{"id":1512,"date":"2013-02-11T16:19:41","date_gmt":"2013-02-11T18:19:41","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/?p=1512"},"modified":"2013-09-05T15:00:04","modified_gmt":"2013-09-05T17:00:04","slug":"o-homem-justo-que-teve-dois-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/timcarriker\/2013\/02\/11\/o-homem-justo-que-teve-dois-filhos\/","title":{"rendered":"O homem justo que teve dois filhos&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>Semana 57: Lucas 15.11-32<\/p>\n<blockquote><p>E Jesus disse ainda: \u2014 Um homem tinha dois filhos. (v.11)<\/p><\/blockquote>\n<p>A par\u00e1bola do filho perdido se encontra apenas no Evangelho de Lucas e faz parte duma trilogia que inclui tamb\u00e9m as par\u00e1bolas da ovelha perdida e da moeda perdida (15.1-10). A par\u00e1bola do filho perdido \u00e9 talvez a mais conhecida das par\u00e1bolas e por isso mesmo, a gente acaba n\u00e3o prestando a devida aten\u00e7\u00e3o para perceber o peso que esta par\u00e1bola apresenta.<!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar-se da orienta\u00e7\u00e3o geral a respeito do prop\u00f3sito das par\u00e1bolas de falar para pessoas muito religiosas para que elas n\u00e3o conseguem ouvir e entender. Isto \u00e9, o significado mais f\u00e1cil de entender provavelmente n\u00e3o seja a mais certa. Precisamos cavar mais, prestar aten\u00e7\u00e3o e pedir a Deus olhos para ver, ouvidos para ouvir, e cora\u00e7\u00e3o aquebrantado para entender e obedecer. Fa\u00e7amos isso, cada um silenciosamente e genuinamente?<\/p>\n<p>O que aconteceu nesta parabola? \u00a0Kenneth Bailey, mission\u00e1rio da minha miss\u00e3o, trabalhou como Diretor da Escola de Teologia do Oriente Pr\u00f3ximo em Beirute e pesquisou a fundo o pano de fundo cultural dos Evangelhos. Ele faz as seguintes observa\u00e7\u00f5es :<\/p>\n<ul>\n<li>No vers\u00edculo 12, o filho mais novo, quando pede a sua parte da heran\u00e7a do pai, efetivamente est\u00e1 pedindo a morte do seu pai. Isto, porque simplesmente a heran\u00e7a se herda s\u00f3 depois da morte de quem se herda a heran\u00e7a. Somente no final da vida, pode-se passar a heran\u00e7a para seus filhos, caso contr\u00e1rio, o pai continua usufruindo das suas terras e bens at\u00e9 a sua morte. Toda a comunidade ao qual a fam\u00edlia pretence iria ficar irada com um filho que pede a heran\u00e7a enquanto o pai ainda vive..<\/li>\n<li>No vers\u00edculo 13, o filho mais novo obviamente vendeu a sua parte das terras porque levou com ele a sua parte (j\u00e1 convertido em dinheiro). S\u00f3 que a lei n\u00e3o dava este direito para ele porque isto significa que o pai n\u00e3o teria o usufruto destas terras para viver, outro afronto por parte do filho mais novo. O filho mais novo, na verdade, teria que fazer dois pedidos, um para receber a sua parte das terras e outro para vend\u00ea-la. Al\u00e9m disto, ao vender a sua parte, que por sinal era um ter\u00e7o (dois ter\u00e7os era a parte do filho mais velho), o intenso desprezo da comunidade ao v\u00ea-lo negociar as terras do pai iria crescer mais e mais. A \u00fanica sa\u00edda dum filho assim era de fugir do pa\u00eds e assim ele fez.<\/li>\n<li>Nos vers\u00edculos 12-13, embora ele n\u00e3o tenha pedido, o filho mais velho aceitou a sua parte (dois ter\u00e7os) sem protesto ao pai e sem fazer o seu papel devido como irm\u00e3o mais velho de tentar conciliar o filho mais novo com o seu pai. Isto mostra que o relacionamento do pai com o filho mais velho tamb\u00e9m n\u00e3o era bom.<\/li>\n<li><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">Nos vers\u00edculos 12-13, surpreendentemente o pai reagiu como nenhum pai normal da Palestina reagiria. Simplesmente repartiu os seus bens entre os dois irm\u00e3os. A lei judaica at\u00e9 permitia que ele atendesse o pedido do filho mais novo mas no ato legal de passar a escritura dos seus bens para os filhos, o pai poderia tranquilamente alegar que fosse manipulado e a lei daria apoio ao pai e anulando a legalidade do pedido. Entretanto, o pai fez o total inesperado e repartiu os bens entre os dois filhos.<\/em><\/em><\/li>\n<li><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">Nos vers\u00edculos 14-17 e logo depois de chegar no pa\u00eds distante, o filho mais novo desperdi\u00e7a o seu dinheiro na sua vida pecaminosa (voc\u00ea pode preencher os detalhes!) e logo o dinheiro acabou. Pior, chegou uma fome e o filho \u00e9 obrigado a se grudar num estangeiro para sobreviver. Quando eu estava no nordeste nos \u00faltimos anos, aprendi uma nova palavra: pid\u00e3o. Sabe o que \u00e9 um pid\u00e3o? Sim, todo mundo sabe, e na Palestina antiga havia um jeito cultural de se livrar dum pid\u00e3o. Sabe o que voc\u00ea fazia? Voc\u00ea dava um emprego que o pid\u00e3o ele n\u00e3o iria querer e logo ele sumiria. Esta era a estrat\u00e9gia na Palestina antiga. Imaginem o cidad\u00e3o diante deste judeu jovem. \u201cAh\u00e1! Tenho uma tarefa para ti, cuidar dos meus porcos.\u201d Para um judeu, n\u00e3o poderia haver uma atividade pior. Efetivamente, exigia a abnega\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria identidade como judeu. E qual era o sal\u00e1rio? O direito de comer a comida dos porcos, que por sinal, era uma fruta preta, muito amarga e humanamente indigesta duma alfarrobeira selvagem. T\u00e3o ruim que era que o filho n\u00e3o conseguia fazer a comida descer. Da\u00ed, sem dinheiro, sem emprego com o m\u00ednimo de condi\u00e7\u00f5es de permanecer vivo, e morrendo de fome, o filho \u201ccaiu em si\u201d.<\/em><\/em><\/li>\n<li><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">O texto diz que \u201ccaiu em si\u201d, \u201cse-ligou\u201d, n\u00e3o que ele se arrependeu\u2026.detalhe importante. Era a necessidade f\u00edsica que motivou este moleque a pensar no seu pai e no seu lar, n\u00e3o uma transforma\u00e7\u00e3o interna e moral. Tanto que planejou a maneira como ele ia se apresentar diante do pai. O plano era nobre. Ao inv\u00e9s de pleitear o seu lugar como filho, ele iria se oferecer como um empregado asalariado. A gente esquece que para voltar \u00e0 casa do pai, ele precisava passar pela sua aldeia e conviver com a sua comunidade. E a comunidade estava muito aborrecida com este moleque. Como asalariado ele teria condi\u00e7\u00f5es de restituir os bens que ele adquiriu do seu pai, pelo menos come\u00e7ar. E assim poderia eventualmente apaziguar a comunidade e salvar as apar\u00eancias. Este era o seu plano. Ele estava se preparando para fazer as repara\u00e7\u00f5es que demonstassem a sua sinceridade.<\/em><\/em><\/li>\n<li><em id=\"__mceDel\"><em id=\"__mceDel\">Finalmente, a rea\u00e7\u00e3o do pai no retorno do filho. O que seria \u201cnormal\u201d? Na cultura brasileira o que seria normal? O que voc\u00eas acham? &#8230; Na Palestina antiga o pai provavelmente espera que o seu filho fracasse. Ele seria considerado morto. E se voltasse, teria que mendigar. A aldeia da fam\u00edlia tamb\u00e9m trataria o filho com severidade. O pr\u00f3digo seria escarnecido por um multid\u00e3o a hora que fica sabendo que o filho voltou. Mas o pai nesta par\u00e1bola sabe muito bem como seu filho seria tratado pela comunidade e tudo que lemos sobre o cen\u00e1rio a seguir pode ser entendido melhor como uma s\u00e9rie de atos dram\u00e1ticos calculados para proteger o filho da hostilidade da aldeia, e para restaur\u00e1-lo \u00e0 comunh\u00e3o da comunidade. Tudo come\u00e7a quando o pai sai correndo estrada fora.<\/em><\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>1. N\u00c3O se condiciona o amor\u00a0<\/strong>(d\u00ea um beij\u00e3o).\u00a0Os nobres orientais n\u00e3o correm. Com suas roupas esvoacantes correr seria uma grande humilha\u00e7\u00e3o. Mo\u00e7os correm, homens simples correm, mas n\u00e3o os grandes homens da sociedade. Certamente a cena atrairia uma multid\u00e3o para assistir. O pai faz com que a reconcilia\u00e7\u00e3o se torne p\u00fablica, na entrada da aldeia. E assim o filho entra na aldeia sob a prote\u00e7\u00e3o do pai. Ao inv\u00e9s de experimentar a hostilidade que ele merece, o filho, com os olhos arregalhados depara a cena do seu pai correndo na sua dire\u00e7\u00e3o, uma demonstra\u00e7\u00e3o vis\u00edvel e inesperada de amor em humilha\u00e7\u00e3o. Ao inv\u00e9s de exigir a humilha\u00e7\u00e3o do filho, \u00e9 o pai justo que se humilha e o filho certamente se despeda\u00e7a. N\u00e3o h\u00e1 palavras para tamanho amor e, de fato, o pai n\u00e3o pronuncia palavras. Ele demonstra atos concretos.<\/p>\n<p><em>Primeiro<\/em> ele corre. (Quantos de n\u00f3s ficar\u00edamos im\u00f3veis, de bra\u00e7os cruzados, um olhar s\u00e9rio, exigindo que um filho deste chegasse at\u00e9 n\u00f3s). O pai corre.<\/p>\n<p><em>Segundo<\/em>, o pai d\u00e1 um beijo, mas vejamos s\u00f3 aonde ele beija. D\u00e1 um beijo no rosto e assim <em>impede<\/em> que o filho se curva devidamente para beijar a m\u00e3o ou o p\u00e9 do pai, o que seria apropriado da sua parte. O pai n\u00e3o deixa o filho se humilhar. D\u00e1 um beijo no rosto. Para um pai oriental, um beijo no rosto \u00e9 sinal de perd\u00e3o e \u00e9 um sinal <em>p\u00fablico<\/em>. A palavra usada para \u201cbeijar\u201d, neste caso, significa \u201cbeijar repetidamente\u201d.<\/p>\n<p><em>Finalmente<\/em>,\u00a0O amor do pai era um amor incondicional, sem lembran\u00e7a de maldade, afetivo, carinhoso, humilde e <em>perdoador<\/em>. Nada de palavras tipo, \u201ceu te avisei\u201d, \u201ct\u00fa foste burro mesmo\u201d, \u201cespero que tenha aprendido a sua li\u00e7\u00e3o\u201d. Nada disto. Nem sequer esperava o filho falar. O pai deu um beijo no rosto, coisa gostosa at\u00e9 os dias de hoje. Pais, \u00e0s vezes n\u00e3o h\u00e1 o que falar para seu filho. N\u00e3o os humilhem. D\u00eaem o belo beijo no rosto e espera em Deus por cura divina.<\/p>\n<p><strong>2. N\u00c3O se questiona o seu pr\u00f3prio arrependimento\u00a0<\/strong>(volte para a casa que te pertence).\u00a0O filho, mesmo chocado com a rea\u00e7\u00e3o do pai, falou, mas falou apenas metade do seu discurso. Aquela parte, \u201cfaze de mim um servo asalariado\u201d ficou faltando. S\u00f3 conseguiu falar, \u201cPai, pequei contra o c\u00e9u [contra Deus, NTLH] e contra o senhor e n\u00e3o mere\u00e7o mais ser chamado de seu filho!\u201d Dizer que pecou contra o c\u00e9u n\u00e3o \u00e9 somente uma outra maneira de dizer que pecou contra Deus. Mas tamb\u00e9m inclui o pecar contra a maneira que se deve viver. O filho mais novo havia agredido grosseiramente o n\u00f3s chamar\u00edamos do bom senso, do jeito que se deve comportar-se. Mas duas coisas s\u00e3o especialmente importantes aqui: o comportamento do filho e a rea\u00e7\u00e3o do pai.<\/p>\n<p>Acredito que o filho voltou para casa n\u00e3o por arrependimento, e sim por necessidade. Certamente remorso, mas o arrependimento, que na nossa cabe\u00e7a depende unicamente de quem se arrepende, \u00e0s vezes, s\u00f3 se completa com a ajuda de fora. Isto me lembra duma conversa que eu tive esta semana com um amigo querido aqui de Florian\u00f3polis. Ele estava querendo saber mais sobre o processo de se tornar disc\u00edpulo de Cristo, mas ainda tinha bastante apego a coisas que ele mesmo sabia n\u00e3o eram compat\u00edveis com a f\u00e9. Se eu entendi bem, ele estava dizendo algo assim, \u201ceu quero, mas n\u00e3o consigo\u201d. E a minha rea\u00e7\u00e3o era imediata: \u201cque bom, n\u00e3o conseguir \u00e9 o primeiro passo.\u201d E depois contei a minha experi\u00eancia de entrega a Jesus depois de tentar diversas vezes mas n\u00e3o \u201cconseguir\u201d. De fato, eu precisava chegar ao ponto de dizer, \u201cDeus n\u00e3o quero mais viver a minha vida do jeito que vivo hoje, e isto quer o Senhor exista, quer n\u00e3o. N\u00e3o quero mais, mas tamb\u00e9m n\u00e3o sei mais o que fazer. Favor, se o Senhor existe, tome a minha vida.\u201d<\/p>\n<p>O arrependimento do filho mais novo n\u00e3o era completo e n\u00e3o era, digamos, puro. N\u00e3o importa. Ele tomou o primeiro passo e depois, o pai o ajudou mostrando que n\u00e3o era como assalariado, e sim, com filho que ele teria que voltar, e desta forma ajudou o filho mais mo\u00e7o a completar o seu pr\u00f3prio arrependimento.<\/p>\n<p>Filhos, voltem para casa. Voc\u00eas sabem onde est\u00e1 o seu lar. Voc\u00eas sabem. Voltem para casa mesmo que estejam morrendo de vergonha, ou remorso, mas n\u00e3o sabem se v\u00e3o ser ou n\u00e3o transformados. Voltem para casa. Deixem seu Pai te ajudar com a sua transforma\u00e7\u00e3o ainda incompleta e com o seu arrependimento ainda n\u00e3o aprofundado. O primeiro passo \u00e9 voltar para casa do Pai.<\/p>\n<p><strong>3. N\u00c3O se mede o perd\u00e3o\u00a0<\/strong>(abra bem os bra\u00e7os).<strong>\u00a0<\/strong>Pais, n\u00e3o questionem o arrependimento dos seus filhos. N\u00e3o se mede o perd\u00e3o. Perdoem. Amem. Corram. Beijem. Abram bem os seus bra\u00e7os. \u00c9 isto que os pais fazem.<\/p>\n<p><strong>4. N\u00c3O se vive sem festa<\/strong> (coma pr\u00e1 caramba).<br \/>\nO pai n\u00e3o deixou o filho terminar. Como n\u00f3s somos diferentes, exigindo que os filhos expliquem <em>tudo<\/em>! O pai n\u00e3o precisava saber mais e tamb\u00e9m n\u00e3o precisava falar mais com o filho. Precisava mostrar seu amor em a\u00e7\u00e3o. O pai fez tr\u00eas coisas bem concretas e inesquec\u00edveis. Mandou vestir o filho com a melhor roupa, colocou anel no dedo e sand\u00e1lias nos p\u00e9s e mandou matar o bezerro gordo. Vamos ver cada um destes atos.<\/p>\n<p>O pai mandou seus empregados vestirem o filho com a melhor roupa, que obrigatoriamente seria o roup\u00e3o do pr\u00f3prio pai que usava apenas em momentos de grande solenidade. Veja bem, ele n\u00e3o mandou o filho se vestir, mas mandou seus empregados vestirem o filho. Afinal, os empregados, diante duma situa\u00e7\u00e3o destas, n\u00e3o sabiam mais qual seria a rea\u00e7\u00e3o apropriada. Mas agora, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Trate este filho como filho meu. Ponha o anel de autoridade nele. (E assim tirou a d\u00favida da aldeia). E ponham sand\u00e1lias nos seus p\u00e9s. S\u00f3 os senhores usavam sand\u00e1lias. Os empregados andavam descal\u00e7os. Tudo isto indica total aceita\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o como filho. E indica isto publicamente. Mas h\u00e1 mais&#8230;<\/p>\n<p>Reparou que o pai mandou trazer o bezerro gordo e n\u00e3o <span style=\"text-decoration: underline;\"><em>um<\/em><\/span> bezerro gordo? Cada fam\u00edlia de certa condi\u00e7\u00e3o financeira na Palestina antiga possu\u00eda um bezerro especial que engordava s\u00f3 para ocasi\u00f5es muito raras, como, por exemplo, a visita do governador. O pai n\u00e3o mandou buscar um frango assado na esquina ou at\u00e9 mesmo um churrasco qualquer. Ele mandou buscar e matar O bezerro gordo. Outro detalhe que devemos reparar. Um bezerro destes dava para alimentar umas 100 pessoas. Sem geladeiras, os animais uma vez abatidos, precisavam ser comidos. Ningu\u00e9m colocava os restinhos na geladeira. Portanto, o pai estava indubitavelmente promovendo uma festa para a comunidade <em>toda<\/em>. Por que? Porque este meu filho estava morto e viveu de novo. Estava perdido e foi achado.<\/p>\n<p>Queridos, a reconcilia\u00e7\u00e3o com o Pai, o retorno para casa, \u00e9 motivo de grande festa: bolos tortas, picanhas e costelas de todo tipo.<\/p>\n<p><strong>Desafio<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que tudo j\u00e1 foi dito. Apenas quero chamar aten\u00e7\u00e3o para mais um detalhe. Quando n\u00f3s lemos as par\u00e1bolas da ovelha perdida ou do filho perdido, pensamos logo na analogia da convers\u00e3o. E sem d\u00favida, a convers\u00e3o \u00e9 um retorno ao lar e um bem-vindo do Pai e de toda a comunidade. Entretanto, o filho perdido foi filho do in\u00edcio at\u00e9 o fim bem como a ovelha era ovelha antes de se perder. O que estou querendo dizer \u00e9 que o filho perdido pode ser tanto aquele que nunca experimentou plenamente salva\u00e7\u00e3o e pode ser tamb\u00e9m aquele que experimentou mas \u201ctrocou\u201d por um monte de bobagens que esta vida oferece. Esta mensagem \u00e9 para ambas as pessoas, voc\u00ea que quer mas n\u00e3o consegue dar a sua vida a Jesus, e voc\u00ea tamb\u00e9m que j\u00e1 deu, j\u00e1 morou na casa do Pai, comeu a sua comida, viveu debaixo da sua prote\u00e7\u00e3o, mas quis experimenta algo, talvez os prazeres, que s\u00f3 este mundo sabe oferecer. Para ambas as pessoas, eu digo, voltem ao Pai. Venham para casa!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semana 57: Lucas 15.11-32 E Jesus disse ainda: \u2014 Um homem tinha dois filhos. (v.11) A par\u00e1bola do filho perdido se encontra apenas no Evangelho de Lucas e faz parte duma trilogia que inclui tamb\u00e9m as par\u00e1bolas da ovelha perdida e da moeda perdida (15.1-10). 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