{"id":1936,"date":"2014-11-20T13:24:30","date_gmt":"2014-11-20T15:24:30","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/?p=1936"},"modified":"2014-12-26T14:55:23","modified_gmt":"2014-12-26T16:55:23","slug":"o-nascimento-da-biblia-missionaria-de-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/2014\/11\/20\/o-nascimento-da-biblia-missionaria-de-estudo\/","title":{"rendered":"O nascimento da \u201cB\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo\u201d"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o canso de dizer que a <em>B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo<\/em> (BME) n\u00e3o \u00e9 uma B\u00edblia de Estudo <strong>para<\/strong> mission\u00e1rios &#8212; pelo menos, n\u00e3o exclusivamente. Em vez de objetivar o minist\u00e9rio em terras alheias &#8212; por sinal, esperamos que sirva para estimular e dar recursos aos mission\u00e1rios &#8211;, \u00e9 a pr\u00f3pria B\u00edblia em si que entendemos como \u201cmission\u00e1ria\u201d. O simples fato da exist\u00eancia da B\u00edblia \u00e9 o maior ind\u00edcio que Deus queira comunicar-se conosco e, ao ler o que est\u00e1 escrito, nela sobressai um plano, um objetivo para o povo que ele chamou e para o mundo que criou. \u00c9 isso que entendemos de \u201cmiss\u00e3o\u201d (eis o t\u00edtulo). Por isso, o p\u00fablico da BME s\u00e3o todos aqueles que fazem parte desta miss\u00e3o da divulga\u00e7\u00e3o das boas-novas &#8212; enfim, todo o povo de Deus.<\/p>\n<p>Por causa desta abrang\u00eancia maior, a gest\u00e3o da BME, de certo modo, pertence a todos n\u00f3s que ouvimos a voz de Deus por meio desta Sua Palavra e nos engajamos em uma miss\u00e3o, mesmo uma miss\u00e3o com diversas incumb\u00eancias espec\u00edficas de acordo com o chamado e os dons de cada um. No meu caso, eu me lembro de ter ouvido a prega\u00e7\u00e3o simples do meu av\u00f4 aos 5 anos sobre o papel da f\u00e9 na vida e ter crido. Naquela tarde, em meu quarto, me lembro de ter entregue a vida a Cristo e iniciado uma vida de ora\u00e7\u00e3o. Mas tarde, na \u00e9poca da faculdade e por meio da leitura e estudo da B\u00edblia, eu entendi que ser disc\u00edpulo de Jesus significava assumir a miss\u00e3o de Deus para a minha vida. Eu ainda n\u00e3o sabia como isto iria se traduzir em termos de carreira profissional, mas no meu caso desconfiava de uma voca\u00e7\u00e3o como mission\u00e1rio em outro pa\u00eds. Quatro ou cinco anos depois, aos 25 anos de idade, eu j\u00e1 estava no Brasil e recebi da minha denomina\u00e7\u00e3o a designa\u00e7\u00e3o de \u201cevangelista urbano\u201d, que significava plantar igrejas nas cidades do interior do Centro-Oeste do Brasil. Eu fiz isso nos\u00a0meus primeiros seis anos no Brasil, por\u00e9m, desde o in\u00edcio com a consci\u00eancia que a igreja brasileira, grosso modo, sabia melhor evangelizar e plantar igrejas que os meus conterr\u00e2neos. Diante desta observa\u00e7\u00e3o, eu e minha esposa Marta (que conheci no meu primeiro dia no Brasil!), come\u00e7amos a orar durante aqueles anos para que Deus nos usasse no preparo de brasileiros para o minist\u00e9rio transcultural. Enquanto isto, eu comecei a estudar missiologia (a &#8220;ci\u00eancia&#8221; de miss\u00f5es) com o objetivo de me tornar professor. Foi nesta \u00e9poca que a minha aten\u00e7\u00e3o voltou-se para o conceito de miss\u00e3o na B\u00edblia. Este foi assunto da minha tese de mestrado e eventual doutorado. Sem saber, e em retrospectiva, acredito que Deus estava me preparando para a produ\u00e7\u00e3o da BME.<\/p>\n<p>A minha vis\u00e3o de \u201cmiss\u00f5es\u201d, ent\u00e3o, foi se voltando cada vez mais para suas bases b\u00edblicas. Quando eu tinha oportunidade de falar sobre miss\u00f5es, falava quase sempre sobre suas bases b\u00edblicas. Foi isso que aconteceu em 1983, quando o Rev. Elben C\u00e9sar me convidou para pregar na confer\u00eancia mission\u00e1ria da Igreja Presbiteriana de Vi\u00e7osa (MG). Dei tr\u00eas palestras sobre as bases b\u00edblicas de miss\u00f5es que se tornaram, por sua vez, tr\u00eas artigos na revista <strong>Ultimato<\/strong>. Depois recebemos o convite para morar em Vi\u00e7osa e dar in\u00edcio ao Centro Evang\u00e9lico de Miss\u00f5es. Aqueles estudos e, eventualmente as teses e pesquisas de mestrado e doutorado, transformaram-se ao longo dos 30 anos seguintes em centenas de palestras e sete livros que destacam a miss\u00e3o de Deus por meio da Palavra de Deus.<\/p>\n<p>Com tanta \u00eanfase nesta dimens\u00e3o mission\u00e1ria da B\u00edblia durante o meu minist\u00e9rio, algu\u00e9m poderia imaginar que a produ\u00e7\u00e3o de uma B\u00edblia Mission\u00e1ria seria algo inevit\u00e1vel, mas n\u00e3o foi. Deus havia dado a vis\u00e3o desta produ\u00e7\u00e3o para outra pessoa que eu conhecia quando ele era jovem e participou de uma Confer\u00eancia Mission\u00e1ria na Assembleia de Deus em Jundia\u00ed onde eu havia pregado. Jamierson conta que esta vis\u00e3o veio em 2001. Nos anos seguintes, ele consultava algumas pessoas sobre o projeto, que mesmo assim n\u00e3o decolou. Em 2007, ele me telefonou, se reapresentou, e me perguntou o que achava da ideia. Por um lado, eu o m\u00e1ximo, mas por outro, certa estranheza. &#8220;Por que nunca pensamos nisto antes?&#8221;. Assim, ent\u00e3o, em 2007, o projeto come\u00e7ou concretamente e, em 2011, passou a ser um projeto abra\u00e7ado entusiasmadamente pela Sociedade B\u00edblica do Brasil (SBB).<\/p>\n<p>Prontamente, coloquei-me a trabalhar nos seis meses posteriores, escrevendo notas para os primeiros oito livros da B\u00edblia, de G\u00eanesis a Rute. Diante da grandeza do projeto, percebi a necessidade de montarmos uma equipe maior de autores de notas, reflex\u00f5es tem\u00e1ticas e ap\u00eandices. Conseguimos uma boa e diversificada equipe de cerca de 50 pessoas, de boa reputa\u00e7\u00e3o e que sabiam fazer a leitura \u201cmission\u00e1ria\u201d da B\u00edblia. Pessoas como: B\u00e1rbara Burns, Carlos Queiroz, Edison Queiroz, Elben C\u00e9sar, Hernandes Dias Lopes, Ronaldo Lid\u00f3rio, Russell Shedd, Samuel Escobar, Silas Tostes e Valdir Steuernagel.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><strong>O PROP\u00d3SITO\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A\u00a0<em>B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo<\/em>\u00a0tem como objetivo explicitar ao longo das Escrituras as diversas dimens\u00f5es do plano restaurador para o mundo e para a cria\u00e7\u00e3o, contemplando tanto o papel do povo de Deus neste plano como outros meios e dimens\u00f5es relatados nas Escrituras. Com isso, queremos mobilizar a igreja para cumprir sua principal tarefa (Mt 28.18-20).<\/p>\n<p>O p\u00fablico alvo \u00e9 o leigo interessado suficientemente no estudo da B\u00edblia para optar pela compra de alguma B\u00edblia de Estudo, interessado no impacto do evangelho dentro do seu contexto, quer por meio do evangelismo, quer por meio de minist\u00e9rios de cunho social; o estudante e candidato ao trabalho mission\u00e1rio, e pastores e l\u00edderes eclesi\u00e1sticos que incentivam o engajamento mission\u00e1rio. Poder\u00e1 ser um bom recurso para os professores e outros acad\u00eamicos da miss\u00e3o da igreja, mesmo que as notas n\u00e3o sejam desenvolvidas extensivamente e usem uma linguagem n\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n<p><strong>Dois conceitos de \u201cmiss\u00e3o\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Dois conceitos do universo missiol\u00f3gico servem para nortear, de modo geral, este projeto:\u00a0 o conceito da <em>miss\u00e3o integral<\/em> e o conceito de\u00a0<em>missio Dei<\/em>. Ambos auxiliam a compreens\u00e3o e a\u00e7\u00e3o mission\u00e1rias de modo abrangente e inclusivo<sup>1<\/sup>. Esta ado\u00e7\u00e3o representa uma preocupa\u00e7\u00e3o de\u00a0<em>n\u00e3o restringir<\/em>\u00a0as \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. Entretanto, at\u00e9 hoje n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o espec\u00edfica nem das atividades e nem dos conceitos que esta integralidade \u201cabrange\u201d e \u201cinclui\u201d.<\/p>\n<p>A necessidade de afirmar que a miss\u00e3o \u00e9 integral significa que, na pr\u00e1tica, ela n\u00e3o \u00e9 concebida como tal. Em princ\u00edpio, o evangelho n\u00e3o precisa dessa express\u00e3o. Ela s\u00f3 \u00e9 utilizada por causa da &#8220;dureza do cora\u00e7\u00e3o&#8221;, e em virtude de fatores como: nossas divis\u00f5es ideol\u00f3gicas; nossas barreiras culturais. Precisamos ouvir o evangelho como um todo. Ele nos desafia e nos compromete a viv\u00ea-lo integralmente, n\u00e3o nos permitindo render-se a uma agenda da miss\u00e3o direcionada pelas exig\u00eancias do mercado.<\/p>\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o de que a miss\u00e3o \u00e9 integral serve tamb\u00e9m para nos lembrar que o envolvimento na miss\u00e3o passa pelo crivo do entendimento de que \u00e9 amor que se encarna, que se compadece, que toma a iniciativa da aproxima\u00e7\u00e3o na perspectiva da gra\u00e7a. Nesse sentido, o outro passa a ser o pr\u00f3ximo porque algu\u00e9m se aproximou dele e assumiu a sua condi\u00e7\u00e3o de sofredor, sem pedir nada em troca (Lucas 10.25-37).\u00a0 Para tanto, temos que estar dispostos a escutar as vozes do mundo amado por Deus, pelo qual, enviou seu Filho. Isso \u00e9 muito significativo, uma vez que vivemos num contexto brasileiro onde ecoam vozes de dor, sofrimento, opress\u00e3o, injusti\u00e7a e falta de solidariedade, expressas de maneira t\u00e3o dram\u00e1tica nos l\u00e1bios e nos cora\u00e7\u00f5es dos proscritos e no grito de socorro dos exclu\u00eddos.<\/p>\n<p>O conceito de\u00a0<em>missio Dei<\/em>\u00a0tamb\u00e9m surgiu nas \u00faltimas d\u00e9cadas para auxiliar a compreens\u00e3o da igreja \u201cem miss\u00e3o\u201d<sup>2<\/sup>. Os dois discursos acerca da \u201cmiss\u00e3o integral\u201d e da\u00a0<em>missio Dei<\/em>\u00a0surtem efeitos ligeiramente distintos, mas complementares. O primeiro ajuda a igreja a contemplar quais minist\u00e9rios ou dimens\u00f5es faltam na sua a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria para que ent\u00e3o reflita \u201ctodo o conselho de Deus\u201d. O \u00faltimo, ao separar didaticamente a miss\u00e3o da igreja da miss\u00e3o de Deus, ajuda a igreja a desconstruir e desmistificar os seus projetos, estrat\u00e9gias e metodologias mission\u00e1rios e perguntar-se novamente como pode adequar a sua miss\u00e3o de tal forma que exer\u00e7a melhor o papel que Deus deseja para ela. Em ambos os casos, a igreja procura questionar, ampliando ou at\u00e9 eliminando aspectos da sua pr\u00e1tica no mundo e na hist\u00f3ria em que Deus a inseriu. Em ambos os casos, a inten\u00e7\u00e3o maior n\u00e3o \u00e9 de sacralizar a compreens\u00e3o e empenho atual da igreja, mas, sim, de ousar radicaliz\u00e1-los para ser sal mais salgado e luz mais brilhante.<\/p>\n<p>\u201cMiss\u00e3o\u201d \u00e9 projeto de Deus. \u00c9 Ele quem toma a iniciativa de salvar o mundo manchado pelo pecado, separado d&#8217;Ele, com o objetivo de estabelecer o seu reino neste mundo e sobre toda a sua cria\u00e7\u00e3o. Faz parte da concep\u00e7\u00e3o de muitos que a miss\u00e3o \u00e9 da Igreja, como se essa, num sentimento de posse, usasse a Deus para a salva\u00e7\u00e3o do mundo, quando, na verdade, a miss\u00e3o \u00e9 de Deus, o qual concede \u00e0 Igreja o privil\u00e9gio de ser &#8220;parceira&#8221; na consecu\u00e7\u00e3o desse projeto. Sendo assim, podemos afirmar que a miss\u00e3o de Deus tem uma Igreja, que segundo David Bosch, passa de remetente para remetida, por estar a servi\u00e7o de algu\u00e9m que \u00e9 maior do que ela<sup>3<\/sup>. A miss\u00e3o de Deus cria e envia a Igreja ao mundo, visando a transforma\u00e7\u00e3o e salva\u00e7\u00e3o deste mundo, a implanta\u00e7\u00e3o definitiva de reino divino de amor, justi\u00e7a, solidariedade e paz.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cMiss\u00e3o diz respeito \u00e0s rela\u00e7\u00f5es entre Deus e o mundo(&#8230;) Vocacionada, [a igreja] \u00e9 coparticipante da pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o de Deus no mundo, que visa salvar e libertar a humanidade. Sua tarefa como enviada \u00e9 ver, ouvir, chamar, orientar, ajudar e tornar-se solid\u00e1ria como parte do testemunho daquela a\u00e7\u00e3o de Deus\u201d<sup>4<\/sup>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para corrigir a concep\u00e7\u00e3o eclesioc\u00eantrica da miss\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio avaliar o conceito da\u00a0<em>missio Dei (miss\u00e3o de Deus)<\/em>. Na\u00a0<em>missio Dei,\u00a0<\/em>o pr\u00f3prio Deus torna a Igreja um instrumento privilegiado de sua miss\u00e3o, mas n\u00e3o a raz\u00e3o da mesma. Moltmann afirmou que n\u00e3o \u00e9 a Igreja que deve cumprir uma miss\u00e3o de salva\u00e7\u00e3o do mundo, mas \u00e9 a miss\u00e3o do Filho e do Esp\u00edrito Santo mediante o Pai que inclui a Igreja. Sendo assim, a Igreja n\u00e3o pode ser vista como fundamento da miss\u00e3o, nem como objetivo desta, mas como instrumento. De acordo com Moltmann, \u201ca palavra final da Igreja n\u00e3o \u00e9 a Igreja, mas a gl\u00f3ria do Pai e do Filho no Esp\u00edrito da liberdade.\u201d<sup>5<\/sup><\/p>\n<p>Segundo David Bosch, a miss\u00e3o da igreja dever\u00e1\u00a0ser o servi\u00e7o \u00e0 m<em>issio Dei<\/em>, ou seja, representar Deus no mundo, e diante do mundo, e apontar tudo para Deus. A miss\u00e3o da igreja e a\u00a0<em>missio Dei\u00a0<\/em>s\u00f3 podem ser vistas juntas, como instrumentos de Deus, por meio dos quais ele avan\u00e7a em seus prop\u00f3sitos.<\/p>\n<p>Deus n\u00e3o apenas envia e se torna enviado, mas ele \u00e9\u00a0o pr\u00f3prio conte\u00fado do envio. Em cada uma das pessoas da Trindade, Deus age por inteiro. Nessa forma de atua\u00e7\u00e3o, Deus nos mostra como se faz miss\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Princ\u00edpios para elabora\u00e7\u00e3o das notas para o texto b\u00edblico<\/strong><\/p>\n<p>Na BME, o texto b\u00edblico foi tratado dentro da <em>perspectiva evang\u00e9lica tradicional do c\u00e2non<\/em>, sem desprezar as contribui\u00e7\u00f5es de estudos hist\u00f3ricos cr\u00edticos da composi\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o dos diversos textos que constituem as Escrituras. Estas \u00faltimas n\u00e3o s\u00e3o o enfoque dessa B\u00edblia de Estudo, mas s\u00e3o mencionadas quando necess\u00e1rio. Por exemplo, nas introdu\u00e7\u00f5es para os Livros do Pentateuco, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma men\u00e7\u00e3o de teorias acerca de escolas de javistas e de eloistas na composi\u00e7\u00e3o ou compila\u00e7\u00e3o dos textos. Em vez disto, o enfoque est\u00e1 nos textos em si. Entretanto, quando se trata de outros textos, como por exemplo o Livro de Daniel, se faz necess\u00e1rio numa introdu\u00e7\u00e3o ao livro e at\u00e9 mesmo nas notas men\u00e7\u00e3o das diversas teorias sobre a data\u00e7\u00e3o deste documento, justamente para constatar a varia\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o sobre os textos que estas teorias geram.<\/p>\n<p>Portanto, as observa\u00e7\u00f5es de cunho hist\u00f3rico-critico, que geralmente s\u00e3o menos consensuais, s\u00f3 s\u00e3o inclu\u00eddas quando necess\u00e1rias, mais para esclarecer as diversas op\u00e7\u00f5es de interpreta\u00e7\u00e3o do texto b\u00edblico e sua eventual signific\u00e2ncia missiol\u00f3gica. Doutra sorte, n\u00e3o fazemos uso destas observa\u00e7\u00f5es que contemplam teorias de autoria, reda\u00e7\u00e3o, e data\u00e7\u00e3o. Assim,\u00a0<em>A B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo <\/em>procura servir o mundo crist\u00e3o brasileiro na sua multifacetada dimens\u00e3o denominacional e teol\u00f3gica.<\/p>\n<p><strong>O que incluir nas notas missiol\u00f3gicas? <\/strong><\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios adotados para escrever as notas s\u00e3o estes:<\/p>\n<ol>\n<li><em>Defini\u00e7\u00e3o de miss\u00e3o<\/em>: Trata de \u201cmiss\u00e3o\u201d e \u201cmiss\u00f5es\u201d no sentido mais amplo e geral de\u00a0\u201cenvio por Deus para a realiza\u00e7\u00e3o duma tarefa\u201c. Embora reconhe\u00e7amos que a B\u00edblia caminha para uma compreens\u00e3o mais espec\u00edfica a medida que se aproxima do Novo Testamento (e na elabora\u00e7\u00e3o das notas do Antigo Testamento apontamos para esta compreens\u00e3o), ressaltamos nas notas a compreens\u00e3o do livro da B\u00edblia que estamos expondo, por exemplo, \u201cmiss\u00e3o\u201d em G\u00eanesis como a declara\u00e7\u00e3o por Deus da bondade essencial da cria\u00e7\u00e3o, da tarefa humana de guardar e cuidar dela, e da incumb\u00eancia dada a Israel de \u201caben\u00e7oar\u201d todas as fam\u00edlias da terra. Enfim, ao inv\u00e9s de partir de conceitos contempor\u00e2neos de \u201cmiss\u00e3o\u201d ou \u201cmiss\u00f5es\u201d e procurar as suas bases nas Escrituras, nos esfor\u00e7amos a considerar significados emergentes dos livros b\u00edblicos que estamos comentando. Este \u00faltimos podem tanto refor\u00e7ar significados contempor\u00e2neos quanto critic\u00e1-los e desconstrui-los.<\/li>\n<li><em>Tratamento do texto<\/em>: Focamos a\u00a0signific\u00e2ncia missiol\u00f3gica do texto, e n\u00e3o de poss\u00edveis \u201cfontes\u201d do texto ou \u201ccontextos de composi\u00e7\u00e3o\u201d. Ou seja, n\u00e3o promovemos teorias cr\u00edticas a respeito do surgimento ou reda\u00e7\u00e3o eventual dos diversos textos b\u00edblicos. Ao inv\u00e9s disto, trabalhamos a partir do pressuposto duma \u201cmeta hist\u00f3ria\u201d que une os diversos textos, mesmo contada por meio de hist\u00f3rias espec\u00edficas menores. Apenas queremos comentar o que o texto can\u00f4nico diz, mas sem negligenciar ou minimizar as diferen\u00e7as ou transi\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. No caso de G\u00eanesis 1 e 2, reparamos as \u00eanfases diversas de conte\u00fado dum cap\u00edtulo para o outro sem especular sobre as origens. Perspectivas hist\u00f3ricas fazem perguntas de origem, enquanto perspectivas teol\u00f3gicas fazem\u00a0perguntas de significado. Nosso procedimento \u00e9 priorizar as\u00a0perguntas teol\u00f3gicas. As perguntas hist\u00f3ricas s\u00e3o inclu\u00eddas somente na medida em que esclarecem o significado dos textos.<\/li>\n<li><em>Significado cristol\u00f3gico<\/em>: Diferente de muitas \u201cteologias b\u00edblicas\u201d, inclusive \u201cteologias b\u00edblicas de miss\u00e3o\u201d, queremos ressaltar o grande pressuposto consensual de todos os autores do Novo Testamento: que as Escrituras, de modo geral, apontam para Jesus Cristo e que, especificamente, as promessas de Deus feitas ao seu povo, ao longo da sua hist\u00f3ria, se cumprem em Jesus. Estranhamente, mesmo quando esta observa\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecida, \u00e9 muito raro encontrar a sua exemplifica\u00e7\u00e3o nos trabalhos de teologia b\u00edblica, inclusive entre os escritores mais conservadores. Isto se deve em grande parte \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o querer \u201cfor\u00e7ar a barra\u201d na interpreta\u00e7\u00e3o e assim privilegiar os significados dentro do seu contexto original, o que acaba excluindo interpreta\u00e7\u00f5es cristol\u00f3gicas. Do ponto de vista hist\u00f3rico, parece um procedimento saud\u00e1vel (exegetas, por profiss\u00e3o, s\u00e3o essencialmente historiadores, e te\u00f3logos b\u00edblicos geralmente s\u00e3o formados dentro do campo da exegese). Entretanto, do ponto de vista teol\u00f3gico crist\u00e3o, acabamos traindo nossa pr\u00f3pria causa ao excluir a reflex\u00e3o cristol\u00f3gica. Nossa tarefa como comentaristas missiol\u00f3gicos de livros espec\u00edficos \u00e9 perguntar se o texto esclarece ou contribui para nossa compreens\u00e3o da miss\u00e3o de Deus e, por consequ\u00eancia, a miss\u00e3o do seu povo. Como crist\u00e3os, e partindo do mesmo pressuposto dos escritores do Novo Testamento, queremos tamb\u00e9m perguntar se e\u00a0de que forma um texto, na \u201cmeta-hist\u00f3ria\u201d,\u00a0caminha em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 revela\u00e7\u00e3o e cumprimento da miss\u00e3o de Deus em Jesus. A quest\u00e3o da dimens\u00e3o cristol\u00f3gica da interpreta\u00e7\u00e3o talvez seja o mais dif\u00edcil para os escritores, pelos poucos modelos que temos.<\/li>\n<li><em>Diversas dimens\u00f5es da defini\u00e7\u00e3o<\/em>: O\u00a0envio por Deus do povo de Deus, como defini\u00e7\u00e3o preliminar de \u201cmiss\u00e3o\u201d, inclui a aten\u00e7\u00e3o \u00e0s mais diversas dimens\u00f5es da atividade mission\u00e1ria:\n<ul>\n<li>a\u00a0vida<em>\u00a0<\/em>do mission\u00e1rio: a forma\u00e7\u00e3o do povo mission\u00e1rio com Deus, o compromisso, o culto, a voca\u00e7\u00e3o, o preparo\u2026<\/li>\n<li>os\u00a0alvos<em>\u00a0<\/em>mission\u00e1rios: os povos, a cria\u00e7\u00e3o toda, a justi\u00e7a, a reden\u00e7\u00e3o, o louvor e a gl\u00f3ria a Deus\u2026<\/li>\n<li>a\u00a0estrat\u00e9gia<em>\u00a0<\/em>mission\u00e1ria: como o povo de Deus desempenha a sua tarefa (o testemunho pessoal, a vida regida pelos valores da justi\u00e7a\u2026), a lideran\u00e7a mission\u00e1ria, metodologias (o imigrantes, evangelismo urbano, o estrangeiro de outra religi\u00e3o)\u2026<\/li>\n<li>a\u00a0hist\u00f3ria<em>\u00a0<\/em>mission\u00e1ria: estudos de caso, desempenhos positivo e negativo no passado\u2026<\/li>\n<li>a\u00a0teologia<em>\u00a0<\/em>mission\u00e1ria: a signific\u00e2ncia da sua tarefa dentro do plano de Deus para a sua cria\u00e7\u00e3o, como se desdobra em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cruz e como se destina em dire\u00e7\u00e3o ao fim.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>COMO USAR A BME?<\/strong><\/p>\n<p>Esta B\u00edblia de Estudo traz consigo diversos recursos. O maior e principal, como em todas as B\u00edblias de Estudo, \u00e9 o pr\u00f3prio texto b\u00edblico. Tem o primeiro lugar de destaque nas p\u00e1ginas da B\u00edblia e no tamanho e cor das fontes. Todos estes destaques servem para lembrar o leitor que o texto b\u00edblico \u00e9 a Palavra de Deus. O resto \u00e9 nossa tentativa humana de explic\u00e1-la, especialmente no que se refere ao plano de Deus para o mundo e a nossa participa\u00e7\u00e3o neste plano. Voc\u00ea poderia protestar afirmando que basta ter a Palavra de Deus. Certamente concordar\u00edamos e insistir\u00edamos que o texto b\u00edblico \u00e9 Deus falando conosco de modo definitivo. Entretanto, seria muito ing\u00eanuo supor que se pode chegar \u00e0 B\u00edblia \u201cnua e crua\u201d, isto \u00e9, sem nenhuma orienta\u00e7\u00e3o ou explana\u00e7\u00e3o anterior. Isto simplesmente n\u00e3o acontece. Em algum momento ou em muitos momentos da vida, todos n\u00f3s buscamos ajuda para entender melhor a B\u00edblia e uma boa B\u00edblia de Estudo serve justamente a este prop\u00f3sito. Mas quais recursos est\u00e3o dispon\u00edveis na B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo?<\/p>\n<p><strong>1. Notas b\u00edblicas de rodap\u00e9<\/strong><br \/>\nAs notas no p\u00e9 da p\u00e1gina real\u00e7am tr\u00eas aspectos da passagem b\u00edblica: a dimens\u00e3o mission\u00e1ria, o significado do texto, e a dimens\u00e3o cristol\u00f3gica.<\/p>\n<ul>\n<li>A dimens\u00e3o mission\u00e1ria. As notas s\u00e3o uma fonte rica de informa\u00e7\u00f5es para esclarecer a miss\u00e3o de Deus e do seu povo na antiguidade e sugerir a\u00e7\u00f5es mission\u00e1rias apropriadas hoje. As notas procuram tratar \u201cmiss\u00e3o\u201d e \u201cmiss\u00f5es\u201d no sentido mais amplo e geral de\u00a0\u201cenvio por Deus para a realiza\u00e7\u00e3o duma tarefa\u201c.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>O significado do texto b\u00edblico<em>.<\/em> A B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo trabalha a partir do pressuposto duma hist\u00f3ria maior que une os diversos textos como um fio condutor, mesmo contada por meio de hist\u00f3rias espec\u00edficas menores. Assim, ressalta as \u00eanfases diversas de conte\u00fado dos textos b\u00edblicos sem especular sobre as suas origens. As notas, portanto, focalizam mais a mensagem em si. O contexto hist\u00f3rico \u00e9 inclu\u00eddo somente na medida que esclare\u00e7a o significado dos textos.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>A centralidade de Cristo. A B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo ressalta o grande pressuposto consensual de todos os autores do Novo Testamento: que as Escrituras, de modo geral, apontam para Jesus Cristo e que especificamente as promessas de Deus feitas ao seu povo, ao longo da sua hist\u00f3ria, se cumprem em Jesus. A tarefa dos comentaristas de livros espec\u00edficos \u00e9 perguntar se o texto esclarece ou contribui para nossa compreens\u00e3o da miss\u00e3o de Deus e, por consequ\u00eancia, a miss\u00e3o do seu povo. E partindo do mesmo pressuposto dos escritores do Novo Testamento, \u00e9 importante tamb\u00e9m perguntar se e\u00a0de que forma um texto, na \u201cmeta-hist\u00f3ria\u201d,\u00a0caminha em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 revela\u00e7\u00e3o e cumprimento da miss\u00e3o de Deus em Jesus.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>2. Notas t\u00e9cnicas <\/strong>de dois tipos: um tipo indica a cita\u00e7\u00e3o de uma outra passagem b\u00edblica dentro de um texto b\u00edblico e o outro tipo indica varia\u00e7\u00f5es de leitura e explica\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas. Estas notas se encontram.<\/p>\n<p><strong>3. As introdu\u00e7\u00f5es de cada livro da B\u00edblia<br \/>\n<\/strong>Elas s\u00e3o divididas em quatro partes: 1) uma introdu\u00e7\u00e3o com informa\u00e7\u00f5es gerais a respeito do livro como o contexto hist\u00f3rico, 2) o conte\u00fado do livro com os seus principais temas e \u00eanfases, 3) a estrutura b\u00e1sica do texto, 4) a rela\u00e7\u00e3o com outros livros da B\u00edblia, e finalmente, 5) a signific\u00e2ncia mission\u00e1ria deste livro da B\u00edblia.<\/p>\n<p><strong>4. Diversas reflex\u00f5es tem\u00e1ticas<\/strong> sobre alguma dimens\u00e3o mission\u00e1ria como: miss\u00e3o como evangelismo, miss\u00e3o e cultura, miss\u00e3o como adora\u00e7\u00e3o, miss\u00e3o como transforma\u00e7\u00e3o social, a miss\u00e3o da B\u00edblia, miss\u00e3o e a tradu\u00e7\u00e3o da B\u00edblia, miss\u00e3o no mundo urbano, miss\u00e3o contextualizada, miss\u00e3o transcultural, miss\u00e3o por relacionamentos, miss\u00e3o como o cuidado da cria\u00e7\u00e3o, etc. S\u00e3o mais que 100 destas reflex\u00f5es. Estas reflex\u00f5es s\u00e3o localizadas, cada uma, na p\u00e1gina dum texto b\u00edblico apropriado.<\/p>\n<p><strong>5. O ap\u00eandice<\/strong> onde encontra-se um gloss\u00e1rio missiol\u00f3gico e outros recursos como uma s\u00edntese hist\u00f3rica mission\u00e1ria, calend\u00e1rio com motivos de ora\u00e7\u00e3o, frases mission\u00e1rias, chave b\u00edblica e outros documentos de relev\u00e2ncia ao tema do projeto.<\/p>\n<p><strong>6. Os mapas b\u00edblicos e contempor\u00e2neos<\/strong><br \/>\nA maioria dos mapas b\u00edblicos se encontra nas p\u00e1ginas das referidas passagens b\u00edblicas, mas alguns deles, os mais gerais e de consulta mais frequente, se encontram no Ap\u00eandice. Os mapas em geral ressaltam o movimento do povo de Deus, isto \u00e9, de alguma forma, a sua miss\u00e3o. Junto ao Ap\u00eandice h\u00e1 in\u00fameros mapas, tabelas e gr\u00e1ficos com informa\u00e7\u00f5es a respeito dos desafios contempor\u00e2neos da miss\u00e3o da igreja.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo. Desejamos que ela seja um aux\u00edlio para a aproxima\u00e7\u00e3o e engajamento de cada leitor \u00e0 magn\u00edfica miss\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Notas:<br \/>\n<\/strong>1. Os dicion\u00e1rios definem \u201cintegral\u201d positivamente como \u201ctotal\u201d, \u201cinteiro\u201d, e \u201cglobal\u201d e negativamente como aquilo \u201cque n\u00e3o sofreu qualquer diminui\u00e7\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o\u201d. Cf. HOLANDA FERREIRA, Aur\u00e9lio Buarque de. <em>Dicion\u00e1rio Aur\u00e9lio Eletr\u00f4nico S\u00e9culo XXI<\/em>. Vers\u00e3o 3.0. Lexikon Inform\u00e1tica Ltda, 1999; e HOUAISS, Ant\u00f4nio, VILLAR, Mauro de Salles, e DE MELLO FRANCO, Francisco Manuel. <em>Dicion\u00e1rio Eletr\u00f4nico Houaiss da L\u00edngua Portuguesa<\/em>. Vers\u00e3o 1.0. Editora Objetiva Ltda, 2001.<\/p>\n<p>2. Diversos livros recentes ajudam a fomentar a reflex\u00e3o acerca do conceito, <em>missio Dei<\/em>, notoriamente: BOSCH, David J. <em>Miss\u00e3o transformadora. Mudan\u00e7as de paradigmas na teologia de miss\u00e3o<\/em>. S\u00e3o Leopoldo: Sinodal, 2002.<\/p>\n<p><em>3. Ibid, <\/em>444.<\/p>\n<p>4. Citado por GEORGE, Sherron Kay. \u201cUm Novo Paradigma da Miss\u00e3o para o S\u00e9culo 21. Em <em>Simp\u00f3sio, vol. 10 (2) ano XXXVII, n\u00ba 46, novembro de 2004<\/em>, p. 17.<\/p>\n<p>5. Citado por BOSCH, <em>op cit.<\/em>, 453.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o canso de dizer que a B\u00edblia Mission\u00e1ria de Estudo (BME) n\u00e3o \u00e9 uma B\u00edblia de Estudo para mission\u00e1rios &#8212; pelo menos, n\u00e3o exclusivamente. Em vez de objetivar o minist\u00e9rio em terras alheias &#8212; por sinal, esperamos que sirva para estimular e dar recursos aos mission\u00e1rios &#8211;, \u00e9 a pr\u00f3pria B\u00edblia em si que entendemos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":24,"featured_media":1893,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[114,12041,12042],"tags":[13,80],"class_list":["post-1936","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigos","category-escritura-sagrada","category-fe-e-missao","tag-biblia","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1936","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/users\/24"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1936"}],"version-history":[{"count":11,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1936\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1955,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1936\/revisions\/1955"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1893"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1936"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1936"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1936"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}