo em algum lugar para tr\u00e1s, mas sim todo o seu ser, renovado, completo e corporal. Mas h\u00e1 um sentido de que Jesus estava superando qualquer coisa que os imperadores romanos pudessem imaginar para si mesmos. Ele \u00e9 a realidade, e eles a par\u00f3dia \u2013 um tema que reparamos mais que uma vez no desdobramento da hist\u00f3ria que Lucas conta. E quando, no final do livro de Lucas, as boas novas de Jesus s\u00e3o pregadas em Roma mesmo, abertamente e sem impedimentos, deduzimos \u201cde fato, \u00e9 assim que tinha que ser\u201d! Ele \u00e9 o rei verdadeiro e de direito do mundo, compartilhando o pr\u00f3prio trono, e de alguma forma, a identidade do \u00fanico Deus verdadeiro.<\/p>\n<p>A primeira e mais importante resposta para este evento extraordin\u00e1rio, sem precedentes e ainda dif\u00edcil de descrever, \u00e9, de fato, o culto. Lucas frequentemente nos informa sobre a devo\u00e7\u00e3o dos primeiros crist\u00e3os \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. Quando voltamos com eles nesta ocasi\u00e3o para o Monte das Oliveiras para a casa onde foram hospedados, e olhamos \u00e0 sala e vemos estes homens e mulheres perplexos, mas animados \u2013 inclusive a pr\u00f3pria m\u00e3e de Jesus \u2013 se dedicando \u00e0 ora\u00e7\u00e3o, devemos sentir uma identifica\u00e7\u00e3o forte com eles. Todos aqueles que nomeiam o nome de Jesus, que o cultuam, que estudam a sua palavra, s\u00e3o chamados para serem povo de culto e ora\u00e7\u00e3o. Por que?<\/p>\n<p>Bem, \u00e9 \u00f3bvio, n\u00e3o \u00e9? \u00c9 precisamente no culto e ora\u00e7\u00e3o que n\u00f3s, enquanto ainda na \u201cterra\u201d no sentido que j\u00e1 explorei, nos encontramos compartilhando a vida do \u201cc\u00e9u\u201d, onde Jesus est\u00e1. As refer\u00eancias constantes \u00e0 ora\u00e7\u00e3o em Atos s\u00e3o um sinal que \u00e9 assim que seres profundamente humanos normais, frequentemente perplexos, os ap\u00f3stolos e outros com eles, descobriram que a sua hist\u00f3ria se misturava com a hist\u00f3ria daquilo \u201cque Jesus continuava a fazer e ensinar\u201d.\u00a0 A partir da ascens\u00e3o, a hist\u00f3ria dos seguidores de Jesus ocorre nas duas dimens\u00f5es. Isto, por sinal, \u00e9 a raz\u00e3o do conflito inevit\u00e1vel com o Templo, porque o Templo era visto como o lugar chave onde o c\u00e9u e a terra se encontravam. A ressurrei\u00e7\u00e3o e a ascens\u00e3o de Jesus afirmaram o contr\u00e1rio, e os seguidores de Jesus tiveram que trabalhar o significado disto. Como n\u00f3s hoje em dia n\u00e3o apenas lemos Atos mas tentamos seguir Jesus e testemunhar do seu senhorio sobre o mundo, \u00e9 por meio da ora\u00e7\u00e3o e culto que n\u00f3s tamb\u00e9m podemos conhecer, apreciar e ser energizados pela vida do c\u00e9u, aqui mesmo na terra, e desenvolver o que isto significa em termos de outras reivindica\u00e7\u00f5es, outros senhores, outras maneiras de viver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\">Wright, N.T. <em>Acts for Everyone, Part One: Chapters 1-12<\/em> (The New Testament for Everyone) (p\u00e1g.s 10-15). Westminster John Knox Press. Kindle Edition. 2011.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No processo de estudar e ponderar alguma passagem b\u00edblica costumo consultar alguns coment\u00e1rios. Favore\u00e7o especialmente N. T. 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