{"id":363,"date":"2013-10-09T22:55:22","date_gmt":"2013-10-10T01:55:22","guid":{"rendered":"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/testedafebrasil\/?p=363"},"modified":"2013-10-30T01:44:07","modified_gmt":"2013-10-30T04:44:07","slug":"363","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/testedafebrasil\/2013\/10\/09\/363\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia, religi\u00e3o e o Mito do Conflito"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: right;\"><strong>\u00a9 Raphael Uch\u00f4a<\/strong><\/p>\n<p><a style=\"font-size: 13px;\" href=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/testedafebrasil\/files\/2013\/10\/Blue-Brain-Project-Cortical-Column-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-377 alignright\" alt=\"Blue-Brain-Project-Cortical-Column-2\" src=\"http:\/\/ultimato.com.br\/sites\/testedafebrasil\/files\/2013\/10\/Blue-Brain-Project-Cortical-Column-2-300x187.jpg\" width=\"210\" height=\"131\" srcset=\"https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/testedafebrasil\/files\/2013\/10\/Blue-Brain-Project-Cortical-Column-2-300x187.jpg 300w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/testedafebrasil\/files\/2013\/10\/Blue-Brain-Project-Cortical-Column-2-150x93.jpg 150w, https:\/\/ultimato.com.br\/sites\/testedafebrasil\/files\/2013\/10\/Blue-Brain-Project-Cortical-Column-2.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 simples a abordagem hist\u00f3rica da rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o. Longe de seguir certo padr\u00e3o \u00fanico de an\u00e1lise, como geralmente se tra\u00e7a a partir dos gregos at\u00e9 o s\u00e9culo XIX, tal rela\u00e7\u00e3o se apresenta muito mais matizada, cheia de peculiaridades que precisam ser pensadas dentro de contextos hist\u00f3ricos particulares; e se chega a obedecer algum modelo\u00a0pr\u00e9vio de an\u00e1lise, este \u00e9 o da complexidade, ou do entrela\u00e7amento entre ideias (cient\u00edficas, teol\u00f3gicas, metaf\u00edsicas, etc) e condi\u00e7\u00f5es socioculturais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O padr\u00e3o ao qual me referi acima, que vou denominar &#8220;Dos Gregos At\u00e9 Hoje&#8221; ou simplesmente<em> DGAH<\/em>, obedece a um modelo de pensamento gestado no s\u00e9culo XIX, mas que ainda hoje mant\u00e9m fortes ra\u00edzes na compreens\u00e3o comum da rela\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica entre ci\u00eancia e religi\u00e3o. <!--more--> N\u00e3o \u00e9 raro observarmos essa estrutura narrativa em livros did\u00e1ticos, revistas de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e at\u00e9 muitos trabalhos acad\u00eamicos, seguindo mais ou menos assim: a ci\u00eancia estaria numa longa batalha com a religi\u00e3o que se arrasta desde a Gr\u00e9cia Cl\u00e1ssica, quando a vis\u00e3o mitol\u00f3gica foi subvertida e passou-se a explicar o mundo atrav\u00e9s da raz\u00e3o; atravessando o per\u00edodo crist\u00e3o medieval, a ci\u00eancia ficou adormecida por mil anos subjugada por cl\u00e9rigos obscurantistas, para finalmente ressurgir no Renascimento, quando todas as amarras explicativas te\u00edstas foram quebradas de vez, \u00a0fato \u00a0que\u00a0 teria pavimentado\u00a0 a \u00a0estrada \u00a0para \u00a0a chamada \u201crevolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica\u201d.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Al\u00e9m do padr\u00e3o de an\u00e1lise <em>DGAH,<\/em> outras ideias comuns que <em>a princ\u00edpio<\/em> parecem \u00f3bvias precisam ser repensadas: a de que o \u201cCaso Galileu\u201d foi claramente um exemplo do conflito entre ci\u00eancia e religi\u00e3o; de que a igreja crist\u00e3 medieval suprimiu a ci\u00eancia dos gregos, ou de que a revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (que j\u00e1 \u00e9 um tema complexo em si) libertou a ci\u00eancia das \u201camarras religiosas\u201d; de que a teoria da evolu\u00e7\u00e3o destruiu a f\u00e9 de Darwin no Cristianismo, ou de que o naturalista ingl\u00eas destruiu a chamada teologia natural, ou ainda, de que a ci\u00eancia moderna secularizou a cultura ocidental. S\u00e3o todos temas aparentemente muito bem estabelecidos e encaixados no entendimento comum do papel da ci\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o do mundo moderno e sobretudo na sua rela\u00e7\u00e3o com a religi\u00e3o; mas sugiro a revis\u00e3o de todos eles.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na verdade v\u00e1rios historiadores t\u00eam feito j\u00e1 essas revis\u00f5es, e eventualmente nos deteremos numa ou noutra; mas antes, voltemos ao padr\u00e3o <em>DGAH<\/em>. H\u00e1 uma s\u00e9rie de problemas de an\u00e1lise hist\u00f3rica na estrutura narrativa <em>DGAH<\/em>, mas para come\u00e7ar penso ser importante situarmos historicamente o contexto e os formuladores desta explica\u00e7\u00e3o que tem sido tomada pelos especialistas no campo da hist\u00f3ria da ci\u00eancia e religi\u00e3o como &#8220;o mito do conflito&#8221;. Mito aqui n\u00e3o \u00e9 tomado no entendimento acad\u00eamico do seu papel de dar um sentido ao mundo, ou de um estudo de povos da Antiguidade Cl\u00e1ssica ou de determinadas comunidades tradicionais. Mito aqui ter\u00e1 o sentido da conversa\u00e7\u00e3o corriqueira, quando designamos alguma alega\u00e7\u00e3o como falsa.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Feita a ressalva, gostaria de apresentar uma ideia comum entre os especialistas no estudo hist\u00f3rico da rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o: \u201co maior mito da hist\u00f3ria da ci\u00eancia e da religi\u00e3o assegura que estes dois campos t\u00eam existido em um estado de constante conflito\u201d. Essas s\u00e3o inclusive as primeiras senten\u00e7as na importante obra editada pelo historiador da ci\u00eancia Ronald L. Numbers: \u201cGalileo goes to jail and other Myths about Science and Religion\u201d, que tamb\u00e9m possui uma vers\u00e3o portuguesa com o t\u00edtulo \u201cGalileu\u00a0na\u00a0Pris\u00e3o e\u00a0outros Mitos\u00a0sobre Ci\u00eancia\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">&#8220;o maior mito da hist\u00f3ria da ci\u00eancia e da religi\u00e3o assegura que estes dois campos t\u00eam existido em um estado de constante conflito.&#8221; &#8211; Ronald Numbers, Historiador da Ci\u00eancia<\/p>\n<\/blockquote>\n<p dir=\"ltr\">Por que tamanha contund\u00eancia na afirma\u00e7\u00e3o? Minha inten\u00e7\u00e3o \u00e9 abordar em postagens futuras alguns dos principais argumentos expostos nesta obra e ao mesmo tempo expor um pouco a complexidade da quest\u00e3o. Por sinal, o problema da rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o parece se enquadrar na m\u00e1xima de Henry L. Mencken &#8221;Para todo problema complexo existe sempre uma solu\u00e7\u00e3o simples, elegante e completamente errada&#8221;.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Vamos ent\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o do <em>mito do conflito<\/em>. Por que, onde, como surge?<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A quest\u00e3o \u00e9 multifacetada; h\u00e1 diversas vari\u00e1veis em jogo que n\u00e3o ser\u00e3o tocadas aqui, mas dois dados s\u00e3o importantes para come\u00e7ar a entender o problema.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: left;\">O primeiro diz respeito \u00e0 figura do \u201ccientista\u201d. \u00c9 relativamente recente a ideia de que cientistas s\u00e3o necessariamente pessoas sem religi\u00e3o ou sem apre\u00e7o por qualquer tipo de metaf\u00edsica. Ela surge mais ou menos com o pr\u00f3prio forjamento do termo \u201ccientista\u201d. Ele \u00e9 cunhado por William Whewell em 1833. Curiosamente, Whewell figurava entre aqueles que consideravam seu trabalho vinculado \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o da chamada <em>Teologia Natural<\/em>, para a qual o \u201cLivro da Natureza\u201d em conjunto com o \u201cLivro das Escrituras\u201d compunham as principais fontes de revela\u00e7\u00e3o do Criador para a humanidade. Mais curioso ainda \u00e9 notar que Charles Darwin, que n\u00e3o se via propriamente como um cientista mas como um fil\u00f3sofo natural, utilizou uma epigrafe da obra de Whewell na primeira edi\u00e7\u00e3o de A Origem das Esp\u00e9cies. Segue um recorte direto da obra no original:<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/IBxfVxOKlPtOHszZf9MEVzJjZJHC_MQDzDCev86ap91679GjCn2e1e5gsSaIDMd20fjzupMAimKT8kgxPY-itpn91cUKWBKO0J5R7iDRHNYXG6P4v3q0yjUiHaG_OLXiRk0\" width=\"519px;\" height=\"142px;\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Na verdade, o forjamento da figura do cientista no s\u00e9culo XIX \u00e9 acompanhado por um contexto muito particular na Inglaterra vitoriana. De acordo com John H. Brooke, nesse per\u00edodo tamb\u00e9m surgiram as primeiras corpora\u00e7\u00f5es profissionais para cientistas. A <em>British Association for the Advancement of Science<\/em> (Associa\u00e7\u00e3o Brit\u00e2nica para o Progresso da Ci\u00eancia), por exemplo, foi estabelecida no in\u00edcio dos anos 1830. Com a funda\u00e7\u00e3o de tais associa\u00e7\u00f5es veio um novo status para os praticantes da ci\u00eancia e, acompanhando esse status, um novo conjunto de compromissos profissionais. Um desses compromissos seria a exclus\u00e3o de amadores e religiosos do trabalho cient\u00edfico, algo de certa forma impens\u00e1vel antes do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O segundo ponto importante para compreender a forma\u00e7\u00e3o do <em>mito do conflito<\/em> diz respeito ao surgimento da biologia enquanto campo leg\u00edtimo da ci\u00eancia. A transforma\u00e7\u00e3o da antiga <em>hist\u00f3ria natural<\/em> na \u201cbiologia\u201d cient\u00edfica constitui uma importante vari\u00e1vel no contexto de produ\u00e7\u00e3o da imagem do conflito. Uma vez que a <em>hist\u00f3ria natural<\/em> tinha sido tradicionalmente dominada pelo clero anglicano, as novas disciplinas cient\u00edficas da biologia e da geologia gradualmente alcan\u00e7aram independ\u00eancia da influ\u00eancia clerical enquanto, ao mesmo tempo, legitimaram um novo conjunto de autoridades n\u00e3o eclesi\u00e1sticas. Segundo Peter Harrison<\/p>\n<blockquote>\n<p dir=\"ltr\">\u201c(&#8230;) essa foi, de fato, a miss\u00e3o expl\u00edcita de personalidades como Thomas Huxley e seus colegas no &#8216;X-Clube&#8217;, que procuraram com certo fervor estabelecer um status cient\u00edfico para a hist\u00f3ria natural, livrar a disciplina das mulheres, amadores e padres, e assentar uma ci\u00eancia secular no centro da vida cultural da Inglaterra vitoriana\u201d.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p dir=\"ltr\">John Brooke estabelece a quest\u00e3o nos seguintes termos:<\/p>\n<blockquote>\n<p dir=\"ltr\">\u201c(&#8230;) quest\u00f5es de poder pol\u00edtico, de prest\u00edgio social e de autoridade intelectual estiveram frequentemente em jogo. E a hist\u00f3ria escrita pelos seus protagonistas refletiu as suas pr\u00f3prias preocupa\u00e7\u00f5es. O paladino de Darwin, T. H. Huxley, nos seus esfor\u00e7os para promover o perfil de um comunidade cient\u00edfica em r\u00e1pida profissionaliza\u00e7\u00e3o, \u00e0 custa da hegemonia cultural e educacional do clero, considerava conveniente um modelo de conflito.\u201d<\/p>\n<\/blockquote>\n<p dir=\"ltr\">Nesse sentido, em larga medida, a tese do conflito n\u00e3o \u00e9 um caracter\u00edstica inerente \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o (<em>DGAH<\/em>, por exemplo); ela surgiu em um contexto espec\u00edfico e alinhada a prop\u00f3sitos pol\u00edticos claramente dispostos a colocar uma ret\u00f3rica de hostilidade entre teologia e ci\u00eancia, um conflito que, acreditavam seus defensores, n\u00e3o teria sido s\u00f3 do s\u00e9culo XIX, mas haveria caracterizado uma rela\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos dois campos em quest\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No pr\u00f3ximo post sobre o tema, falaremos sobre como a tese do conflito come\u00e7ou a ganhar maior notoriedade com as obras dos americanos John William Draper (1818 &#8211; 1882) e Andrew Dickson White (1832-1918).<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Sugest\u00f5es Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>&#8211;\u00a0BARBOUR, Ian. Religion and Science: Historical and Contemporary Issues. San Francisco: Harper,\u00a01997.<\/p>\n<p>&#8211; BROOKE, John. Science and Religion: Some Historical Perspectives. UK: Cambridge University Press,\u00a01991;<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0HARRISON, Peter (org). The Cambridge Companion to Science and Religion. UK: Cambridge Universiy\u00a0Press, 2010;<\/p>\n<p>&#8211; NUMBERS, Ronald L. (org). Galileo Goes to Jail and Other Myths about Science and Religion.\u00a0Cambridge, MA: Havard University Press, 2009.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=k_kfk1p1db8\" target=\"_blank\"><strong>ASSISTA TAMB\u00c9M AO V\u00cdDEO DO DR. PETER HARRISON SOBRE O ASSUNTO, EM NOSSO CANAL NO YOUTUBE!<\/strong> <\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a9 Raphael Uch\u00f4a N\u00e3o \u00e9 simples a abordagem hist\u00f3rica da rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e religi\u00e3o. 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