{"id":1591,"date":"2013-08-09T23:08:12","date_gmt":"2013-08-10T01:08:12","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/?p=1591"},"modified":"2017-04-05T20:15:22","modified_gmt":"2017-04-05T22:15:22","slug":"a-medida-da-grandeza-alexandre-o-grande-e-jesus-o-ungido-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/2013\/08\/09\/a-medida-da-grandeza-alexandre-o-grande-e-jesus-o-ungido-2\/","title":{"rendered":"A medida da grandeza"},"content":{"rendered":"<p><strong>Alexandre o Grande e Jesus o Ungido<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 dois tipos de l\u00edder, exemplificados por Alexandre o Grande e Jesus o ungido (em hebraico, &#8220;messias&#8221;; em grego, &#8220;cristo&#8221;). Ambos os homens deixaram um profundo impacto na cultura ocidental de modo geral e especificamente na maneira que concebemos e almejamos a grandeza e o sucesso na vida. Ambos morreram com praticamente a mesma idade e ambos geraram muitos seguidores, e isto, dentro e fora da igreja.<\/p>\n<p>Quem eram estes homens? Como viveram e como morreram? Quais os seus mais \u00edntimos valores que marcaram definitivamente a hist\u00f3ria? S\u00e3o modelos para seguir? Se s\u00e3o capazes de transformar a hist\u00f3ria do mundo s\u00e3o capazes ainda de transformar a sua hist\u00f3ria pessoal? Estas s\u00e3o algumas das perguntas que queremos considerar nestes dias de p\u00e1scoa.\u00a0Come\u00e7amos com &#8230;<!--more--><\/p>\n<p><strong>ALEXANDRE, O GRANDE<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_1592\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignright\"><a title=\"Lao-Tsu\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/images.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1592\" class=\"size-thumbnail wp-image-1592 \" title=\"Lao-Tsu\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/images-150x150.jpg\" alt=\"Lao-Tsu\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/images-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/images-80x80.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1592\" class=\"wp-caption-text\">Lao-Tsu<\/p><\/div>\n<p><strong>Pano de fundo.<\/strong> Entre 500 e 800 anos antes de Cristo, o mundo j\u00e1 conhecera grandes culturas. Na China, por exemplo, j\u00e1 havia desenvolvido a raz\u00e3o intelectual, a modera\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica, e as profundezas m\u00edsticas de <em>Tao Lao-Tsu<\/em>, disc\u00edpulo de Conf\u00facio que fundou o taoismo. Na \u00cdndia esta grande \u00e9poca produziu grandes homens como o <em>Guatama B\u00fada<\/em>, que reformou o caos de sistemas religiosos mais antigos do hindu\u00edsmo e nos revelou os passos para a paz e a contempla\u00e7\u00e3o pessoais e interiores. Na Ir\u00e3, o sacerdote Zoroastro falava a sua sabedoria para os persas e outros povos antigos, que por sua vez levavam a vis\u00e3o zoroastriana de batalha c\u00f3smica entre o bem e o mal al\u00e9m das fronteiras da Mesopot\u00e2mia. Na Gr\u00e9cia floresceu um amor pela sabedoria por si s\u00f3, con<\/p>\n<div id=\"attachment_1593\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/buddha1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1593\" class=\"size-thumbnail wp-image-1593 \" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/buddha1-150x150.jpg\" alt=\"Sidarta Guatama (Bud\u00e1)\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/buddha1-150x150.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/files\/2013\/03\/buddha1-80x80.jpg 80w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1593\" class=\"wp-caption-text\">Sidarta Guatama (Bud\u00e1)<\/p><\/div>\n<p>hecido como \u201cfilosofia\u201d e uma \u201cpol\u00edtica\u201d nobre que adquiriu a nomenclatura de \u201cdemocracia.\u201d A\u00ed tamb\u00e9m se experimentava com uma nova inven\u00e7\u00e3o chamada \u201cdrama\u201d, dividida em \u201ctrag\u00e9dia\u201d e \u201ccom\u00e9dia\u201d num teatro jamais igualado. Neste lugar e neste tempo, surgiram as primeiras tentativas de escrever aquilo que os gregos chamavam de \u201chist\u00f3ria.\u201d Logo foi a Gr\u00e9cia que mudou definitivamente institui\u00e7\u00f5es fundamentais da cultura ocidental, tais como a pol\u00edtica e a escola em geral, especialmente a filosofia, como devemos ou n\u00e3o pensar. Tamb\u00e9m mudou nosso conceito do esporte e do entretenimento. Apesar destas grandes conquistas culturais simultaneamente em diversos lugares, tais desenvolvimentos nunca se cruzaram. Eram sempre paralelos. Alexandre o Grande seria o primeiro homem na hist\u00f3ria de possibilitar uma converg\u00eancia mundial de ideias e culturas. Ele possibilitou uma primeira globaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Nascimento.<\/strong> Alexandre nasceu em julho de 346 a.C., filho de Felipe II, rei do posto grego distante da Maced\u00f4nia e duma m\u00e3e que queria que ele crescesse mais importante do pai. O pai, Felipe, era ambicioso e, aos poucos, estendeu seu poder para o sul nas pen\u00ednsulas gregas e para o leste nas B\u00e1lc\u00e3s para criar uma \u201cGr\u00e9cia maior,\u201d uma unidade de pol\u00edtica, l\u00edngua, e cultura, aonde Filipe seria senhor supremo, os deuses gregos receberiam culto uniforme e os her\u00f3is da cultura grega, desde S\u00f3crates at\u00e9 Her\u00f3doto, altamente estimados. O pequeno Alexandre temia apenas que o pai n\u00e3o deixasse nada para que ele conquistasse.<\/p>\n<p><strong>Realiza\u00e7\u00f5es.<\/strong> Ainda adolescente, regeu na aus\u00eancia do pai, e aos 18 anos, comandou a ala esquerda da cavalaria maced\u00f4nica numa batalha em que esmagou brilhantemente o poder das cidades-Estado de Atenas, principal cidade da Gr\u00e9cia, e a Tebas, capital lend\u00e1ria de \u00c9dipo. Um ano depois, Felipe humilhou filho e m\u00e3e, tomando uma segunda esposa bem mais nova. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que os nomes do Alexandre e a sua m\u00e3e, Ol\u00edmpia, para sempre seriam associados com a conspira\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s do assassinato selvagem do rei no primeiro ano do seu novo casamento.<\/p>\n<p>Assim, aos 20 anos, Alexandre se tornou rei da Maced\u00f4nia e da Liga Cor\u00edntia de estados gregos que o pai formou, e comandante dum ex\u00e9rcito de 40.000 tropas e 160 navios de guerra. Queria mesmo ir atr\u00e1s do detestado e fabuloso imp\u00e9rio Persa, mas antes precisava dar uma dura li\u00e7\u00e3o aos tebanos, perto de casa, que come\u00e7aram uma pequena rebeli\u00e3o. Alexandre agiu r\u00e1pida e decisivamente. Simplesmente massacrou os tebanos, destruiu sua cidade e escravizou os sobreviventes. Tal crueldade irrestrita servia de li\u00e7\u00e3o universal e nenhuma outra cidade-Estado grega ousaria jamais perturbar o seu governo.<\/p>\n<p>Levou alguns anos para Alexandre conquistar a P\u00e9rsia, mas ao faz\u00ea-lo, assumiu o t\u00edtulo \u201cSenhor da \u00c1sia,\u201d dando a entender que visava um pr\u00eamio maior ainda que a P\u00e9rsia, contemplando os terr\u00edveis guerreiros indianos. Mas antes disto, prosseguiu para o sul aonde conquistou o Egito e assumiu outro t\u00edtulo, de \u201cFilho de Deus,\u201d isto \u00e9, o deus eg\u00edpcio de Amon-Ra. L\u00e1 ele construiu uma cidade que permaneceria a maior do mundo inteiro durante mais que 200 anos. Seu nome s\u00f3 poderia ser Alexandria, a primeira de umas d\u00fazias com o mesmo nome.<\/p>\n<p><strong>Valores.<\/strong> Onde vemos crueldades, desumanidades, e baixas, os antigos viram gl\u00f3ria. A a\u00e7\u00e3o p\u00fablica \u2014 guerras e conquistas \u2014 era a mais perigosa e, por isso, mais nobre das realiza\u00e7\u00f5es humanas. Por isso, Alexandre era conhecido como \u201co Grande\u201d ou \u201cMagno.\u201d Se Plat\u00e3o era a medida pela qual se media toda a filosofia subseq\u00fcente, Alexandre era a medida ideal do homem em si: conquistador, perigoso e impass\u00edvel, igual aos nossos her\u00f3is que passam na televis\u00e3o e no cinema at\u00e9 os dias de hoje. Estabelecia o significado e o valor de macho para todo o curso da hist\u00f3ria: o guerreiro invenc\u00edvel com espada erguida, o her\u00f3i arqu\u00e9tipo da ra\u00e7a humana \u2014 o Schwartzenegger, e Van Damme, sem emo\u00e7\u00e3o e sem piedade.<\/p>\n<p>A cultura que ele tanto amava nos deu, como j\u00e1 mencionamos, o teatro, a filosofia, a pol\u00edtica e a democracia, a ideia duma l\u00edngua franca e a pr\u00f3pria escola. Era uma cultura que, mesmo depois da morte de Alexandre, iria dominar o mundo. E mesmo centenas de anos depois, quando o poder mundial passou finalmente dos gregos para os romanos, a \u00e9poca de Jesus, eram estes valores que predominavam encarnados em pessoas como Pompeu, Augusto e os c\u00e9sares. Aos tais valores, os romanos acrescentaram apenas o realismo e a pragmatismo.<\/p>\n<p>Morte. Na primavera de 323 a.C., com quase 33 anos e depois de massacrar uma na\u00e7\u00e3o inteira, os cosseanos, e prestes para invadir a Pen\u00ednsula da Ar\u00e1bia, morreu doente na Babil\u00f4nia. Somente um homem, com a mesma idade quando morreu, teria um impacto t\u00e3o grande nas culturas humanas \u2014 o ser\u00e1 maior? \u2014 na humanidade. Seu nome era Jesus. Nos pr\u00f3ximos 300 anos, num lugarzinho aparentemente insignificante, um povo antigo desprovido (sem terra e sem l\u00edngua!) que adorava estranhamente um s\u00f3 Deus, aguardava a sua liberta\u00e7\u00e3o dos valores gregos e a opress\u00e3o pol\u00edtica romana aos quais estavam sujeitos.<\/p>\n<p><strong>JESUS, O UNGIDO<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nascimento.<\/strong> Nasceu duma judia camponesa no interior de lugar nenhum do mundo antigo. Cresceu nesta zona rural onde suas viagens n\u00e3o eram contabilizadas em dezenas de milhares de quil\u00f4metros, como no caso de Alexandre o Grande, mas apenas em poucas dezenas. A \u00fanica cidade de destaque que conhecia, Jerusal\u00e9m, era t\u00e3o insignificante no cen\u00e1rio mundial, que quando Alexandre passou por l\u00e1 a caminho para o Egito, o seu historiador nem sequer menciona o lugar ou o seu povo. Jesus nasceu um Z\u00e9zinho ningu\u00e9m do interiorz\u00e3o de lugar nenhum.<\/p>\n<p><strong>Realiza\u00e7\u00f5es.<\/strong> Vamos n\u00e3o exagerar. Durante a sua vida teve apenas 12 seguidores, 70 que acompanhavam a certa dist\u00e2ncia, e mais alguns curiosos. Alexandre teve centenas de milhares. Declarava a todos que o momento chave de Deus na hist\u00f3ria do Seu povo havia chegado, para todo mundo se preparar abandonando sua apatia e religiosidade exterior. Ousava ensinar as escrituras sagradas, curava os doentes, e expulsava dem\u00f4nios.<\/p>\n<p><strong>Valores.<\/strong> Nas bem-aventuran\u00e7as, ele demonstra sua preocupa\u00e7\u00e3o pela justi\u00e7a. N\u00e3o fala de destrui\u00e7\u00e3o ou escravid\u00e3o. Ao inv\u00e9s de proferir amea\u00e7as, ele sustenta um ideal, ou alguns ideais, humildemente concretos: identificar-se com a situa\u00e7\u00e3o do pobre, defender os seus interesses exclu\u00eddos, simpatizar-se com e perdoar os outros, e fazer paz em todas as circunst\u00e2ncias. Se assim fizer, ser\u00e1 feliz. De fato, este \u00e9 o \u00fanico caminho para a felicidade. O poder \u00e9 uma ilus\u00e3o e o seu exerc\u00edcio uma desculpa para crueldade. \u00c9 o abuso do poder que \u00e9 respons\u00e1vel pela pobreza, a opress\u00e3o, a injusti\u00e7a, a guerra, e a tortura. As palavras de Jesus eram pouco conducentes para uma boa biografia de Alexandre ou de Augusto C\u00e9sar e para um mundo que estimava o imperador e a sua espada. Estas palavras eventualmente custaram-lhe a vida.<\/p>\n<p><strong>Morte.<\/strong> Jesus sofreu a execu\u00e7\u00e3o mais cruel dos romanos e mais vergonhosa e diab\u00f3lica dos judeus \u2014 a crucifica\u00e7\u00e3o. T\u00e3o malvada era, que, salvo algumas poucas mulheres descuidadamente corajosas, todos os seus seguidores fugiram o mais longe que suas pernas, agora \u00e1geis de tanto pavor, poderiam levar. Por que tanto desespero? Porque sabiam que a cena a seguir seria intoler\u00e1vel aos seus olhos, at\u00e9 inconceb\u00edvel para sua f\u00e9.<\/p>\n<p>A psicologia da crucifica\u00e7\u00e3o serviu um prop\u00f3sito profundamente pol\u00edtico. Era o fim esperado de todo inimigo do estado absoluto romano, o oposto da morte tranq\u00fcila que todo bom homem desejava. Ao inv\u00e9s disto, era um fim quando a dignidade e o orgulho eram arrancados. Para os disc\u00edpulos, veio como terremoto, destruindo em um instante o seu mundo inteiro. N\u00e3o importa quantas vezes Jesus avisou que teria que sofrer e morrer. Eles realmente n\u00e3o compreenderam o que falara. T\u00e3o chocante era que levou mais que 400 anos para os crist\u00e3os poderem tentar representar a crucifica\u00e7\u00e3o. Seus s\u00edmbolos religiosos inclu\u00edam a arca de No\u00e9, o Esp\u00edrito Santo em forma de pomba, a \u00e2ncora, o peixe, o p\u00e3o e o vinho, mas n\u00e3o sua imagina\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o conseguia conceber a crucifica\u00e7\u00e3o. A primeira representa\u00e7\u00e3o da crucifica\u00e7\u00e3o se encontra apenas no s\u00e9culo V, cortada em madeira na porta da bas\u00edlica de Santa Sabina em Roma, como uma de v\u00e1rias cenas na vida de Jesus. Hoje ainda n\u00e3o conseguimos visualizar o horror da crucifica\u00e7\u00e3o. Mas eu vou tentar ilustrar s\u00f3 um pouquinho para a nossa medita\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Era a forma \u00faltima de humilha\u00e7\u00e3o romana. N\u00e3o somente as suas roupas, mas, como disse Jo\u00e3o o Anci\u00e3o, o \u201corgulho da vida\u201d, isto \u00e9, o orgulho justo que todo homem, especialmente um jovem com 30 e poucos anos, tem no seu pr\u00f3prio corpo, era desnudado para todos verem e ridicularizarem. Traumatizou n\u00e3o apenas os disc\u00edpulos mas o pr\u00f3prio Jesus. Traumatizou n\u00e3o s\u00f3 o seu corpo mas a sua alma tamb\u00e9m. Lembram-se do seu grito acusador dirigido a Deus: \u201cmeu Deus, meu Deus, por que me desertou?\u201d<\/p>\n<p>O horror deste evento fez com que os Evangelhos dessem os detalhes mais reduzidos e resumidos poss\u00edveis. Simplesmente n\u00e3o era poss\u00edvel para o homem antigo entrar em detalhes (o contr\u00e1rio de hoje quando os produtores de filmes de horror elaboram as cores, os barulhos e efeitos visuais mais repugnantes poss\u00edveis). Um detalhe em particular ficou faltando. Os Evangelhos, citando o Salmo 22.16, d\u00e3o a entender que Jesus foi pregado na cruz pelas m\u00e3os e p\u00e9s. Os artistas, desde cedo, entenderam que isto se referia \u00e0s palmas da m\u00e3o. Mas isto \u00e9 fisicamente imposs\u00edvel, pois assim, o corpo rapidamente cairia da cruz porque os ossos das palmas da m\u00e3o n\u00e3o aguentam tanto peso. Jesus foi crucificado pelos ossos dos seus pulsos. E hoje, os arque\u00f3logos israelenses j\u00e1 descobriram corpos crucificados desta maneira.<\/p>\n<p>Mas antes de pregar as estacas de 30 cent\u00edmetros nos pulsos e p\u00e9s de Jesus e depois de desnudo, Jesus levou bofetadas e foi a\u00e7oitado no corpo inteiro. Dois homens, um na sua frente, e outro atr\u00e1s, torturaram Jesus com chicotes que tinham pequenos pesos de metal amarrados nas suas pontas. O impacto destas chicotadas abriu seu peito e suas costas. Na sua cabe\u00e7a fincavam uma coroa do equivalente de arrame farpado com farpas de 2 a 3 cent\u00edmetros. Nas costas cruas das chicotadas teve que carregar at\u00e9 desmaiar as vigas de madeira pesadas nos quais iria ser pendurado. Morreu em agonia inimagin\u00e1vel, como todo crucificado, depois de horas de sufoca\u00e7\u00e3o gradual e perda de sangue. Depois de morto, foi cortado por uma lan\u00e7a e assim sangrou copiosamente, como para evidenciar definitivamente que n\u00e3o havia mais vida nele.<\/p>\n<p>N\u00f3s est\u00e1vamos naquela cena brutal. Cada um de n\u00f3s, zombadores, confortadores, indiferentes, amedrontados.<\/p>\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Quem teve maior impacto no mundo? Alexandre o Grande, Augusto C\u00e9sar, e Napole\u00e3o, continuam tendo os seus admiradores. Tamb\u00e9m vivemos em um mundo onde os valores de Jesus j\u00e1 transformaram civiliza\u00e7\u00f5es inteiras. Mas n\u00e3o contemplemos apenas o seu ensino. N\u00e3o s\u00f3 no seu ensino mas na sua morte h\u00e1 possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o real e pessoal. Ele morreu POR N\u00d3S, por voc\u00ea e por mim. Ele est\u00e1, de fato, transformando o mundo. Uma leitura at\u00e9 superficial da hist\u00f3ria comprova isso. Mas al\u00e9m disto, e para isto, ele pode transformar a sua vida. Ele pode tomar o seu sofrimento porque ele sabe o que \u00e9 sofrer. E pode transformar seus sofrimentos em reden\u00e7\u00e3o. Diga sim a ele.<\/p>\n<blockquote><p>No entanto, era o nosso sofrimento que ele estava carregando, era a nossa dor que ele estava suportando&#8230; Por\u00e9m ele estava sofrendo por causa dos nossos pecados, estava sendo castigado por causa das nossas maldades. N\u00f3s somos curados pelo castigo que ele sofreu, somos sarados pelos ferimentos que ele recebeu&#8230;. Ele foi maltratado, mas aguentou tudo humildemente e n\u00e3o disse uma s\u00f3 palavra. Ficou calado como um cordeiro que vai ser morto, como uma ovelha quando cortam a sua l\u00e3. Foi preso, condenado e levado para ser morto, e ningu\u00e9m se importou com o que ia acontecer com ele. Ele foi expulso do mundo dos vivos, foi morto por causa dos pecados do nosso povo&#8230;. Ele ofereceu a sua vida como sacrif\u00edcio para tirar pecados e por isso ter\u00e1 uma vida longa e ver\u00e1 os seus descendentes. Ele far\u00e1 com que o meu plano d\u00ea certo. \u2212\u00a0Isa\u00edas 53.4-5, 7-8, 10<\/p><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alexandre o Grande e Jesus o Ungido &nbsp; H\u00e1 dois tipos de l\u00edder, exemplificados por Alexandre o Grande e Jesus o ungido (em hebraico, &#8220;messias&#8221;; em grego, &#8220;cristo&#8221;). 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